Ano XX - EDIÇÃO 1098

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DO LEITOR

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RESPEITO AO POVO: PASSE ADIANTE

Em atenção a uma manifestação em “Espaço Aberto Ao Leitor” de 26/03/2010 – “RESPEITO NA INTERNET: PASSE ADIANTE” há que se contrapor algumas ideias sob pena de a opinião pública ficar sujeita a algumas interpretações absolutamente desconectadas da realidade histórica e, por que não, virtual, de nossos tempos.
É verdade que internautas ociosos entulham nossas caixas postais com besteiras e conteúdos inúteis e de teor duvidoso. Entretanto, há missivas, e dentre essas, muitas que tentam descobrir (revelar) posturas antiéticas e imorais da parte daqueles que pretensamente nos representam politicamente, denunciando desde o presidente da República até o mais inculto vereador, independentemente de sua agremiação política.
Nesse tocante, a internet, como meio de manifestação popular, surgiu como um gigantesco fórum, permitindo a todos, indistintamente, inclusive a professores e formadores de opinião, manifestarem suas ideias e trazerem suas contribuições para o esclarecimento e a formação cidadã dos brasileiros. Eu disse formarem cidadãos e não os alijar de luz. O artigo aqui referido prega a acomodação política e crítica dos brasileiros por causa das dimensões territoriais de nosso país, como se isso só justificasse a inércia do povo e a gana corruptora da classe política. Pobre povo! Deve calar-se porque o país é grande e, pasmem, “Até porque não conseguiremos mudar essa realidade..., e (os problemas) são impossíveis de serem resolvidos por nós, meros cidadãos”. Pobre povo! Meros cidadãos?! Não são nada? Pelo contrário, esses meros cidadãos são o esteio do mundo em que vivemos e devem, sim, ser mobilizados para se contraporem à bandalheira que aí está. É surpreendente que profissionais da educação venham apregoar a lassidão e o “mugido” como brado de resignação dos cidadãos deste país.
A propósito, não é a classe política a responsável pela educação do povo. Isso é responsabilidade de pais e educadores. Da escola! A ação de pais e professores na formação de cidadãos éticos e responsáveis é a missão precípua de seu agir. Não é o político que investirá seu talento para o desenvolvimento da consciência crítica e denunciativa da população. Político não tem responsabilidade pedagógico/educativa. Tem responsabilidade de gestão e de legislar. Quem a tem está, na verdade, faltando com o seu dever. Por isso nosso país está travestido de um ambiente de escândalos e improbidades administrativas. “A construção de uma cultura de respeito e integridade pelas autoridades que governam...”. Nonsense! Quem deve educar os políticos é o povo, o eleitor. Por isso ele deve ser crítico, esclarecido, levado a refletir e interpretar a sua realidade e a postura daqueles que, supostamente, o representam. E a internet é, sem dúvida, uma ferramenta valiosa e abrangente para a articulação política e crítica do povo deste país. Quem se sentir incomodado, apague essas mensagens ou, melhor ainda, programe seu computador para nem recebê-las. Só não venham sugerir a reposição do cabresto no pescoço do povo, porque por essa já passamos, e com certeza, a lição que ficou foi amarga e inesquecível.

Franz Roedel
Administrador

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