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Ah,
o amor!
Estive
pensando no verdadeiro sentido da vida. A primeira palavra que
me veio à cabeça é o amor. Só ele faz
a vida ter sentido. Trabalhamos, estudamos para estarmos perto,
no final das contas, da pessoa amada; mesmo que às vezes
seja por pouco tempo.
Essa pessoa especial é aquela que faz nosso mundo à volta
parar por um instante quando vemos ou pensamos nela. Às
vezes, quando menos imaginamos, o cupido, que até achávamos
que tinha tirado férias, aparece. Aqui cabe uma frase de
John Lennon, que diz assim: Vida é o que acontece quando
você está ocupado fazendo planos. Aqui caberia trocar
vida por amor, pois é um sentimento inesperado. O amor é aquele
capaz de te tirar o apetite, para alegria dos nutricionistas; o
bem-estar toma conta de nós, para felicidade dos psiquiatras
e psicólogos; nosso coração mostra-se forte
com suas batidas, para contentamento dos cardiologistas.
Algumas vezes as diferenças entre os enamorados são
tantas que eles mesmos duvidam se é amor. Um é colorado,
outro, gremista; um adora festas e sair, outro gosta do conforto
do pijama, das pantufas e do lar; um ama crianças, outro
não quer nem vê-las. Mas não adianta: os opostos
se atraem. Nesses casos, tolerância é uma palavra
adequada.
O cenário a seguir é bastante característico.
Os dois de mãos dadas andando pelas ruas. Uma parada para
o descanso em uma lanchonete. Um afago e um beijo que somente os
apaixonados trocam. São despertados repentinamente por uma
garçonete com um cumprimento trazendo em suas mãos
dois cardápios. Nada querem comer ou beber, apenas curtir
um ao outro. Pedem uma água. Notam que as pessoas à volta
os olham, as crianças com cara de nojo, os guris da roda
da coca com inveja do cara, as meninas do suco olham não
olhando, os casais dão sorrisos e os imitam e os mais velhos
os chamam de sem-vergonha. Mas é o amor! E com ele ninguém
e nada podem.
Gustavo
Griebler
Mestrando em Educação nas Ciências – Unijuí
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