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À GUISA
DE COMENTÁRIO – DE NOVO – Volto ao tema de
novo. Outra vez volto ao assunto, porque me merece toda atenção.
Reina, deveras, muito otimismo pirotécnico. O governo
federal vende uma imagem muito otimista. Basta ouvir e ler as
frases presidenciais: “Nós conseguimos destravar
o País”. Não é tão pitoresca
como aquela outra frase, que é digna de anedotário: “Pobre
fica bonito, quando se alimenta”. O presidente até sonha
em acabar com a pobreza. Quer que todos sejam classe média.
Claro que isso não depende do governo. Já bastaria
que acabasse com o analfabetismo e com a violência. Convém
alertar que a nossa economia não é tudo isso. Não
temos uma economia de Primeiro Mundo. Nada de excepcional está acontecendo
em matéria econômica neste País que justificasse
tanto alarde e tanto espetáculo midiático. Na verdade,
a economia está equilibrada, mas existem muitos pontos
falhos: cotação artificial baixa do dólar,
juros muito altos para conter a inflação, taxas
ainda elevadas de desemprego e subemprego, dívida pública
rompendo a casa do 1,6 trilhão. A nossa infraestrutura
grita SOS. Então, nem tudo são rosas, embora nem
tudo sejam espinhos. Podemos contar-nos felizes se conseguimos
sobreviver dignamente. Só não dá para aceitar
a venda exagerada de otimismo: é muito espetáculo
para pouca ação.
“
POBRE FICA BONITO, QUANDO SE ALIMENTA”. Autoria do presidente
Lula, quando visitou o Rio Grande do Sul, na semana passada. Talvez,
a frase ficaria melhor assim: Pobre fica feliz, quando se alimenta,
porque não ter o que comer, além de triste, é injusto,
se os passarinhos têm o que vestir e o que comer.
COMO NUM PASSE DE MÁGICA, OS ALBERGUES ESTÃO PASSANDO
DE VILÕES A HERÓIS. É A MAGIA DAS ELEIÇÕES.
NÃO É QUE ELES VÃO FAZER PARTE DO PROGRAMA
DE CANDIDATO A GOVERNADOR?
UM PREFEITO SONHOU – Realmente, um prefeito sonhou ratear
o ICMS que será gerado pela BR Foods S.A. – a Perdigão – entre
todos os municípios da Grande Santa Rosa. O assunto veio à tona
numa reunião da Associação dos Municípios
da Grande Santa Rosa. Obviamente, o prefeito de Três de Maio
teve que entrar em campo para declinar todos os ônus que
teve o Município para trazer aquela indústria de
laticínios para cá: doação de 30 hectares
de terra, execução de toda a infraestrutura, a luta
pela desoneração fiscal do Fundopem – 67,4
milhões – intermináveis idas e vindas a Porto
Alegre. Os ônus do Município montam a alguns milhões
e, depois de tudo pronto, seria justo que fossem divididos generosamente
os bônus? Além disso, o chefe do Executivo três-maiense
admitiu que até estaria de acordo, desde que fosse feita
a mesma coisa com relação a indústrias de
grande porte instaladas em todos os municípios da região.
Reinou um grande silêncio na plateia da sede da Associação
dos Municípios. NÃO DEVE TER PASSADO DE UM SONHO
DE VERÃO.
PROLIXO – O assunto referente a um plano estratégico
para destinação do lixo já vem sendo discutido
em Três de Maio. Já existe uma proposta quanto ao
PROGRAMA SOCIAMBIENTAL DE RECICLAGEM E DESTINAÇÃO
DOS RESÍDUOS DO MUNICÍPIO DE TRÊS DE MAIO/2011-2030.
Abreviadamente, o programa pode ser batizado de PROLIXO. Este programa
constaria de nada menos do que de 15 projetos e de cinco (5) planos.
Nos próximos tempos, este assunto poderá ganhar maiores
dimensões, porque mais uma vez o Executivo Municipal, em
parceria com a Fundação de Capacitação
e Desenvolvimento/Funcap, a exemplo do Programa de Produtividade
e Qualidade do Setor Lácteo 2010-2020, quer buscar soluções
a longo prazo e de amplitude dilatada, com a participação
de toda a comunidade.
SENADO APROVA – Após tramitar durante 19 anos no Congresso – dede
1989 – o Senado aprovou a proposta da Política Nacional
de Resíduos Sólidos. A matéria aprovada determina
que a União, estados e municípios elaborem planos
para tratar resíduos sólidos. Antes que aquela matéria
fosse aprovada, Três de Maio já havia começado
a pensar no assunto, como viram no tópico acima. Vai mudar
tudo da noite para o dia? Não, absolutamente não,
porque é um trabalho de conscientização e
de cultura, em que todos vão estar comprometidos a obedecer
a uma legislação. Para a ministra do Meio Ambiente,
Izabella Teixeira, “os resíduos sólidos são
o maior problema ambiental do País”. A ministra diz
mais: “É possível reciclar, lucrar, ter estratégias
de gestão moderna, ganhar dinheiro com impostos e com tecnologia
de equipamentos”. Cuidar do lixo não é pouca
coisa nestes tempos em que há lixo para todo lado.
PERGUNTA: EM QUEM OS PROFESSORES VÃO VOTAR?
PREVISÃO DE SECA – Depois do caldo que caiu durante
todo o mês de julho e, nos meses anteriores, é quase
impossível acreditar na notícia: “Previsão é de
seca a partir de setembro com a ação do La Niña”. É um
aviso muito ruim para o setor primário, que não precisa
de muita chuva nos meses de inverno, mas conta com chuva regular
durante a primavera e, sobretudo, no verão. Mas nos últimos
anos, o tempo acaba com os planos dos produtores. E nada se pode
fazer contra La Ninã e El Niño. Aí é que
entra a importância da irrigação.
ETANOL – Hoje, o Brasil é o maior produtor de etanol
de cana-de-açúcar do mundo, com a produção
de 28,5 bilhões de litros de combustível, recorde
que representa 150% mais que o registrado há uma década.
O consumo de etanol já superou o de gasolina em carros leves
no Brasil. Desde o ano passado, existe o Zoneamento Agroecológica
da Cana-de-Açúcar, no qual está inserida a
nossa região. Não estaria fora de propósito
pensar um pouco o produtor primário em pensar na cultura
da cana como alternativa, mesmo porque a cana não é tão
susceptível às condições climáticas
adversas.
NADA DE ABSOLUTAMENTE NOVO SOB A LUA E O SOL EM MATÉRIA
DE POLÍTICA: AS MESMICES DOMINAM E PREDOMINAM A PRÉ-CAMPANHA
NA MÍDIA ELETRÔNICA. O QUE VENCE É O SURPREENDENTE.
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