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À GUISA
DE COMENTÁRIO – EM TEMPO DE COPA - Quando se joga
a Copa do Mundo, seja em que país for, as atenções
se voltam para onde rola a bola. O futebol, deveras, mexe com
a paixão de muita gente. O gol é a felicidade de
muito torcedor, máxime se for a favor do seu clube do
coração. No caso da seleção, todos
torcem para ela. Nem que o Dunga tenha dito que há 300
jornalistas que torcem para que o Brasil não seja campeão,
os que não são jornalistas, com certeza, não
têm este espírito de porco. A Copa do Mundo é uma
festa universal em que a atração é a bola.
A tão criticada bola. Na primeira Copa do Mundo no continente
africano, há uma outra atração inédita:
as vuvuzelas, as ensurdecedoras vuvuzelas, acionadas pela torcida
sul-africana para empurrar os Bafana, Bafana. É uma Copa
diferente, num país diferente, num continente pobre. Mas
há o gosto pelo futebol, o esporte mais popular do mundo,
porque as crianças pobres, os meninos de vilas pobres
num campinho de terra podem divertir-se e mostrar os dentes de
felicidade, quando a rede balança.
COM MEDO DE QUÊ? – Parece mesmo que o Comitê de
Política Monetária/Copom do Banco Central tem medo
do avanço econômico. De um lado alardeia-se 9% do
crescimento do PIB, em relação ao primeiro semestre
de 2009, e do outro lado manieta-se o crescimento econômico,
colocando uma laje em cima do aumento da produção
e do consumo, aumentando a taxa básica Selic. Em duas tacadas,
passou dos 8,75% para 10,25%. O argumento é o medo da disparada
da inflação e o aumento da demanda, do consumo. Mas,
apesar disso, alardeia-se com todos os pulmões que o PIB
neste ano deverá crescer de 6% a 7%. E já se compara
o crescimento brasileiro ao da China. É preciso ter cautela: é ano
de eleições.
A FRASE FALA DO MEDO: “O crescimento do PIB foi muito forte.
Isso indica que a economia brasileira está crescendo, além
da sua capacidade. Isso poderá trazer uma inflação
alta”. A frase é do economista Marcelo Portugal. Com
certeza, os desempregados estão torcendo por um crescimento
mais substancial, para ter vez no mercado de trabalho. Talvez,
o medo maior seja a nossa precária infraestrutura de portos,
estradas, aeroportos, que não aguenta um crescimento
mais forte.
HIPOCRISIA – Proibição de uso de logomarca
no período eleitoral. Os municípios que possuem ônibus
do programa Caminho da Escola devem cobrir com tarja preta a logomarca
entre 3 de julho e 4 de outubro e, se houver segundo turno, até 1º de
novembro. Isso é o que se chama hipocrisia: se é permitido
tudo que é tipo de manifestação em período
pré-eleitoral, exige-se tarja preta nos ônibus e micro-ônibus.
Só pode ser para chamar atenção.
O BRASIL CONTINUA SENDO MOVIDO PELO AGRONEGÓCIO. MAS A CHIADEIRA
DO SETOR AGROPECUÁRIO CONTINUA ESTRIDENTE CONTRA O DESINTERESSE
PELA POLÍTICA DE PREÇOS DOS PRODUTOS PRIMÁRIOS:
AVILTANTES.
O TEMPO COLABORA – Por incrível que pareça,
o clima está colaborando com a bacia leiteira. Bastante
chuva e frio ajudam na formação de pastagens. Parece
que até São Pedro está a favor do Programa
de Produtividade e Qualidade do Setor Lácteo 2010-2020,
até prova em contrário. Agora, os produtores de leite
têm que fazer a sua parte.
REIVINDICAR E BUSCAR – Reivindicar e buscar é preciso. É o
papel do administrador público. Agora, se consegue êxito,
são outros quinhentos, mas é preciso arriscar. É o
caso da busca de infraestrutura, como o da indústria de álcool
de milho: a meta atual do chefe do Executivo três-maiense.
Logicamente, se a locomotiva não ronca e, se não
sobe e desce a serra e para em todas as estações,
nada disso acontece. É a obstinação que vence
nesses casos. Aquilo que não se busca obstinadamente não
vem. Isso vale para qualquer circunstância na vida. Ou alguém
acha que alguma coisa cai do céu?
VIOLÊNCIA – O fim da violência levaria a um ganho
de cerca de US$ 101 bilhões (cento e um bilhões de
dólares) anuais à economia brasileira. O Brasil ocupa
o 83° lugar no ranking da criminalidade ao redor do mundo.
Só está na frente do Iraque, Somália e Afeganistão.
Então, por que não fazer uma cruzada neste País
contra a violência, a favor da segurança e da vida?
Ou será que há interesse que haja tantas mortes e
tantos prejuízos? A vida está perdendo o sentido
neste País e a banalização da violência
está escancarada. Queremos todos providências severas
dos governantes.
FALTA MÃO DE OBRA – Fala-se, e como se fala em desemprego,
ao mesmo tempo em que se tenta frear a economia, aumentando impostos,
haja vista o aumento da taxa básica Selic para 10,25%. Mas,
por outro lado, as queixas são de que falta mão de
obra qualificada. Até no setor coureiro-calçadista
falta gente preparada. Aliás, é a reclamação
que ouvi na região. As indústrias de calçado
não viriam para cá porque falta gente para tocar
a produção. O jeito é preparar esse povo desempregado
que queira trabalhar. Muitos empresários têm receio
dos atestados médicos e das ações na Justiça
do Trabalho.
FRASE –“A política se transformou em um negócio”.
A frase é do equilibrado senador gaúcho Pedro Simon.
Disse mais, referindo-se à política do Rio Grande
do Sul: “É hora de esquecermos chimangos e maragatos.
O Rio Grande do Sul tem que acabar com o maniqueísmo na
política”. Será que a prática vai se
adaptar ao discurso de Simon?
ANEL – Os serviços de terraplenagem do anel rodoviário,
que liga a BR-472 ao Campus Setrem, teve início, no dia
1º de junho e o prazo para a conclusão das obras é de
sete meses. Méritos ao empenho do Executivo Municipal, porque
conseguiu superar todos os obstáculos. Foi uma maratona.
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