Ano XX - EDIÇÃO 1100

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – PASSEIOS – Não estou me referindo, obviamente, às caminhadas, mas às calçadas. Para começo de conversa, a calçada é da responsabilidade do proprietário do imóvel. Ele é que responde por ela. E vejam bem: se alguém por um azar daqueles cair e se machucar por causa do mau estado da calçada, o proprietário poderá ser acionado judicialmente e vir a pagar indenização. Então, é grande, é enorme a responsabilidade que o dono do imóvel tem sobre suas calçadas. Dito isso assim a título de esclarecimento, cumpre parabenizar alguns proprietários da cidade de Três de Maio, que estão executando belos passeios, tornando o visual da cidade bem mais agradável. Principalmente, onde estão sendo erigidas construções novas, ou onde novas empresas abrem suas portas. Dá gosto de ver e caminhar em passeios em boas condições. O contrário também é verdadeiro. Isso faz parte da conscientização dos cidadãos, que estão se apercebendo que o visual faz parte do encanto urbano.
OS TROUXAS – “Norte-americanos, japoneses, chineses e europeus disseram e assinaram que não iam dar mais subsídio. O que fazem hoje para manter seus produtores? Dão US$ 500 bilhões por ano de subsídio, a ponto de o produtor norte-americano ou o produtor europeu ser chamado de funcionário público, porque a sociedade lhes paga”. E vejam mais o que disse o deputado Luiz Carlos Heinze: “Nós aqui, os trouxas dos produtores brasileiros, estamos pagando essa conta”. Leram com atenção? Se não, leiam de novo e meditem sobre isso
PEDOFILIA – É coisa de seres humanos. Entre os animais não há pedófilos.
QUEM MUDA CONFORME O VENTO, É VENTOINHA.
O MUNDO VIRADO EM CAOS
– O caos está por todo lugar neste mundo de Deus. Primeiro foi o Haiti. Depois o Chile. O Rio foi castigado pelas chuvas catastróficas, matando mais de 200 pessoas. Agora, o caos está na Europa com a erupção de um vulcão na Islândia. É o preço que se paga pelos desmandos. Será que é isso?
ESTILO – Cada um tem o seu. Quem não tem o seu não tem estilo. Por isso, quem tem estilo é desigual. Muitos reclamam disso, porque estão acostumados ao trivial: feijão com arroz. Os que muito reclamam de estilo leiam João Guimarães Rosa.
SINAL DE TEMPOS RUINS – Estão roubando até nas prefeituras. É um dos piores lugares do mundo para roubar, porque ali não tem dinheiro e, se tem, é pouco. Os gatunos estão mal informados, ou mal orientados.
QUE COLOCAÇÃO! “Sem capitalismo, a democracia não se sustenta. Ela acontece pelo milagre da liberdade individual e econômica. O empresário tem de cuidar da família, da empresa e da política. Cuidar da política é chato, mas se eu não cuidar da política, os políticos estragam tudo de bom que eu fiz na empresa.” É uma frase clarividente de um grande empresário. Sobretudo, quando diz que “cuidar da política é chato, mas se eu não cuidar da política, os políticos estragam tudo de bom que eu fiz na empresa”. Isso faz refletir e muito. Por isso, tenho um conceito que já expus na minha coluna: o poder público – os políticos – não deve imiscuir-se demais na iniciativa privada.
FELIZ DE QUEM TEM CONSCIÊNCIA LIMPA.
O QUE QUEREM OS ELEITORES?
Com certeza, não querem dos candidatos visual deslumbrante, discurso bonito, promessas mirabolantes, mas, sobretudo, expectativa de dias melhores, muito melhores, através de planos viáveis, no que tange à segurança, oportunidade de emprego, menos carga tributária, menos corrupção, menos bandalheira, mais ética, mais bem-estar, menos violência e diminuição do déficit habitacional. E as reformas tributária, política e eleitoral, sempre tão prometidas, farão parte da agenda eleitoral?
QUE COISINHA! “Ele não sabe diferenciar uma abóbora de uma melancia”. Isso eu chamo de picuinha que não leva a nada e a lugar algum. O economista João Pedro Stédile, porta-voz do MST, diz isso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Aí um homem inteligente como Stédile se desmoraliza.
EM BOA HORA – Vem em boa hora o projeto de lei que pretende extinguir a contribuição de aposentados para a previdência que continuam trabalhando. Isso, sobre ser injusto, é incoerente, porque o trabalhador contribui a vida inteira em função da aposentadoria. Se, depois de aposentado, seja qual for a razão, continua na ativa, não deveria mais contribuir com a previdência, porque não vai se aposentar de novo. E todo dinheiro que lhe é descontado em folha não terá retorno. No entanto, duvido da aprovação do projeto. Mas em ano de eleições, tudo é possível.

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