Ano XX - EDIÇÃO 1108

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PLANO DIRETOR

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Mais 30 dias para definições
Para o Ministério Público, o plano deve atender interesses da coletividade e não apenas de alguns setores do município


Audiência pública foi coordenada pelo vereador Alexandre Classmann e os membros da Comissão Especial, tendo manifestações do promotor de justiça Ricardo Melo de Souza

Legislar para o bem de toda a população, e não apenas para uma parte dela. Com esta finalidade está sendo elaborado o novo Plano Diretor Participativo do município de Três de Maio. A afirmação, do presidente da Comissão Especial do Plano Diretor, vereador Alexandre Megier Classmann (PTB), ganhou embasamento do promotor de justiça Ricardo Melo de Souza, na segunda audiência para discussão do projeto, realizada na noite de quarta-feira, 16, no plenário da Câmara de Vereadores.
Além do representante do Ministério Público, apenas cerca de 30 pessoas participaram da reunião. Mesmo com a mudança de horário, a participação popular deixou a desejar.
O projeto tramita há quatro anos e seu ponto mais polêmico é referente ao recuo frontal de dois metros para as novas construções no centro da cidade (área mista 1).
Segundo o promotor de justiça, o Ministério Público tem o interesse institucional na ultimação deste processo. “Recebemos esta tarefa institucional, que vem da Constituição e deve ser cumprida pelo Município”.
Souza destacou que a questão tem relevância política, econômica e social sobre funcionamento da cidade e deve ser tratada na coletividade. “Algumas sugestões me soam ao casuísmo. Casuísmo não é regra, é privilégio infundado, inconstitucional. Podemos fazer adequações gerais, mas não podemos legislar em causa própria e exercendo a atividade econômica sem pensar no desenvolvimento geral”, asseverou.
Para o magistrado, aquele que achar que as novas regras não estão adequadas pode acionar o Judiciário. “Não podemos querer que o poder público estabeleça premissas baseadas em casuísmos e ‘direitos adquiridos’. Temos que pensar no todo, nos 24 mil habitantes do município”, disse.
Souza também sugeriu que o Plano Diretor seja revisado a cada quatro anos, quando é votado o Plano Plurianual do município.
O assessor jurídico da prefeitura, Jorge Wachter, lembrou ainda que o Município não pode mais postergar a aprovação do Plano Diretor sob pena de o Executivo sofrer ação de improbidade administrativa. O advogado ressaltou ainda que, mesmo após a aprovação, o plano poderá receber emendas.
Antes de ser aprovado, o plano será finalizado pela Comissão Especial, que levará o projeto final para a Mesa Diretora com as alterações propostas. Na sequência, a Câmara colocará em vistas para as comissões da casa, e somente depois disso, o plano chegará ao plenário para votação. A previsão é que todo o processo leve cerca de 30 dias.
Além do vereador petebista, a comissão é formada pelos vereadores Gilson Grando (PMDB), Fernando Trage (PT) e Luiz Fernando Cereser (PP).


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