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Dia
Internacional da Biodiversidade
O
dia 22 de maio é o Dia Internacional da Biodiversidade.
A biodiversidade é a variabilidade de formas de vida que
existem no nosso planeta, da flora, fauna, fungos macroscópicos
e micro-organismos. Abrange, ainda, a diversidade genética
e de população de uma espécie, a diversidade
de espécies, a diversidade de interações entre
espécies e a diversidade de ecossistemas. A espécie
humana depende da biodiversidade para a sua sobrevivência.
A extinção de uma espécie coloca em risco
todo o equilíbrio de um ecossistema.
Atualmente, estima-se em 1,7 milhão o número de espécies
identificadas. Não se conhece o número exato de espécies,
mas estima-se que varia entre 10 e 50 milhões. Aproximadamente
20% das espécies conhecidas no mundo estão no Brasil.
A extinção das espécies é um fenômeno
natural de adaptação às condições
do meio. No entanto, hoje as espécies e os ecossistemas
são objeto de ameaças mais graves do que em qualquer
outra época histórica devido às atividades
humanas. As perdas ocorrem principalmente nas florestas tropicais,
onde vivem 50 a 60% das espécies identificadas, bem como
os rios e os lagos, os desertos e as florestas temperadas, as montanhas
e as ilhas. Estimativas recentes mostram que haverá o desaparecimento
de 2 a 8% das espécies vivas nos próximos 25 anos.
A diversidade biológica, além de ser a responsável
pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas, possui
valor ecológico, genético, social, econômico,
científico, educacional, cultural, recreativo e estético.
Assim, é preciso evitar a perda da biodiversidade e cada
vez mais preservá-la.
É
fundamental o ser humano compreender que a sua sobrevivência
neste planeta é dependente das condições ambientais.
Quando uma espécie desaparece, as consequências podem
ser catastróficas para outras espécies que estão
no mesmo meio. Muitas plantas dependem exclusivamente de agentes
polinizadores específicos, e a ausência destes compromete
então a sua reprodução.
O resultado disso tudo tende a ser o desequilíbrio ambiental,
e as consequências tendem a ser funestas para todas as formas
de vida, inclusive a humana.
O Brasil é considerado o país de maior diversidade
biológica do planeta. Segundo o Ibama, órgão
responsável pelas listas oficiais de espécies da
fauna e da flora brasileiras ameaçadas de extinção,
219 espécies animais e 106 espécies vegetais correm
o risco de desaparecer. Entre elas, algumas estão praticamente
extintas, como a ararinha-azul.
A caça predatória e ilegal, a derrubada de florestas,
as queimadas, a destruição dos ecossistemas para
loteamento e a poluição de rios, a biopirataria,
a saída ilegal de material genético ou subprodutos
de plantas e animais para pesquisas sobre novos medicamentos e
cosméticos no exterior, são os fatores que ameaçam
a biodiversidade.
Além disso, temos a poluição causada por dejetos
domésticos, industriais, agrotóxicos, o problema
do lixo, e a degradação de riquezas naturais. Na área
urbana as condições ambientais são nocivas,
o desmatamento, a desertificação e a extinção
de espécies biológicas (fauna e flora) ameaçam
a biodiversidade e põem em risco a sustentabilidade dos
ecossistemas e, por consequência, da própria qualidade
de vida.
A introdução de espécies animais e vegetais
em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial,
pois a sua capacidade agressiva acaba ocupando o espaço
das espécies nativas e promovendo uma concorrência
no meio.
A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o ano
de 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade (AIB), com o propósito
de aumentar a consciência sobre a importância da preservação
da biodiversidade em todo o mundo.
A proteção da biodiversidade requer um esforço
por parte de todos. Através de atividades em todo o mundo,
a comunidade global deverá trabalhar em conjunto para garantir
um futuro sustentável para todos.
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Comitê de Gerenciamento da Bacia
Hidrográfica
dos Rios Turvo
Santa Rosa – Santo Cristo
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