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À GUISA
DE COMENTÁRIO - NEM TUDO QUE BRILHA – Diz um velho
ditado: “Nem tudo que brilha é ouro”. Vidro
também brilha. E há outros brilharecos por aí afora.
Isso acontece, quando se doura a pílula. Quanta coisa
que não é se faz de conta que é. Uma coisa é destacar
um craque. Outra coisa é consagrar ou tentar consagrar
um perna de pau. Uma coisa é elogiar um vencedor. Coisa
diversa é tentar reabilitar um fracassado. Durante a campanha
eleitoral, há muitas coisas que são veiculadas
que se coadunam com isso. A mentira é maquiada e se torna
verdade. O mau candidato se transforma como por encanto e passa
a ser a flor de lis. O papel aceita tudo. O microfone aceita
tudo. As câmeras registram tudo. A maquiagem e o artifício
transformam as pessoas, os acontecimentos, os fatos, a própria
realidade. Transfigura e mistifica a verdade. É o poder
do verniz. Por isso, é preciso ter olho de lince, para
detectar quando o brilho é autêntico, ou quando é mistificado.
NA VIDA O QUE INTERESSA SÃO ALEGRIAS.
PREÇOS REAGEM - Os preços dos grãos no mercado
internacional estão reagindo. Principalmente, o trigo, o
milho e a soja. Tudo por causa de condições climáticas
adversas em várias regiões do planeta. A seca na
Rússia é um dos fatores. Azar de uns, sorte de outros.
AUMENTAM ENDIVIDADOS – Quando aumentam as facilidades de
crédito, aumentam as dívidas. Prazos longos, facilitam
o acesso ao crédito e, via de regra, a facilidade induz
os consumidores ao endividamento. O perigo é a inadimplência
e a insolvência. Em qualquer circunstância não
se pode ir com muita sede ao pote. Muita comida disponível,
leva o esganado a empanturrar-se.
QUE FRASE: “O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar
o idiota, diante de um idiota que banca ser inteligente”.
Frase lida em algum lugar. Muito interessante para ser parafraseada.
Parecida com aquela outra: inteligente que se faz de burro para
pegar o ignorante.
JUROS TAMBÉM COLOSSAIS - Como escrevi na semana passada,
a nossa dívida interna é colossal: R$ 1,509 trilhão(caiu
um pouco em julho) Por mês a nossa dívida interna
rende R$ 12 bilhões só de juros. Não é pouco.
EXPLICA-SE A DÍVIDA INTERNA – Assim: Antes do Plano
Real, quando o governo precisava de recursos, recorria a empréstimos
no exterior. Isso dava origem à dívida externa. Com
o advento do Plano Real, não é preciso pegar recursos
no exterior, porquanto a estabilização da economia,
o fortalecimento da moeda e a prática de altas taxas de
juros atraem dólares para o mercado financeiro brasileiro,
não precisando, pois, recorrer a empréstimo externo.
Isso explica a razão de antes do Real o problema ser a dívida
externa e, depois do Real, a dívida interna. Aí o
leitor, também, entende porque não se precisa mais
tomar recursos do FMI, que exige do credor severas metas a serem
cumpridas.
SEGURO-DESEMPREGO - O trabalhador quase sempre procede de forma
errada. Quando pega um seguro-desemprego se atira nas cordas e
não vai procurar novo emprego, antes que termina o prazo
do seguro-desemprego. Errado. Devia procurar novo emprego imediatamente.
Se não for possível, encontrar logo um trabalho,
devia o desempregado aproveitar para preparar-se melhor, fazer
algum treinamento ou algum curso qualificando-se melhor. Mas quem é que
procede assim? É uma cultura totalmente errônea essa
que está sendo adotada.
O ESQUEMA PC FARIAS, QUE DERRUBOU O FAMIGERADO GOVERNO COLLOR,
TERIA SIDO UMA LEVE BATIDA DE CARTEIRA, COMPARADO COM O ESCÂNDALO
DO MENSALÃO. Dizem e escrevem.
É
BEM VERDADE - Que existem vereadores que usufruem diárias
de forma abusiva para participar de cursos, muitos deles fantasmas.
E, então, eles são massacrados, quando pegos com
a boca na botija, pela imprensa. Por outro lado, também,
existem organizações fajutas que organizam cursos,
seminários, congressos, enfim, e destas empresas-fantasma
não se fala e nem lhes acontece nada. Está na hora
de moralizar isso também, porque a ocasião é que
faz o ladrão.
EXPANSÃO INDUSTRIAL - Como se explica a expansão
industrial? Pela melhoria das exportações e pelo
aquecimento do mercado interno. Havendo estes dois ingredientes
básicos, a indústria aumenta a produção,
chama mais trabalhadores e até paga melhor. Quem provoca
esta melhoria são os fatores econômicos. Mas os políticos
geralmente chamam isso para si.
O LADO ECONÔMICO - Observei que todos os colunistas – até os
de azul – deram sua palhinha sobre a conquista do bi do Inter.
Naturalmente, um grande feito, somado a outros tantos nesta primeira
década do século XXI. Gostaria de acenar para o lado
econômico do que isso significa. Um título desses,
além de visibilidade alargada, porque o jogo final foi transmitido
via TV para mais de 170 países, traz muitos benefícios
econômicos. Somem tudo: prêmios, ingressos, marketing,
venda de produtos, valorização de atletas, aumento
de sócios, valorização da marca. São
milhões, talvez, bilhões. Além dos valores
subjetivos, que são imensuráveis.
“
O GOVERNO FEDERAL VEM, MÊS A MÊS, COMEMORANDO RECORDES
DE ARRECADAÇÃO, EM DETRIMENTO DA CLASSE EMPRESARIAL,
SUFOCADA POR AVASSALADORA CARGA TRIBUTÁRIA” Segundo
escrevem os analistas.
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