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RESPEITO
AO POVO: PASSE ADIANTE
Em atenção
a uma manifestação em “Espaço Aberto
Ao Leitor” de 26/03/2010 – “RESPEITO NA INTERNET:
PASSE ADIANTE” há que se contrapor algumas ideias
sob pena de a opinião pública ficar sujeita a algumas
interpretações absolutamente desconectadas da realidade
histórica e, por que não, virtual, de nossos tempos.
É
verdade que internautas ociosos entulham nossas caixas postais
com besteiras e conteúdos inúteis e de teor duvidoso.
Entretanto, há missivas, e dentre essas, muitas que tentam
descobrir (revelar) posturas antiéticas e imorais da parte
daqueles que pretensamente nos representam politicamente, denunciando
desde o presidente da República até o mais inculto
vereador, independentemente de sua agremiação política.
Nesse tocante, a internet, como meio de manifestação
popular, surgiu como um gigantesco fórum, permitindo a todos,
indistintamente, inclusive a professores e formadores de opinião,
manifestarem suas ideias e trazerem suas contribuições
para o esclarecimento e a formação cidadã dos
brasileiros. Eu disse formarem cidadãos e não os
alijar de luz. O artigo aqui referido prega a acomodação
política e crítica dos brasileiros por causa das
dimensões territoriais de nosso país, como se isso
só justificasse a inércia do povo e a gana corruptora
da classe política. Pobre povo! Deve calar-se porque o país é grande
e, pasmem, “Até porque não conseguiremos mudar
essa realidade..., e (os problemas) são impossíveis
de serem resolvidos por nós, meros cidadãos”.
Pobre povo! Meros cidadãos?! Não são nada?
Pelo contrário, esses meros cidadãos são o
esteio do mundo em que vivemos e devem, sim, ser mobilizados para
se contraporem à bandalheira que aí está. É surpreendente
que profissionais da educação venham apregoar a lassidão
e o “mugido” como brado de resignação
dos cidadãos deste país.
A propósito, não é a classe política
a responsável pela educação do povo. Isso é responsabilidade
de pais e educadores. Da escola! A ação de pais e
professores na formação de cidadãos éticos
e responsáveis é a missão precípua
de seu agir. Não é o político que investirá seu
talento para o desenvolvimento da consciência crítica
e denunciativa da população. Político não
tem responsabilidade pedagógico/educativa. Tem responsabilidade
de gestão e de legislar. Quem a tem está, na verdade,
faltando com o seu dever. Por isso nosso país está travestido
de um ambiente de escândalos e improbidades administrativas. “A
construção de uma cultura de respeito e integridade
pelas autoridades que governam...”. Nonsense! Quem deve educar
os políticos é o povo, o eleitor. Por isso ele deve
ser crítico, esclarecido, levado a refletir e interpretar
a sua realidade e a postura daqueles que, supostamente, o representam.
E a internet é, sem dúvida, uma ferramenta valiosa
e abrangente para a articulação política e
crítica do povo deste país. Quem se sentir incomodado,
apague essas mensagens ou, melhor ainda, programe seu computador
para nem recebê-las. Só não venham sugerir
a reposição do cabresto no pescoço do povo,
porque por essa já passamos, e com certeza, a lição
que ficou foi amarga e inesquecível.
Franz
Roedel
Administrador |
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