Ano XX - EDIÇÃO 1098

J. Semanal
Capa
J.Morais
Economia
Do Leitor
Notas
Click Social
Opinião
Registro Jurídico
Plantão Policial
Classificados
Esportes
TGIF
Equipe
Serviços
Busca
Tempo
Bancos
Tradutor
Gov. Estadual
Receita Federal
Busca por CEP
Dicionário
Diversos
Chat Terra
Mensagens Virtuais
Horóscopo Diário
Infantil
Downloads
Empresa
Expediente
Histórico
Ed. Anteriores
Fale Conosco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DIREITO EM DEBATE

Publicidade

A viúva do padre – O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a decisão do juiz de Porto Alegre que não reconheceu o pedido de união estável entre um padre da Igreja Católica de Porto Alegre, falecido em 2007, com uma mulher com quem ele se relacionou afetivamente por 30 anos. No processo a mulher informou que o relacionamento começou em 1977 até 2007, quando o padre faleceu. Argumentou que os seus vizinhos tinham conhecimento dos fatos e apresentou cartas românticas para comprovar a união. Para o desembargador relator do processo, o relacionamento entre o padre e a mulher não pode ser considerado uma união estável por falta de um requisito essencial: a convivência pública e contínua com intenção de constituir uma família. O desembargador ainda argumentou que mesmo após a aposentadoria, quando o padre então poderia ter se afastado da diocese ou da vida eclesiástica para então dedicar-se exclusivamente a sua vida pessoal, ele continuou prestando serviços eclesiásticos à comunidade, o que prova que em primeiro lugar estava o seu trabalho e não a intenção de constituir uma família. Quanto à publicidade do relacionamento, alegada pela mulher, entendeu o juiz que era limitada a um pequeno número de pessoas, não podendo ser considerada pública. Diante disso, negou o pedido de reconhecimento de união estável. Presente ao julgamento, o segundo desembargador acompanhou o voto, concordando que não houve união estável. Por fim, o terceiro desembargador teve uma opinião diversa. Para ele, a união estável foi “escancarada” durante 30 anos na presença das pessoas envolvidas. Citou ainda a prova de que em 1987 o padre teria dito à mulher: “Ou me aceita como eu sou ou termina aqui..” E ela teria respondido: “Seremos nós, tu, eu e a Igreja – vamos continuar juntos, não há problema”. O julgamento acabou com dois votos contra um negando a união estável. A notícia completa está publicada no site do Tribunal de Justiça do RS.

O agiota e o leitor anônimo (parte 2) – Recebi vários e-mails comentando a coluna da semana passada. Elogios e críticas. Quanto aos elogios, não é preciso comentar, apenas agradeço. Já os e-mails criticando a coluna são curiosos e interessantes. Vale aqui o registro daqueles que escreveram agradecendo por um dia terem encontrado um amigo que lhes emprestasse dinheiro, quando passavam por dificuldades e as portas estavam fechadas. Também vou registrar a alegação em outro e-mail que o dinheiro não caiu do céu nas mãos da pessoa que escreveu a carta. Ela foi quem procurou este recurso. Quanto aos comentários de taxas de juros, alguns alegaram ainda que certos agiotas cobram menos que os bancos no cheque especial. Obrigado a todos que escreveram. É este retorno que alimenta o colunista.

Dara partiu, deixará saudades – Quando cheguei à região em maio de 1997, preocupado com a segurança de minha casa e família comprei uma Rottweiler em Esteio/RS, de um criador especializado. De linhagem boa, dócil, Dara cresceu com minha família. Desfilou nas feiras em Três de Maio e Santa Rosa e trouxe as medalhas de “melhor da raça” para casa. Sem necessidade de adestrar, mesmo um rottweiler, quando criado com amor, torna-se um membro da família. Dara viu meus três filhos nascerem. Guardo algumas fotos deles tomando mamadeira agarrados no seu pescoço. Na semana passada, com 12 anos e 11 meses de idade, Dara teve um AVC no pátio de casa. Passou a mexer somente a cabeça. Na manhã de hoje (quinta-feira), onze dias depois, Dara faleceu. Enquanto escrevo, aguardo as crianças retornarem da aula para, juntos, enterrá-la. É impressionante como nos apegamos aos animais. Foram quase treze anos de convívio diário, ela servindo a minha família. Quero agradecer o carinho dos amigos nestes dias. Meu carinho especial também à veterinária de Três de Maio Aline Campos Dias, que acompanhou Dara desde a sua chegada até o seu último dia, sempre tratando-a com muito carinho e profissionalismo.

Das minhas leituras da madrugada: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional” (Kathleen Casey)

Um ótimo fim de semana a todos!!

Oficial do Registro de Imóveis e Tabelião de Protestos
Pós-Graduado em Direito Notarial e Registral
Secretário da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (RS)

- Marcos Salomão é colunista de 17 jornais da região Noroeste.
A relação completa dos jornais poderá ser conferida em nosso site www.marcossalomao.com.br

Jornal Semanal | Todos os direitos reservados - 2010®
www.jsemanal.com.br | jsemanal@abinet.com.br

design
vaghetti - Atualizado pela Diagramação Jornal Semanal
:: Capa :: :: Capa :: :: Capa ::