Ano XX - EDIÇÃO 1107

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PLANO DIRETOR DE TRÊS DE MAIO

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Segunda Audiência Pública será na
próxima quarta-feira
Para uma maior participação da população, audiência será às 19 horas, no Plenário da Câmara de Vereadores

O novo Plano Diretor do município de Três de Maio está em discussão há pelo menos quatro anos. Agora, prestes a ser concluído e votado pelos vereadores, passará pela segunda audiência pública, para ser debatido com a comunidade, lideranças locais e poderes constituídos do município.
O encontro será realizado na próxima quarta-feira, dia 16, às 19 horas. A mudança de horário é para haver uma maior participação da população, isto porque na primeira reunião, realizada no meio da tarde, menos de 50 pessoas estiveram presentes.
Uma das participantes foi a corretora de imóveis Neusa de Fátima Brair dos Santos. A corretora, assim como a maioria dos presentes, não concorda com a alteração mais polêmica do novo Plano Diretor, que é o recuo frontal de dois metros – além do passeio – para as novas construções na área central da cidade, que abrange as principais avenidas, como Santa Rosa, Avaí, Uruguai e Pasqualini, e ruas Horizontina, Padre Cacique, Expedicionário Bertholdo Boeck, Santo Ângelo, entre outras.
A sugestão é que se mantenha recuo frontal zero no centro da cidade, com recuo somente no passeio. “Sou totalmente contra esse recuo. Quem vai indenizar essa redução de área de construção? É uma questão cultural que o comércio esteja próximo à rua, por isso esses recuos são totalmente inviáveis”, ressalta.
Para a corretora, a população precisa participar da próxima audiência e manifestar sugestões para que mudanças sejam feitas no novo plano.
Outro ponto é referente às Áreas de Preservação Permanente (APPs), onde não pode ser executada nenhuma construção.
Segundo o presidente da Comissão Especial do Plano Diretor Participativo, vereador Alexandre Classmann (PTB), mesmo com toda a polêmica sobre o assunto, a audiência pública não é deliberativa, pois não será feita votação para aprovar ou não as mudanças propostas. “É importante uma maior participação da comunidade. As pessoas podem opinar, mas quem decidirá será a comissão que é formada pelos vereadores Luís Fernando Cereser (PP), Gilson Grando (PMDB) e Fernando Trage (PT) e terá validade por sessenta dias”, explica o vereador.
De acordo com Classmann, uma das possibilidades levantadas será a retirada da proposta do recuo de dois metros, desde que as novas construções não invadam o passeio público com sacadas, toldos e outros. “Como na maioria dos terrenos do centro já existem edificações, a mundaça não irá trazer grandes alterações no centro da cidade”.


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