Ano XX - EDIÇÃO 1114

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – DE NOVO – Volto ao tema de novo. Outra vez volto ao assunto, porque me merece toda atenção. Reina, deveras, muito otimismo pirotécnico. O governo federal vende uma imagem muito otimista. Basta ouvir e ler as frases presidenciais: “Nós conseguimos destravar o País”. Não é tão pitoresca como aquela outra frase, que é digna de anedotário: “Pobre fica bonito, quando se alimenta”. O presidente até sonha em acabar com a pobreza. Quer que todos sejam classe média. Claro que isso não depende do governo. Já bastaria que acabasse com o analfabetismo e com a violência. Convém alertar que a nossa economia não é tudo isso. Não temos uma economia de Primeiro Mundo. Nada de excepcional está acontecendo em matéria econômica neste País que justificasse tanto alarde e tanto espetáculo midiático. Na verdade, a economia está equilibrada, mas existem muitos pontos falhos: cotação artificial baixa do dólar, juros muito altos para conter a inflação, taxas ainda elevadas de desemprego e subemprego, dívida pública rompendo a casa do 1,6 trilhão. A nossa infraestrutura grita SOS. Então, nem tudo são rosas, embora nem tudo sejam espinhos. Podemos contar-nos felizes se conseguimos sobreviver dignamente. Só não dá para aceitar a venda exagerada de otimismo: é muito espetáculo para pouca ação.
“ POBRE FICA BONITO, QUANDO SE ALIMENTA”. Autoria do presidente Lula, quando visitou o Rio Grande do Sul, na semana passada. Talvez, a frase ficaria melhor assim: Pobre fica feliz, quando se alimenta, porque não ter o que comer, além de triste, é injusto, se os passarinhos têm o que vestir e o que comer.
COMO NUM PASSE DE MÁGICA, OS ALBERGUES ESTÃO PASSANDO DE VILÕES A HERÓIS. É A MAGIA DAS ELEIÇÕES. NÃO É QUE ELES VÃO FAZER PARTE DO PROGRAMA DE CANDIDATO A GOVERNADOR?
UM PREFEITO SONHOU – Realmente, um prefeito sonhou ratear o ICMS que será gerado pela BR Foods S.A. – a Perdigão – entre todos os municípios da Grande Santa Rosa. O assunto veio à tona numa reunião da Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa. Obviamente, o prefeito de Três de Maio teve que entrar em campo para declinar todos os ônus que teve o Município para trazer aquela indústria de laticínios para cá: doação de 30 hectares de terra, execução de toda a infraestrutura, a luta pela desoneração fiscal do Fundopem – 67,4 milhões – intermináveis idas e vindas a Porto Alegre. Os ônus do Município montam a alguns milhões e, depois de tudo pronto, seria justo que fossem divididos generosamente os bônus? Além disso, o chefe do Executivo três-maiense admitiu que até estaria de acordo, desde que fosse feita a mesma coisa com relação a indústrias de grande porte instaladas em todos os municípios da região. Reinou um grande silêncio na plateia da sede da Associação dos Municípios. NÃO DEVE TER PASSADO DE UM SONHO DE VERÃO.
PROLIXO – O assunto referente a um plano estratégico para destinação do lixo já vem sendo discutido em Três de Maio. Já existe uma proposta quanto ao PROGRAMA SOCIAMBIENTAL DE RECICLAGEM E DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DO MUNICÍPIO DE TRÊS DE MAIO/2011-2030. Abreviadamente, o programa pode ser batizado de PROLIXO. Este programa constaria de nada menos do que de 15 projetos e de cinco (5) planos. Nos próximos tempos, este assunto poderá ganhar maiores dimensões, porque mais uma vez o Executivo Municipal, em parceria com a Fundação de Capacitação e Desenvolvimento/Funcap, a exemplo do Programa de Produtividade e Qualidade do Setor Lácteo 2010-2020, quer buscar soluções a longo prazo e de amplitude dilatada, com a participação de toda a comunidade.
SENADO APROVA – Após tramitar durante 19 anos no Congresso – dede 1989 – o Senado aprovou a proposta da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A matéria aprovada determina que a União, estados e municípios elaborem planos para tratar resíduos sólidos. Antes que aquela matéria fosse aprovada, Três de Maio já havia começado a pensar no assunto, como viram no tópico acima. Vai mudar tudo da noite para o dia? Não, absolutamente não, porque é um trabalho de conscientização e de cultura, em que todos vão estar comprometidos a obedecer a uma legislação. Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, “os resíduos sólidos são o maior problema ambiental do País”. A ministra diz mais: “É possível reciclar, lucrar, ter estratégias de gestão moderna, ganhar dinheiro com impostos e com tecnologia de equipamentos”. Cuidar do lixo não é pouca coisa nestes tempos em que há lixo para todo lado.
PERGUNTA: EM QUEM OS PROFESSORES VÃO VOTAR?
PREVISÃO DE SECA
– Depois do caldo que caiu durante todo o mês de julho e, nos meses anteriores, é quase impossível acreditar na notícia: “Previsão é de seca a partir de setembro com a ação do La Niña”. É um aviso muito ruim para o setor primário, que não precisa de muita chuva nos meses de inverno, mas conta com chuva regular durante a primavera e, sobretudo, no verão. Mas nos últimos anos, o tempo acaba com os planos dos produtores. E nada se pode fazer contra La Ninã e El Niño. Aí é que entra a importância da irrigação.
ETANOL – Hoje, o Brasil é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do mundo, com a produção de 28,5 bilhões de litros de combustível, recorde que representa 150% mais que o registrado há uma década. O consumo de etanol já superou o de gasolina em carros leves no Brasil. Desde o ano passado, existe o Zoneamento Agroecológica da Cana-de-Açúcar, no qual está inserida a nossa região. Não estaria fora de propósito pensar um pouco o produtor primário em pensar na cultura da cana como alternativa, mesmo porque a cana não é tão susceptível às condições climáticas adversas.
NADA DE ABSOLUTAMENTE NOVO SOB A LUA E O SOL EM MATÉRIA DE POLÍTICA: AS MESMICES DOMINAM E PREDOMINAM A PRÉ-CAMPANHA NA MÍDIA ELETRÔNICA. O QUE VENCE É O SURPREENDENTE.

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