Ano XX - EDIÇÃO 1107

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – UM NOVO ARREBOL – Podemos estar diante do nascer de uma nova alvorada. Diante do nascer do sol com novo brilho. Diante de um novo arrebol, se me fiz entender. Estas são apenas perspectivas nestes dias nebulosos e de brumas espessas. Mas estamos no antemanhã de um novo dia. Quando tudo que está escrito sair do papel, teremos outro amanhecer, quiçá, com 600 litros de leite industrializados todo dia, toneladas e toneladas de leite em pó sendo exportadas, dezenas de caminhões-tanque circulando todos os dias, negócios vertendo oportunidades, empregos brotando de todo lado, dinheiro jorrando na praça, a vida regurgitando em toda parte com vigor. Será, amigos, o novo arrebol.
SEMPRE É PERIGOSO FALAR SEM PROVAS. DO JEITO QUE ESTÁ, PODE CABER INDENIZAÇÃO. POR ISSO, FALAR É PRATA, CALAR É OURO.
ALTO VOLUME DE IMPOSTOS
– O presidente Lula defendeu o alto volume de impostos, mesmo porque o Brasil tem a mais alta carga tributária da América Latina e uma das mais pesadas de todo o universo. E o argumento que o presidente usou foi de que as nações que têm as melhores políticas sociais são as que têm a carga tributária mais elevada. Certo. Só que o presidente não se lembrou de que as nossas políticas sociais não são nem de perto as melhores do mundo.
A LOCOMOTIVA DEU NOVA ARRANCADA – Depois de uma estacionada, a locomotiva arrancou a mil. No fim do mês de maio, o início das obras de implantação do anel rodoviário asfáltico. Durante a Expo Terneira, o anúncio das negociações com uma empresa de produção de álcool medicinal à base de milho. Um investimento de R$ 42 milhões, 80 empregos diretos. A locomotiva parada não puxa frete. E o combustível da locomotiva é a boa política de aproximação.
INVESTIMENTO EM HABITAÇÃO – O Estado, através da Secretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento, terá 63 milhões, em 2010, para construir moradias. O investimento do governo gaúcho deve se transformar em 10 mil casas. Será que Três de Maio vai apanhar alguns respingos dessa enxurrada habitacional? Talvez, saiam daí as 50 casas para o bairro Esperança.
UM BILHÃO EM ESTRADAS – Até o final de 2010, o governo do Estado deve investir mais de um bilhão em estradas. É o maior investimento no modal rodoviário feito pelo Estado nas duas últimas décadas. Serão iniciados, neste ano, 114 acessos a municípios gaúchos que ainda não possuem ligação asfáltica. Alguns deles, na nossa região. Três de Maio foi contemplado com o anel rodoviário e ainda poderá ser contemplado com o acesso e a intersecção da BR-472, ligando-a à planta da Brasil Foods S.A. - Perdigão. Tudo está se encaixando no momento certo.
AS CONTROVÉRSIAS EXISTEM. ACOMPANHEM A CAMPANHA ELEITORAL E VERÃO.
META NÃO ATINGIDA
– A meta do governo Lula era atingir o assentamento de 1 milhão de famílias. Lembram da campanha? Mas só 574 mil foram beneficiadas pela reforma agrária. Uma coisa são as promessas pré-eleitorais, outra coisa são os números efetivamente realizados.
ERRO DE CÁLCULO – Dos 46,7 milhões de hectares que a União diz ter distribuído, nos últimos sete anos, mais da metade – 27 milhões de hectares – são áreas que foram regularizadas ou assentamentos criados por estados e municípios. Acontece que houve erro de contabilidade. É que o governo federal usa regularização de propriedades já concedidas para ampliar as estatísticas. Um erro sutil de apropriação indébita. O que o governo não controla são as invasões dos sem-terra.
CRÍTICAS E RECLAMAÇÕES – Numa recente incursão na serra gaúcha, isso no alto do Palácio Municipal de Gramado, aprendi uma verdade: “em toda parte, disse um técnico da municipalidade gramadense, o povo faz críticas à administração municipal e reclama benefícios”. Não seria Três de Maio uma exceção, se até no exterior é este o diapasão. O povo reclama de tudo e quer benesses.
FRASE: “Temos aqui 300 jornalistas do Brasil que estão esperando que o Brasil não ganhe a Copa”. Técnico Dunga. Sem dúvida, um dungaço.
EXPO TERNEIRA – Agora, temos mais uma promoção vitoriosa: a Expo Terneira. A primeira edição do evento foi vitoriosa, no que tange a expositores, atrações e público. Quanto a negócios, não tenho os dados, ao fechar a coluna, mas devem ter sido razoáveis. Agora, ano sim, ano não, teremos a Expo Terneira e ano sim, ano não, a Expofeira do Agronegócio. Com isso cresce a expressão econômica do Município. Obviamente, os dois eventos não devem ser apenas motivo de festa, mas, sobretudo, de trabalho e de ampliação dos conhecimentos técnicos.

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