Ano XX - EDIÇÃO 1108

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – EM TEMPO DE COPA - Quando se joga a Copa do Mundo, seja em que país for, as atenções se voltam para onde rola a bola. O futebol, deveras, mexe com a paixão de muita gente. O gol é a felicidade de muito torcedor, máxime se for a favor do seu clube do coração. No caso da seleção, todos torcem para ela. Nem que o Dunga tenha dito que há 300 jornalistas que torcem para que o Brasil não seja campeão, os que não são jornalistas, com certeza, não têm este espírito de porco. A Copa do Mundo é uma festa universal em que a atração é a bola. A tão criticada bola. Na primeira Copa do Mundo no continente africano, há uma outra atração inédita: as vuvuzelas, as ensurdecedoras vuvuzelas, acionadas pela torcida sul-africana para empurrar os Bafana, Bafana. É uma Copa diferente, num país diferente, num continente pobre. Mas há o gosto pelo futebol, o esporte mais popular do mundo, porque as crianças pobres, os meninos de vilas pobres num campinho de terra podem divertir-se e mostrar os dentes de felicidade, quando a rede balança.
COM MEDO DE QUÊ? – Parece mesmo que o Comitê de Política Monetária/Copom do Banco Central tem medo do avanço econômico. De um lado alardeia-se 9% do crescimento do PIB, em relação ao primeiro semestre de 2009, e do outro lado manieta-se o crescimento econômico, colocando uma laje em cima do aumento da produção e do consumo, aumentando a taxa básica Selic. Em duas tacadas, passou dos 8,75% para 10,25%. O argumento é o medo da disparada da inflação e o aumento da demanda, do consumo. Mas, apesar disso, alardeia-se com todos os pulmões que o PIB neste ano deverá crescer de 6% a 7%. E já se compara o crescimento brasileiro ao da China. É preciso ter cautela: é ano de eleições.
A FRASE FALA DO MEDO: “O crescimento do PIB foi muito forte. Isso indica que a economia brasileira está crescendo, além da sua capacidade. Isso poderá trazer uma inflação alta”. A frase é do economista Marcelo Portugal. Com certeza, os desempregados estão torcendo por um crescimento mais substancial, para ter vez no mercado de trabalho. Talvez, o medo maior seja a nossa precária infraestrutura de portos, estradas, aeroportos, que não aguenta um crescimento mais forte.
HIPOCRISIA – Proibição de uso de logomarca no período eleitoral. Os municípios que possuem ônibus do programa Caminho da Escola devem cobrir com tarja preta a logomarca entre 3 de julho e 4 de outubro e, se houver segundo turno, até 1º de novembro. Isso é o que se chama hipocrisia: se é permitido tudo que é tipo de manifestação em período pré-eleitoral, exige-se tarja preta nos ônibus e micro-ônibus. Só pode ser para chamar atenção.
O BRASIL CONTINUA SENDO MOVIDO PELO AGRONEGÓCIO. MAS A CHIADEIRA DO SETOR AGROPECUÁRIO CONTINUA ESTRIDENTE CONTRA O DESINTERESSE PELA POLÍTICA DE PREÇOS DOS PRODUTOS PRIMÁRIOS: AVILTANTES.
O TEMPO COLABORA
– Por incrível que pareça, o clima está colaborando com a bacia leiteira. Bastante chuva e frio ajudam na formação de pastagens. Parece que até São Pedro está a favor do Programa de Produtividade e Qualidade do Setor Lácteo 2010-2020, até prova em contrário. Agora, os produtores de leite têm que fazer a sua parte.
REIVINDICAR E BUSCAR – Reivindicar e buscar é preciso. É o papel do administrador público. Agora, se consegue êxito, são outros quinhentos, mas é preciso arriscar. É o caso da busca de infraestrutura, como o da indústria de álcool de milho: a meta atual do chefe do Executivo três-maiense. Logicamente, se a locomotiva não ronca e, se não sobe e desce a serra e para em todas as estações, nada disso acontece. É a obstinação que vence nesses casos. Aquilo que não se busca obstinadamente não vem. Isso vale para qualquer circunstância na vida. Ou alguém acha que alguma coisa cai do céu?
VIOLÊNCIA – O fim da violência levaria a um ganho de cerca de US$ 101 bilhões (cento e um bilhões de dólares) anuais à economia brasileira. O Brasil ocupa o 83° lugar no ranking da criminalidade ao redor do mundo. Só está na frente do Iraque, Somália e Afeganistão. Então, por que não fazer uma cruzada neste País contra a violência, a favor da segurança e da vida? Ou será que há interesse que haja tantas mortes e tantos prejuízos? A vida está perdendo o sentido neste País e a banalização da violência está escancarada. Queremos todos providências severas dos governantes.
FALTA MÃO DE OBRA – Fala-se, e como se fala em desemprego, ao mesmo tempo em que se tenta frear a economia, aumentando impostos, haja vista o aumento da taxa básica Selic para 10,25%. Mas, por outro lado, as queixas são de que falta mão de obra qualificada. Até no setor coureiro-calçadista falta gente preparada. Aliás, é a reclamação que ouvi na região. As indústrias de calçado não viriam para cá porque falta gente para tocar a produção. O jeito é preparar esse povo desempregado que queira trabalhar. Muitos empresários têm receio dos atestados médicos e das ações na Justiça do Trabalho.
FRASE –“A política se transformou em um negócio”. A frase é do equilibrado senador gaúcho Pedro Simon. Disse mais, referindo-se à política do Rio Grande do Sul: “É hora de esquecermos chimangos e maragatos. O Rio Grande do Sul tem que acabar com o maniqueísmo na política”. Será que a prática vai se adaptar ao discurso de Simon?
ANEL – Os serviços de terraplenagem do anel rodoviário, que liga a BR-472 ao Campus Setrem, teve início, no dia 1º de junho e o prazo para a conclusão das obras é de sete meses. Méritos ao empenho do Executivo Municipal, porque conseguiu superar todos os obstáculos. Foi uma maratona.

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