Ano XX - EDIÇÃO 1097

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – VOLTA AO MAPA – Muitos, talvez, estranhem que Três de Maio esteja tão movimentada. É visita de governadora. Visitas de secretários. Anúncios da Casa da Cultura. Vinda de retroescavadeira. Vinda de viatura para a Brigada Militar. É construção de açudes. É Semana da Mulher. É Semana do Artesanato. Não é por acaso: Três de Maio recobrou vida. Três de Maio está voltando ao mapa da realidade. E tudo isso não é por acaso. Nada cai do céu. Tudo precisa ser plantado, buscado com ênfase. Como foi buscado o Fundopem para viabilizar rapidamente as obras da indústria de laticínios. Como foi buscada a concretização do anel rodoviário. Como está sendo buscada a redenção do setor primário, através de programa lácteo. Três de Maio, que muitos não sabem onde fica, está voltando a figurar no mapa e na geografia dos acontecimentos. Percebe-se que há muita pressa em resolver tudo e redimir o tempo perdido. As pessoas estão ansiosas e exigem soluções para quase tudo. É preciso acostumar-se à realidade: a recuperação será lenta e gradual. É como repor a floresta. Tudo começa com a produção da muda, o plantio da muda e os cuidados, durante anos, para o seu desenvolvimento e a demora para chegar ao auge.
BRIGA – Que tal a briga pelos royalties do pré-sal? Na minha ótica, é uma briga que tem razão de ser, embora os cariocas tenham até retirado medalha concedida ao autor do projeto: deputado gaúcho Ibsen Pinheiro. Poderá ganhar 25 medalhas de outros estados brasileiros e de milhares de municípios.
MUITO POR FAZER – “Fizemos muito, mas ainda há muito que fazer”. Esta frase, quando ouvida da boca de governantes, é absolutamente verdadeira. Há muito mais coisas por fazer do que as que foram feitas. Em Três de Maio e em toda a região, não é diferente. E quanto mais tempo se fica sem atender as necessidades comunitárias, mais há por fazer.
É POUCO – Vamos convir que o aumento salarial do magistério é pequeno: 6%, parcelado em duas vezes: setembro e dezembro deste ano. Ao que parece, falta política de aproximação. Ranço e bate-boca não levam a lugar algum.
MUITAS PESSOAS CONFUNDEM A ANÁLISE DOS COMENTARISTAS COM CRÍTICAS. Quando o comentarista analisa, ele busca melhorias.
OTIMISMO MAL RECEBIDO – Há produtores e comerciantes que não gostaram nada do otimismo referente à boa safra de grãos, divulgado pela mídia. Segundo eles, isso só contribuiu com a queda da cotação do produto. De fato, há casos estranhos quanto à previsão da colheita. Quando faltam meses para a safra, já se faz previsões, o que quase sempre não se concretiza.
RECEIO DA INFLAÇÃO – O Comitê de Política Monetária/Copom, que estabelece a taxa básica Selic, tem receio de que, durante o mês de abril, possa eclodir uma inflação benigna. A alegação seria uma demanda doméstica mais forte. Por isso, na reunião do Copom, em abril, pode haver uma elevação dos juros básicos. Obviamente, se isso acontecer, será um freio ao crescimento da economia.
BOA NOTÍCIA – Para quem ganha aposentadoria superior ao salário mínimo. O governo pode ceder e aumentar o índice de correção do valor das aposentadorias acima do mínimo pagas pela Previdência Social. Os distintos leitores lembram que quem ganha acima do mínimo teve um aumento de 5% (cinco por cento), a partir de 1º de janeiro. Fala-se em mais 2% ou 3% (três por cento). Seria ótimo, porque os aposentados estão perdendo poder aquisitivo a cada ano que passa.
É MUITO MAIS FÁCIL DESTRUIR DO QUE CONSTRUIR. ATÉ O INVISÍVEL CUMPIM DESTRÓI.
BOA NOTÍCIA: BRASIL QUER LIDERAR EXPORTAÇÕES DE LEITE.
AS PREFERÊNCIAS
– Elas precisam ser respeitadas. E cada cidadão tem a sua. Então, quando se trata de candidatos, as exigências são cada vez maiores. Na região, prefeitos e correligionários do PP preferem democraticamente coligar com o PSDB de Yeda Crusius. Outros há que querem unir com outras siglas. Há que se respeitar, porque na democracia a liberdade é soberana. O PP está procedendo didaticamente nos encontros realizados em todas as regiões do Estado, para escolher o parceiro ideal.
PAC 2 – Cadê o PAC 1? Estava previsto o investimento de R$ 503 bilhões em obras no PAC 1. Até hoje, desconheço quanto foi investido em que obras. Na minha ótica, os PACs não passam de mágica midiática. Agora, na divisa do prazo fatal, anuncia-se o PAC 2. A nossa região, por exemplo, recebeu alguma obra com recursos do PAC 1? Que se saiba, não. Vai receber do PAC 2? Só Deus sabe, porque nada foi divulgado. Acho que vai ser fácil definir essa questão: todas as obras são com recursos do PAC. Então, não precisa de PAC 1, muito menos de PAC 2.

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