Segunda
Audiência Pública será na
próxima quarta-feira
Para uma maior participação
da população, audiência será às
19 horas, no Plenário da Câmara de Vereadores
O
novo Plano Diretor do município de Três
de Maio está em discussão há pelo
menos quatro anos. Agora, prestes a ser concluído
e votado pelos vereadores, passará pela segunda
audiência pública, para ser debatido com
a comunidade, lideranças locais e poderes constituídos
do município.
O encontro será realizado na próxima quarta-feira,
dia 16, às 19 horas. A mudança de horário é para
haver uma maior participação da população,
isto porque na primeira reunião, realizada no meio
da tarde, menos de 50 pessoas estiveram presentes.
Uma das participantes foi a corretora de imóveis
Neusa de Fátima Brair dos Santos. A corretora, assim
como a maioria dos presentes, não concorda com a
alteração mais polêmica do novo Plano
Diretor, que é o recuo frontal de dois metros – além
do passeio – para as novas construções
na área central da cidade, que abrange as principais
avenidas, como Santa Rosa, Avaí, Uruguai e Pasqualini,
e ruas Horizontina, Padre Cacique, Expedicionário
Bertholdo Boeck, Santo Ângelo, entre outras.
A sugestão é que se mantenha recuo frontal
zero no centro da cidade, com recuo somente no passeio. “Sou
totalmente contra esse recuo. Quem vai indenizar essa redução
de área de construção? É uma
questão cultural que o comércio esteja próximo à rua,
por isso esses recuos são totalmente inviáveis”,
ressalta.
Para a corretora, a população precisa participar
da próxima audiência e manifestar sugestões
para que mudanças sejam feitas no novo plano.
Outro ponto é referente às Áreas de
Preservação Permanente (APPs), onde não
pode ser executada nenhuma construção.
Segundo o presidente da Comissão Especial do Plano
Diretor Participativo, vereador Alexandre Classmann (PTB),
mesmo com toda a polêmica sobre o assunto, a audiência
pública não é deliberativa, pois não
será feita votação para aprovar ou
não as mudanças propostas. “É importante
uma maior participação da comunidade. As
pessoas podem opinar, mas quem decidirá será a
comissão que é formada pelos vereadores Luís
Fernando Cereser (PP), Gilson Grando (PMDB) e Fernando
Trage (PT) e terá validade por sessenta dias”,
explica o vereador.
De acordo com Classmann, uma das possibilidades levantadas
será a retirada da proposta do recuo de dois metros,
desde que as novas construções não
invadam o passeio público com sacadas, toldos e
outros. “Como na maioria dos terrenos do centro já existem
edificações, a mundaça não
irá trazer grandes alterações no centro
da cidade”.