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À GUISA
DE COMENTÁRIO – UM NOVO ARREBOL – Podemos
estar diante do nascer de uma nova alvorada. Diante do nascer
do sol com novo brilho. Diante de um novo arrebol, se me fiz
entender. Estas são apenas perspectivas nestes dias nebulosos
e de brumas espessas. Mas estamos no antemanhã de um novo
dia. Quando tudo que está escrito sair do papel, teremos
outro amanhecer, quiçá, com 600 litros de leite
industrializados todo dia, toneladas e toneladas de leite em
pó sendo exportadas, dezenas de caminhões-tanque
circulando todos os dias, negócios vertendo oportunidades,
empregos brotando de todo lado, dinheiro jorrando na praça,
a vida regurgitando em toda parte com vigor. Será, amigos,
o novo arrebol.
SEMPRE É PERIGOSO FALAR SEM PROVAS. DO JEITO QUE ESTÁ,
PODE CABER INDENIZAÇÃO. POR ISSO, FALAR É PRATA,
CALAR É OURO.
ALTO VOLUME DE IMPOSTOS – O presidente Lula defendeu o alto
volume de impostos, mesmo porque o Brasil tem a mais alta carga
tributária da América Latina e uma das mais pesadas
de todo o universo. E o argumento que o presidente usou foi de
que as nações que têm as melhores políticas
sociais são as que têm a carga tributária mais
elevada. Certo. Só que o presidente não se lembrou
de que as nossas políticas sociais não são
nem de perto as melhores do mundo.
A LOCOMOTIVA DEU NOVA ARRANCADA – Depois de uma estacionada,
a locomotiva arrancou a mil. No fim do mês de maio, o início
das obras de implantação do anel rodoviário
asfáltico. Durante a Expo Terneira, o anúncio das
negociações com uma empresa de produção
de álcool medicinal à base de milho. Um investimento
de R$ 42 milhões, 80 empregos diretos. A locomotiva parada
não puxa frete. E o combustível da locomotiva é a
boa política de aproximação.
INVESTIMENTO EM HABITAÇÃO – O Estado, através
da Secretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento,
terá 63 milhões, em 2010, para construir moradias.
O investimento do governo gaúcho deve se transformar em
10 mil casas. Será que Três de Maio vai apanhar alguns
respingos dessa enxurrada habitacional? Talvez, saiam daí as
50 casas para o bairro Esperança.
UM BILHÃO EM ESTRADAS – Até o final de 2010,
o governo do Estado deve investir mais de um bilhão em estradas. É o
maior investimento no modal rodoviário feito pelo Estado
nas duas últimas décadas. Serão iniciados,
neste ano, 114 acessos a municípios gaúchos que ainda
não possuem ligação asfáltica. Alguns
deles, na nossa região. Três de Maio foi contemplado
com o anel rodoviário e ainda poderá ser contemplado
com o acesso e a intersecção da BR-472, ligando-a à planta
da Brasil Foods S.A. - Perdigão. Tudo está se encaixando
no momento certo.
AS CONTROVÉRSIAS EXISTEM. ACOMPANHEM A CAMPANHA ELEITORAL
E VERÃO.
META NÃO ATINGIDA – A meta do governo Lula era atingir
o assentamento de 1 milhão de famílias. Lembram da
campanha? Mas só 574 mil foram beneficiadas pela reforma
agrária. Uma coisa são as promessas pré-eleitorais,
outra coisa são os números efetivamente realizados.
ERRO DE CÁLCULO – Dos 46,7 milhões de hectares
que a União diz ter distribuído, nos últimos
sete anos, mais da metade – 27 milhões de hectares – são áreas
que foram regularizadas ou assentamentos criados por estados e
municípios. Acontece que houve erro de contabilidade. É que
o governo federal usa regularização de propriedades
já concedidas para ampliar as estatísticas. Um erro
sutil de apropriação indébita. O que o governo
não controla são as invasões dos sem-terra.
CRÍTICAS E RECLAMAÇÕES – Numa recente
incursão na serra gaúcha, isso no alto do Palácio
Municipal de Gramado, aprendi uma verdade: “em toda parte,
disse um técnico da municipalidade gramadense, o povo faz
críticas à administração municipal
e reclama benefícios”. Não seria Três
de Maio uma exceção, se até no exterior é este
o diapasão. O povo reclama de tudo e quer benesses.
FRASE: “Temos aqui 300 jornalistas do Brasil que estão
esperando que o Brasil não ganhe a Copa”. Técnico
Dunga. Sem dúvida, um dungaço.
EXPO TERNEIRA – Agora, temos mais uma promoção
vitoriosa: a Expo Terneira. A primeira edição do
evento foi vitoriosa, no que tange a expositores, atrações
e público. Quanto a negócios, não tenho os
dados, ao fechar a coluna, mas devem ter sido razoáveis.
Agora, ano sim, ano não, teremos a Expo Terneira e ano sim,
ano não, a Expofeira do Agronegócio. Com isso cresce
a expressão econômica do Município. Obviamente,
os dois eventos não devem ser apenas motivo de festa, mas,
sobretudo, de trabalho e de ampliação dos conhecimentos
técnicos.
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