Ano XX - EDIÇÃO 1107

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DO LEITOR

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Ah, o amor!

Estive pensando no verdadeiro sentido da vida. A primeira palavra que me veio à cabeça é o amor. Só ele faz a vida ter sentido. Trabalhamos, estudamos para estarmos perto, no final das contas, da pessoa amada; mesmo que às vezes seja por pouco tempo.
Essa pessoa especial é aquela que faz nosso mundo à volta parar por um instante quando vemos ou pensamos nela. Às vezes, quando menos imaginamos, o cupido, que até achávamos que tinha tirado férias, aparece. Aqui cabe uma frase de John Lennon, que diz assim: Vida é o que acontece quando você está ocupado fazendo planos. Aqui caberia trocar vida por amor, pois é um sentimento inesperado. O amor é aquele capaz de te tirar o apetite, para alegria dos nutricionistas; o bem-estar toma conta de nós, para felicidade dos psiquiatras e psicólogos; nosso coração mostra-se forte com suas batidas, para contentamento dos cardiologistas.
Algumas vezes as diferenças entre os enamorados são tantas que eles mesmos duvidam se é amor. Um é colorado, outro, gremista; um adora festas e sair, outro gosta do conforto do pijama, das pantufas e do lar; um ama crianças, outro não quer nem vê-las. Mas não adianta: os opostos se atraem. Nesses casos, tolerância é uma palavra adequada.
O cenário a seguir é bastante característico. Os dois de mãos dadas andando pelas ruas. Uma parada para o descanso em uma lanchonete. Um afago e um beijo que somente os apaixonados trocam. São despertados repentinamente por uma garçonete com um cumprimento trazendo em suas mãos dois cardápios. Nada querem comer ou beber, apenas curtir um ao outro. Pedem uma água. Notam que as pessoas à volta os olham, as crianças com cara de nojo, os guris da roda da coca com inveja do cara, as meninas do suco olham não olhando, os casais dão sorrisos e os imitam e os mais velhos os chamam de sem-vergonha. Mas é o amor! E com ele ninguém e nada podem.

Gustavo Griebler
Mestrando em Educação nas Ciências – Unijuí

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