Ano XX - EDIÇÃO 1100

J. Semanal
Capa
J.Morais
Economia
Do Leitor
Notas
Click Social
Opinião
Registro Jurídico
Plantão Policial
Classificados
Esportes
TGIF
Equipe
Serviços
Busca
Tempo
Bancos
Tradutor
Gov. Estadual
Receita Federal
Busca por CEP
Dicionário
Diversos
Chat Terra
Mensagens Virtuais
Horóscopo Diário
Infantil
Downloads
Empresa
Expediente
Histórico
Ed. Anteriores
Fale Conosco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DO LEITOR

Publicidade

LIBERDADE

Nosso país assistiu há poucos dias ao final de mais um episódio da saga BBB, e que terminou, para gáudio de maragatos e chimangos, com a vitória de Marcelo Dourado. Gaúcho da cepa, soube, como poucos deste rincão se atreveriam, manifestar, em público, sob a mira de permanentes e inoportunos microfones e câmeras, cusparadas, peidos, arrotos e conceitos sociológicos no mínimo suspeitos, mas arrazoados “às pampas” em círculos gaudérios machistas, via de regra ponteados pela adaga, pelo tilintar das esporas e embalados pela carne gorda e pela cachaça animal.
Mas não quero objetar esse perfil. Ele é natural e saudável. Ele é gaúcho! E por assim ser, não tem igual. O que impressiona é a persistência de uma fera como o Dourado, acostumado a tatames e ao vento na cara, sujeitar-se a um confinamento voluntário e encher-se de trejeitos e salamaleques para permitir uma convivência, no mínimo, tolerável, com pessoas de formação intelectual e moral tão díspares.
A resistência do ser humano; aquilo que ele é capaz de sacrificar de sua própria “gordura” para atingir determinados objetivos é diretamente proporcional a sua história de luta pela sobrevivência e pela conquista da liberdade, ainda que, e, especialmente, por ela ser financeira. No entanto, tudo tem seu preço! As rebatidas de Dourado ante os desafios de seus desafetos dentro da “casa mais vigiada do Brasil” nem sempre foram voleios, mas, invariavelmente, atingiam a quadra adversária. E esse é seu grande segredo. A experiência! Dourado conhecia as regras do jogo. A vida tinha lhe ensinado isso.
Uso esse episódio para retratar uma realidade na qual nós, brasileiros, somos “experts”: em queixumes e choramingas. Ou seja, o paternalismo governamental que grassa e o agrado que isso provoca na gente é a contraposição daquilo que esse país, ao longo de quase três meses, aplaudiu e venerou na figura de um homem que, a despeito de suas convicções sexuais, soube mover-se num ambiente hostil e desafiador e, ainda assim, vencer todos os preconceitos a seu respeito e mostrar que a “luta continua” e que o “pote dourado” (sic) está à espera de quem luta e busca e não fica esperando, por meios dissimulados, pelas migalhas eleitoreiras, abundantes nessa época, e de que os anjos caiam do céu.
A história do BBB 10, com suas intrigas, malícias, falsidades, conluios e estratégias de solapar o desempenho dos adversários nos deixou uma grande lição: não há estratégia! É mister que sejamos nós mesmos! Custe o que custar! As ideias mirabolantes e os conluios terminam assim... vocês viram! O nosso desempenho não pode se basear em artifícios, em injunções políticas e benesses que estimulam o ócio e o desprezo pelo trabalho sagrado.
Afinal, quem somos nós? Talvez essa seja a grande pergunta! Qual é o nosso perfil? Estamos participando do jogo da nossa vida ou somos meros peões nas mãos dos mais pérfidos e inescrupulosos gerentes de nossa pátria amada, idolatrada?!
A liberdade de cada um é uma conquista personalíssima, única e fundada em convicções de valor, de ética e de respeito ao semelhante. Aquela dada, de graça, sem preço, não liberta: escraviza!

Franz Roedel
Administrador.

Jornal Semanal | Todos os direitos reservados - 2010®
www.jsemanal.com.br | jsemanal@abinet.com.br

design
vaghetti - Atualizado pela Diagramação Jornal Semanal
:: Capa :: :: Capa :: :: Capa ::