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À GUISA
DE COMENTÁRIO – VOLTA AO MAPA – Muitos, talvez,
estranhem que Três de Maio esteja tão movimentada. É visita
de governadora. Visitas de secretários. Anúncios
da Casa da Cultura. Vinda de retroescavadeira. Vinda de viatura
para a Brigada Militar. É construção de
açudes. É Semana da Mulher. É Semana do
Artesanato. Não é por acaso: Três de Maio
recobrou vida. Três de Maio está voltando ao mapa
da realidade. E tudo isso não é por acaso. Nada
cai do céu. Tudo precisa ser plantado, buscado com ênfase.
Como foi buscado o Fundopem para viabilizar rapidamente as obras
da indústria de laticínios. Como foi buscada a
concretização do anel rodoviário. Como está sendo
buscada a redenção do setor primário, através
de programa lácteo. Três de Maio, que muitos não
sabem onde fica, está voltando a figurar no mapa e na
geografia dos acontecimentos. Percebe-se que há muita
pressa em resolver tudo e redimir o tempo perdido. As pessoas
estão ansiosas e exigem soluções para quase
tudo. É preciso acostumar-se à realidade: a recuperação
será lenta e gradual. É como repor a floresta.
Tudo começa com a produção da muda, o plantio
da muda e os cuidados, durante anos, para o seu desenvolvimento
e a demora para chegar ao auge.
BRIGA – Que tal a briga pelos royalties do pré-sal?
Na minha ótica, é uma briga que tem razão
de ser, embora os cariocas tenham até retirado medalha concedida
ao autor do projeto: deputado gaúcho Ibsen Pinheiro. Poderá ganhar
25 medalhas de outros estados brasileiros e de milhares de municípios.
MUITO POR FAZER – “Fizemos muito, mas ainda há muito
que fazer”. Esta frase, quando ouvida da boca de governantes, é absolutamente
verdadeira. Há muito mais coisas por fazer do que as que
foram feitas. Em Três de Maio e em toda a região,
não é diferente. E quanto mais tempo se fica sem
atender as necessidades comunitárias, mais há por
fazer.
É
POUCO – Vamos convir que o aumento salarial do magistério é pequeno:
6%, parcelado em duas vezes: setembro e dezembro deste ano. Ao
que parece, falta política de aproximação.
Ranço e bate-boca não levam a lugar algum.
MUITAS PESSOAS CONFUNDEM A ANÁLISE DOS COMENTARISTAS COM
CRÍTICAS. Quando o comentarista analisa, ele busca melhorias.
OTIMISMO MAL RECEBIDO – Há produtores e comerciantes
que não gostaram nada do otimismo referente à boa
safra de grãos, divulgado pela mídia. Segundo eles,
isso só contribuiu com a queda da cotação
do produto. De fato, há casos estranhos quanto à previsão
da colheita. Quando faltam meses para a safra, já se faz
previsões, o que quase sempre não se concretiza.
RECEIO DA INFLAÇÃO – O Comitê de Política
Monetária/Copom, que estabelece a taxa básica Selic,
tem receio de que, durante o mês de abril, possa eclodir
uma inflação benigna. A alegação seria
uma demanda doméstica mais forte. Por isso, na reunião
do Copom, em abril, pode haver uma elevação dos juros
básicos. Obviamente, se isso acontecer, será um freio
ao crescimento da economia.
BOA NOTÍCIA – Para quem ganha aposentadoria superior
ao salário mínimo. O governo pode ceder e aumentar
o índice de correção do valor das aposentadorias
acima do mínimo pagas pela Previdência Social. Os
distintos leitores lembram que quem ganha acima do mínimo
teve um aumento de 5% (cinco por cento), a partir de 1º de
janeiro. Fala-se em mais 2% ou 3% (três por cento). Seria ótimo,
porque os aposentados estão perdendo poder aquisitivo a
cada ano que passa.
É
MUITO MAIS FÁCIL DESTRUIR DO QUE CONSTRUIR. ATÉ O
INVISÍVEL CUMPIM DESTRÓI.
BOA NOTÍCIA: BRASIL QUER LIDERAR EXPORTAÇÕES
DE LEITE.
AS PREFERÊNCIAS – Elas precisam ser respeitadas. E
cada cidadão tem a sua. Então, quando se trata de
candidatos, as exigências são cada vez maiores. Na
região, prefeitos e correligionários do PP preferem
democraticamente coligar com o PSDB de Yeda Crusius. Outros há que
querem unir com outras siglas. Há que se respeitar, porque
na democracia a liberdade é soberana. O PP está procedendo
didaticamente nos encontros realizados em todas as regiões
do Estado, para escolher o parceiro ideal.
PAC 2 – Cadê o PAC 1? Estava previsto o investimento
de R$ 503 bilhões em obras no PAC 1. Até hoje, desconheço
quanto foi investido em que obras. Na minha ótica, os PACs
não passam de mágica midiática. Agora, na
divisa do prazo fatal, anuncia-se o PAC 2. A nossa região,
por exemplo, recebeu alguma obra com recursos do PAC 1? Que se
saiba, não. Vai receber do PAC 2? Só Deus sabe, porque
nada foi divulgado. Acho que vai ser fácil definir essa
questão: todas as obras são com recursos do PAC.
Então, não precisa de PAC 1, muito menos de PAC 2.
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