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Pai,
aquele abraço!
Segundo
domingo de agosto, Dia dos Pais. Para mim, mais um dia, poderiam
pensar, já que este será o sétimo
Dia dos Pais sem a presença física dele. Mas nada
disso. Levarei minha flor ao cemitério para ele como se
estivesse entregando na realidade a ele e farei uma oração.
Ficarei pensando nele durante o dia, assim como faço em
outros momentos.
Passei somente 16 anos e alguns dias com meu pai, mas tenho certeza
de que foram intensos enquanto duraram. Acredito que estes momentos
somados a meus frequentes pensamentos nele são mais intensos
que muitas relações entre pais e filhos, que se limitam
a cumprimentos e conversas vagas e sem emoção.
Por isso, o que digo é o seguinte: neste Dia dos Pais, dê um
baita abraço no seu velho, diga que o ama e dê um,
dois, três, quantos quiser, beijos em seu pai. Para os machões
que gostam de reiterar tal aspecto: podem ficar tranquilos, não
perderão sua masculinidade por causa disso. E pelo menos
neste dia, fique um pouco de tempo a mais com ele se você não
costuma fazer isso; olhe filmes a seu lado; olhe o futebol e discuta
o mesmo com seu pai e não com a turma de sempre. Afinal
de contas, pai, assim como mãe, é único.
E se estiver brigado com seu pai, deixe a briga de lado pelo menos
neste dia. Melhor ainda se fizer as pazes, porque, pelo menos eu,
não admito brigas duradouras entre pais e filhos. O máximo
que pode acontecer são desentendimentos passageiros, “consertados” mais
tarde por um pedido de desculpas mútuo.
Um caloroso abraço a todos os pais e, em especial, aquele
abraço, meu pai gremista, do seu filho colorado.
Gustavo
Briebler
Mestrando em Educação nas Ciências - Unijuí
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