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O
QUE É O
ASSISTENTE SOCIAL?
Há muitas
pessoas que questionam “Assistente Social? Mas para ser assistente
social não é preciso fazer faculdade...”, alguns
afirmam. Evidente que há o desrespeito com essa profissão,
confundindo a antiga filantropia, caridade, com a regulamentação
desta profissão. Porém podemos afirmar que ser assistente
social exige acima de tudo seriedade no desempenho das funções
e, sendo assim, não pode ser exercida por pessoas sem a
qualificação. Para ser um bom profissional é necessário
haver dedicação e gostar do que se faz.
A carreira profissional ainda enfrenta preconceitos em relacionar o assistente
social a alguém que somente se preocupa com os outros para fazer caridade
acima de tudo. Pois ao se optar por esta profissão, estamos dispostos
a cumprir as tarefas inerentes à profissão, que tem no combate às
desigualdades e no fato de estarmos ligados ao atendimento, em sua maior parte, à pobreza,
o motivo por que ela atinge uma parcela da população muito maior.
Para se tornar assistente social há uma longa caminhada acadêmica,
em média quatro anos, período no qual há aplicação
de disciplinas específicas de administração, história,
pesquisa, política social, psicologia, economia, direito, legislação
e áreas específicas.
Diante da constante mudança no campo social, o setor público atualmente
emprega 80% da categoria. Deste modo os assistentes sociais têm a responsabilidade
real de criar e recriar o cotidiano profissional, pois nos tempos de hoje a ação
se desenvolve no movimento da realidade, com a implantação de políticas
públicas.
No ponto de vista da assistente social Giuliana Costa, “para ser assistente
social é necessário ter em mente de que exercer esta profissão é um
constante desafio, pois não se trata de uma profissão fácil,
seja pela necessidade de orientar quanto à visão errada de muitas
pessoas em ligar a existência do profissional com a prática da caridade,
seja por trabalhar com conflitos muitas vezes pessoais, e assim há a necessidade
de uma posição profissional ética que em algumas situações
acaba sendo mal interpretada”. É uma profissão singular,
que trabalha com extremos, no intuito de fazer do usuário agente de sua
própria transformação, seja criança, adolescente,
seja idoso PCD e a família.
As ações do assistente social estão voltadas para a efetivação
e consolidação das políticas públicas. Nestes quase
dois anos de estágio curricular, percebi que aqui no município
de Boa Vista do Buricá acontece a efetivação, às
vezes não vista com bons olhos por parte de alguns usuários, mas é necessária
para o exercício e a defesa dos direitos dos mesmos de modo coletivo.
Vale salientar ainda que toda a ação do assistente social é fundamentada
no Código de Ética do Profissional.
Carine
Weber
Estagiária
em Serviço Social pela Fema
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