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FRIEZA
DA PRÓXIMA VEZ
No
apito final de Holanda 2 x 1 Brasil, dia 2 de julho, fiquei triste.
Pelo meu país de nascimento, pelos outros brasileiros, pelo
grupo (seleção) e pelo técnico Dunga. Dunga,
este ijuiense, apesar de seu estilo carrancudo e pouco amistoso, é uma
pessoa que sempre admirei desde que o vi levantando a taça
do tetra em 1994, quando eu tinha apenas seis anos. Sofrerá muitas
críticas daqui por diante, mas há de se destacar
o trabalho que fez frente à Seleção. Como
seu conterrâneo, já que considero Ijuí minha
segunda cidade, depois de Três de Maio, fiquei triste. Mas
vamos em frente!
Pelo que tenho lido e ouvido, futebol, hoje, é resultado.
Por essa razão, Dunga armou um grupo para vencer sem dar
espetáculo. Concordo, acredito que se você quer ver
espetáculo que vá ao circo, ao teatro... Daqui a
alguns anos irão lembrar-se dos títulos nas Copas
e não do time que deu espetáculo, a não ser
que tenha havido grande injustiça na perda de um título.
Exemplos nesse sentido, de que já ouvi comentários
também: Hungria, em 1954; Holanda, em 1974; e Brasil, em
1982.
Não sou nenhum profissional do setor de comentários
futebolísticos, mas vejo que o problema brasileiro na eliminação
foi a falta de frieza. O jogo estava em um 1 a 0 tranquilo, que
não se manteve pela explosão emocional dos atletas,
tanto que um foi expulso com cartão vermelho direto. Lembrei-me
de outro jogo, Cruzeiro (MG, Brasil) 1 x 2 Estudiantes (Argentina)
pela final da Libertadores de 2009. Os argentinos tiveram toda
a frieza e calma para virar um placar e conquistar um título
que estava nas mãos, dedos e unhas dos brasileiros. Bola
o Brasil sabe jogar, falta trabalhar o emocional dos atletas.
Mas voltando ao jogo final do Brasil nesta Copa, confesso que foi
doído. O Brasil, que esperava ser hepta na Copa no Brasil
em 2014, terá de buscar seu sexto título daqui a
quatro anos em casa. Tomara que o maracanaço não
se repita. Eu particularmente apostava, após a Copa deste
ano começar, em um Brasil e Argentina decidindo o título,
mas isso também ficará para o futuro.
Gustavo
Griebler
Mestrando em Educação nas Ciências – Unijuí
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