Ano XXI - EDIÇÃO 1118

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO - NEM TUDO QUE BRILHA – Diz um velho ditado: “Nem tudo que brilha é ouro”. Vidro também brilha. E há outros brilharecos por aí afora. Isso acontece, quando se doura a pílula. Quanta coisa que não é se faz de conta que é. Uma coisa é destacar um craque. Outra coisa é consagrar ou tentar consagrar um perna de pau. Uma coisa é elogiar um vencedor. Coisa diversa é tentar reabilitar um fracassado. Durante a campanha eleitoral, há muitas coisas que são veiculadas que se coadunam com isso. A mentira é maquiada e se torna verdade. O mau candidato se transforma como por encanto e passa a ser a flor de lis. O papel aceita tudo. O microfone aceita tudo. As câmeras registram tudo. A maquiagem e o artifício transformam as pessoas, os acontecimentos, os fatos, a própria realidade. Transfigura e mistifica a verdade. É o poder do verniz. Por isso, é preciso ter olho de lince, para detectar quando o brilho é autêntico, ou quando é mistificado.
NA VIDA O QUE INTERESSA SÃO ALEGRIAS.
PREÇOS REAGEM - Os preços dos grãos no mercado internacional estão reagindo. Principalmente, o trigo, o milho e a soja. Tudo por causa de condições climáticas adversas em várias regiões do planeta. A seca na Rússia é um dos fatores. Azar de uns, sorte de outros.
AUMENTAM ENDIVIDADOS – Quando aumentam as facilidades de crédito, aumentam as dívidas. Prazos longos, facilitam o acesso ao crédito e, via de regra, a facilidade induz os consumidores ao endividamento. O perigo é a inadimplência e a insolvência. Em qualquer circunstância não se pode ir com muita sede ao pote. Muita comida disponível, leva o esganado a empanturrar-se.
QUE FRASE: “O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca ser inteligente”. Frase lida em algum lugar. Muito interessante para ser parafraseada. Parecida com aquela outra: inteligente que se faz de burro para pegar o ignorante.
JUROS TAMBÉM COLOSSAIS - Como escrevi na semana passada, a nossa dívida interna é colossal: R$ 1,509 trilhão(caiu um pouco em julho) Por mês a nossa dívida interna rende R$ 12 bilhões só de juros. Não é pouco.
EXPLICA-SE A DÍVIDA INTERNA – Assim: Antes do Plano Real, quando o governo precisava de recursos, recorria a empréstimos no exterior. Isso dava origem à dívida externa. Com o advento do Plano Real, não é preciso pegar recursos no exterior, porquanto a estabilização da economia, o fortalecimento da moeda e a prática de altas taxas de juros atraem dólares para o mercado financeiro brasileiro, não precisando, pois, recorrer a empréstimo externo. Isso explica a razão de antes do Real o problema ser a dívida externa e, depois do Real, a dívida interna. Aí o leitor, também, entende porque não se precisa mais tomar recursos do FMI, que exige do credor severas metas a serem cumpridas.
SEGURO-DESEMPREGO - O trabalhador quase sempre procede de forma errada. Quando pega um seguro-desemprego se atira nas cordas e não vai procurar novo emprego, antes que termina o prazo do seguro-desemprego. Errado. Devia procurar novo emprego imediatamente. Se não for possível, encontrar logo um trabalho, devia o desempregado aproveitar para preparar-se melhor, fazer algum treinamento ou algum curso qualificando-se melhor. Mas quem é que procede assim? É uma cultura totalmente errônea essa que está sendo adotada.
O ESQUEMA PC FARIAS, QUE DERRUBOU O FAMIGERADO GOVERNO COLLOR, TERIA SIDO UMA LEVE BATIDA DE CARTEIRA, COMPARADO COM O ESCÂNDALO DO MENSALÃO. Dizem e escrevem.
É BEM VERDADE - Que existem vereadores que usufruem diárias de forma abusiva para participar de cursos, muitos deles fantasmas. E, então, eles são massacrados, quando pegos com a boca na botija, pela imprensa. Por outro lado, também, existem organizações fajutas que organizam cursos, seminários, congressos, enfim, e destas empresas-fantasma não se fala e nem lhes acontece nada. Está na hora de moralizar isso também, porque a ocasião é que faz o ladrão.
EXPANSÃO INDUSTRIAL - Como se explica a expansão industrial? Pela melhoria das exportações e pelo aquecimento do mercado interno. Havendo estes dois ingredientes básicos, a indústria aumenta a produção, chama mais trabalhadores e até paga melhor. Quem provoca esta melhoria são os fatores econômicos. Mas os políticos geralmente chamam isso para si.
O LADO ECONÔMICO - Observei que todos os colunistas – até os de azul – deram sua palhinha sobre a conquista do bi do Inter. Naturalmente, um grande feito, somado a outros tantos nesta primeira década do século XXI. Gostaria de acenar para o lado econômico do que isso significa. Um título desses, além de visibilidade alargada, porque o jogo final foi transmitido via TV para mais de 170 países, traz muitos benefícios econômicos. Somem tudo: prêmios, ingressos, marketing, venda de produtos, valorização de atletas, aumento de sócios, valorização da marca. São milhões, talvez, bilhões. Além dos valores subjetivos, que são imensuráveis.
“ O GOVERNO FEDERAL VEM, MÊS A MÊS, COMEMORANDO RECORDES DE ARRECADAÇÃO, EM DETRIMENTO DA CLASSE EMPRESARIAL, SUFOCADA POR AVASSALADORA CARGA TRIBUTÁRIA” Segundo escrevem os analistas.



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