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À
GUISA DE COMENTÁRIO – SEGURANÇA, CADÊ?
Boa pergunta. Aliás, a pergunta é ótima. É
o que muitos cidadãos querem saber. Quase todos os cidadãos
brasileiros querem saber. Sobretudo, aqueles honestos, sérios,
bons pagadores de impostos que estão atrás das grades
de suas casas. Está, deveras, dum jeito que quase não
dá mais para sair de casa. Mesmo dentro de casa, o cidadão
é sacaneado, é extorquido, é assaltado. Vejam,
por exemplo, o golpe do falso sequestro. Que coisa estúpida!
Anuncia-se por telefone que um ente da família está
sequestrado e se exige um resgate de uma polpa graúda. Quem
é que não se apavora quando do outro lado da linha
alguém imita a voz de choro de uma filha? Que coisa maquiavélica!
Falo e escrevo, porque já fui vítima de um golpe desses.
Não marchei. Mas é simplesmente terrível! Nada
a estranhar, se até o vice-presidente da República
foi apanhado no mesmo golpe rasteiro e baixo. Só que fica
a pergunta: cadê nossa segurança? Em quem podemos confiar?
Onde buscar socorro para fazer frente a tantos tipos de golpes dos
safardanas que andam soltos e faceiros, com dinheiro no bolso, bem
armados e municiados?
NOVO GOLPE – Tem novo golpe na praça:
o golpe do sobrinho, que sofreu um acidente e precisa ajuda financeira
do tio, para tirar o carro da oficina. O golpista montou mal sua
estratégia, porque tem sotaque e não conhece a geografia
da região.
MIGALHA – É uma vergonha a migalha
que a Receita Federal permite abater do Imposto de Renda referente
a despesas com ensino e educação. Não é
debalde que qualquer trabalhador brasileiro que ganha uns trocos
a mais está pagando generoso IR. Sobretudo, aqueles que não
podem sonegar.
BOA RECEITA – A do ministro da Saúde
– José Gomes Temporão – para os hipertensos:
praticar sexo. Além disso, a receita prevê comer cinco
porções de frutas ao dia. Sucede que o número
de hipertensos está crescendo a olhos vistos, logo se conclui
que...
CRÍTICAS DURAS – “Não
venham nos dar aulas de como preservar o ambiente de dentro de salões
da elite e dos shoppings de São Paulo. Venham colocar o pé
no barro”. Estas duras críticas contra os ambientalistas
radicais foram proferidas pelo novo ministro da Agricultura, Wagner
Rossi. Para o ministro, quem pode defender o ambiente é quem
vive nele, o agricultor. Sorte a do ministro Rossi, o ministro do
Meio Ambiente licenciou-se para concorrer, do contrário,
haveria novo forte bate-boca.
RECURSOS PARA NOVA SAFRA – O governo anuncia
reforço na verba para nova safra. O Plano de Safra 2010/2011
pode ter recursos de até R$ 100 bilhões. Seriam destinados
R$ 92,5 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 15 bilhões
para a agricultura familiar. A verba de financiamento agrícola
saltou de R$ 22 bilhões, em 2003, para quase R$ 100 bilhões,
em 2010. Isso demonstra a importância do setor primário
na economia brasileira.
SELIC SUBIU – A Selic, ou seja, a taxa básica
Selic, como se antevia, subiu 0,75%, passando de 8,75% para 9,5%.
Bem, juros altos inibem a inflação, mas também
freiam o consumo. Queda de consumo, menos empregos e menos receita
de impostos. A economia encolhe.
MELHOR SERIA – Melhor do que aumentar os
juros para combater a inflação seria um corte nos
gastos públicos. Mas como estamos em ano de eleições
essas medidas explicam tudo, mas não justificam nada. Quem
lamenta, sobretudo, esta medida do Copom, são os empresários,
porque trava a produção. E freia a economia.
TEM MAIS – Com a alta dos juros no Brasil
– entre os mais altos do mundo – investidores vivaldinos
pegam empréstimos com juros baixos, com taxas perto de zero,
no exterior, e os trazem para aplicar aqui. Ganham dinheiro a rodo,
sem torcer um dedo. E o que acontece? O real se valoriza, o dólar
cai, e as exportações dos nossos produtos são
prejudicadas. E os preços dos nossos produtos – que
já estão baixos – também desvalorizam.
Quem paga o pato, quem? Os produtores rurais e as nossas indústrias
e toda a cadeia produtiva. O pior é que se anuncia uma sequência
de altas da taxa Selic, nos próximos encontros do Copom.
ASTÚCIA NÃO É SINÔNIMO DE INTELIGÊNCIA.
OS ASTUTOS AMEALHAM BENS MATERIAIS, OS INTELIGENTES AMONTOAM CONHECIMENTOS.
INCOERÊNCIA – A incoerência impera na
declaração do Imposto de Renda: gastos com educação
têm limite, ou seja, abate-se uma ninharia, enquanto operação
plástica tem desconto de 100%. Isso tem lógica? Foram
entregues 24,67 milhões de declarações do Imposto
de Renda da Pessoa Física para a Receita Federal, ano-base
2009, o que significa que menos de 15% da população
brasileira declara IR. Para quem paga o tributo parcelado, a primeira
parcela venceu no dia 30 de abril. As outras prestações
vencem nos meses subsequentes, até novembro.
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