Ano XX - EDIÇÃO 1103

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DO LEITOR

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O QUE É O
ASSISTENTE SOCIAL?

Há muitas pessoas que questionam “Assistente Social? Mas para ser assistente social não é preciso fazer faculdade...”, alguns afirmam. Evidente que há o desrespeito com essa profissão, confundindo a antiga filantropia, caridade, com a regulamentação desta profissão. Porém podemos afirmar que ser assistente social exige acima de tudo seriedade no desempenho das funções e, sendo assim, não pode ser exercida por pessoas sem a qualificação. Para ser um bom profissional é necessário haver dedicação e gostar do que se faz.
A carreira profissional ainda enfrenta preconceitos em relacionar o assistente social a alguém que somente se preocupa com os outros para fazer caridade acima de tudo. Pois ao se optar por esta profissão, estamos dispostos a cumprir as tarefas inerentes à profissão, que tem no combate às desigualdades e no fato de estarmos ligados ao atendimento, em sua maior parte, à pobreza, o motivo por que ela atinge uma parcela da população muito maior.
Para se tornar assistente social há uma longa caminhada acadêmica, em média quatro anos, período no qual há aplicação de disciplinas específicas de administração, história, pesquisa, política social, psicologia, economia, direito, legislação e áreas específicas.
Diante da constante mudança no campo social, o setor público atualmente emprega 80% da categoria. Deste modo os assistentes sociais têm a responsabilidade real de criar e recriar o cotidiano profissional, pois nos tempos de hoje a ação se desenvolve no movimento da realidade, com a implantação de políticas públicas.
No ponto de vista da assistente social Giuliana Costa, “para ser assistente social é necessário ter em mente de que exercer esta profissão é um constante desafio, pois não se trata de uma profissão fácil, seja pela necessidade de orientar quanto à visão errada de muitas pessoas em ligar a existência do profissional com a prática da caridade, seja por trabalhar com conflitos muitas vezes pessoais, e assim há a necessidade de uma posição profissional ética que em algumas situações acaba sendo mal interpretada”. É uma profissão singular, que trabalha com extremos, no intuito de fazer do usuário agente de sua própria transformação, seja criança, adolescente, seja idoso PCD e a família.
As ações do assistente social estão voltadas para a efetivação e consolidação das políticas públicas. Nestes quase dois anos de estágio curricular, percebi que aqui no município de Boa Vista do Buricá acontece a efetivação, às vezes não vista com bons olhos por parte de alguns usuários, mas é necessária para o exercício e a defesa dos direitos dos mesmos de modo coletivo. Vale salientar ainda que toda a ação do assistente social é fundamentada no Código de Ética do Profissional.

Carine Weber
Estagiária em Serviço Social pela Fema

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