Críticas ao Executivo e divergências
entre os vereadores marcam sessão
Vereadores querem
cópia da licitação da obra de reforma
do Ginásio Pacelli, relação dos nomes
em CC e FG e dos contratos com as empresas de prestação
de serviços
Dois
projetos de lei de origem executiva e três pedidos
de informações de origem legislativa foram
aprovados na sessão ordinária dos vereadores
municipais, realizada na segunda-feira, 10. Mais uma
vez, o encontro foi marcado por posicionamentos divergentes
entre os edis e críticas à atual administração
municipal, por parte dos vereadores da oposição
(PT e do PMDB).
Entre as reclamações, segundo o presidente
da Câmara, Orlando Maier, está o fato de o
Legislativo não ter sido convidado pelo governo
municipal para a programação festiva dos
55 anos de Três de Maio. “Fazemos parte de
um poder constituído, que deve ser respeitado e
lembrado, e não fomos representados no evento”,
declarou Orlandinho.
Por outro lado, os vereadores definiram a data da primeira
audiência pública para discussão do
novo Plano Diretor. que será quarta-feira, dia 19, às
15 horas, no plenário da Câmara de Vereadores.
Projetos
aprovados
Foi
aprovado o projeto que autoriza o Município a
conveniar com a Sociedade Educacional Três de Maio
(Setrem) para implantação e manutenção
de dois telecentros comunitários; e o projeto
que retifica o Protocolo de Intenções firmado
entre os municípios da região Noroeste
com a finalidade de dar readequação jurídica
ao Consórcio Distrital de Saúde (Codis),
para migrar e construir um consórcio público,
com a denominação de Consórcio Público
Fronteira Noroeste (Cofron). Entre os municípios
que integram o consórcio estão Boa Vista
do Buricá, Doutor Maurício Cardoso, Horizontina,
Independência, Nova Candelária, Novo Machado,
Santa Rosa, Santo Cristo, São José do Inhacorá,
Três de Maio, Tucunduva e Tuparendi.
A mudança de Codis para Cofron está de acordo
com a Lei Federal nº 11.107/2005 e com o Decreto nº 6.017/2007,
que determina que, a partir de 1º de janeiro de 2008,
a União somente celebrará convênios
com consórcios públicos constituídos
sob a forma de associação pública
ou que para essa forma tenham se convertido.
O objetivo deste consórcio público é a
promoção do desenvolvimento integrado da
região compreendida, de forma sustentável,
articulando as ações públicas federais,
estaduais e municipais, com foco multifuncional.
Polêmica
da reforma
do ginasião segue
Também
foram aprovados três pedidos de informações
de autoria dos vereadores das bancadas do PT e PMDB.
Um solicita ao Poder Executivo cópia do processo
licitatório realizado para a reforma do ginásio
de esportes do Colégio Cardeal Pacceli, acompanhado
do memorial descritivo da obra e demais documentos relativos
ao processo licitatório e ao plano de reconstrução.
Outro pedido pede ao Executivo a relação
de todos os credores que têm valores a receber do
Município de Três de Maio decorrentes de decisões
judiciais transitadas em julgado.
As bancadas do PT e PMDB querem também a relação
de nomes e funções (cargo que cada um exerce)
dos servidores contratados na modalidade Cargo de Confiança – CC,
e com funções gratificadas – FG. Além
disso, requerem cópias de todos os contratos com
empresas de prestação de serviços
firmados pelo Município no ano de 2009 até abril
de 2010.
Engenheiro
responsável afirma
que valor investido condiz com
o tipo de material usado na obra
O
Ginásio de Esportes Cardeal Pacelli poderá estar
concluído no máximo em 45 dias, segundo
o engenheiro Marco Aurélio, da Construtora Modelo
(responsável pela obra).
Atualmente, conforme Marco Aurélio, a obra está em
fase final de acabamento, como a colocação
do piso. “O assoalho que está sendo colocado
na quadra de esportes é de primeiro mundo, e não
existe nada parecido em toda a região. Serão
três camadas superpostas de borracha neopreme, isolamento
térmico e acústico de isopor e taco de ipê”,
explica o engenheiro.
Falta ainda o acabamento e a pintura externa e interna.
Já estão concluídas as fases da colocação
de estruturas e telhamento e o revestimento das arquibancadas
com madeira garapeira.
O engenheiro Marco Aurélio diz estranhar as críticas
de que a obra está superfaturada, que, segundo ele,
devem ser de pessoas sem conhecimento técnico na área. “Dizem
que a obra está superfaturada. Em primeiro lugar,
destaco o que muitos não sabem. 22% do valor global
da obra são impostos, ou seja, cerca de R$ 200 mil,
isto sem contar o tipo de material que está sendo
usado, como no caso do assoalho da quadra de esportes,
que é de alta tecnologia. Colocamo-nos à disposição
para informações técnicas, pois estão
sendo cumpridas todas as cláusulas constantes do
convênio assinado com o governo do estado”.
O conjunto da recuperação do ginásio
de esportes custará aos cofres do estado R$ 899
mil, e a prefeitura vai dar uma contrapartida de 10%.