Ano XX - EDIÇÃO 1096

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OPINIÃO

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Qual a sua opinião sobre
a proposta do novo Plano
Diretor de Três de Maio?

““O novo plano altera regras que as novas construções devem seguir, fornece diretrizes para o crescimento da malha urbana e estabelece critérios que visando reduzir conflitos de vizinhança. Basicamente o plano visa dirigir o crescimento do município, de forma dinâmica, ou seja, precisa ser continuamente aperfeiçoado em função do crescimento e mudanças de hábitos da população. Até mesmo antes da aquisição de um terreno para uma determinada construção, sempre foi de suma importância que o investidor conheça as regras a que está submetido o local deste terreno, e para tanto deve buscar informações na prefeitura, além de assessorar-se desde logo de um profissional que irá projetar e encaminhar o projeto de construção. Desta maneira estará prevenindo possíveis prejuízos, além de reduzir custos com uma eventual escolha inadequada”. Wilson Edgar Wachter, engenheiro civil e secretário executivo da ACI

 

 

““Um Plano Diretor nunca é estático. Nota-se, nas reformas propostas, a preocupação natural em preservar a luminosidade entre os prédios, a visão do horizonte, e assim por diante. Diria que são formas de humanizar o crescimento urbano. Entretanto, o que realmente falta para Três de Maio é a rede de esgoto, necessidade esta que é básica, faz parte do saneamento e que não pode ser resolvida pelas medidas pessoais dos proprietários de imóveis. Falta adequada iniciativa do Poder Público”. Iracildo Binicheski, advogado

 

““O novo plano é imprescindível para o futuro da cidade. Um município sem planejamento e padrões bem definidos para as futuras obras, corre o risco de tornar inviável a atração de investimentos no futuro. Porém só aprová-lo não é o suficiente, ele deve ser debatido com a comunidade e com profissionais das áreas de engenharia e arquitetura. As lideranças da comunidade, investidores e demais interessados também devem participar. Um bom plano deve ser completo para atrair investimentos. Caso contrário não haverá desenvolvimento da cidade”.
Ildo Corso, empresário

 


“Vejo no novo Plano Diretor um maior respeito ao conjunto urbano e ao lote vizinho, bem como aos recursos naturais, à infraestrutura urbana e ao cidadão. Na busca de um crescimento positivo, ordenado e sustentável para a cidade, sem esquecer de seu valor histórico, cabe a nós, urbanistas e profissionais da construção civil, utilizar este instrumento regulador e projetar para a cidade, garantindo que as novas edificações sejam parte de um conjunto urbano harmonioso.
A partir da adição de novos limitadores do potencial construtivo, como recuos e índices mais rígidos, a cidade tende a ganhar em qualidade de vida, espelhando-se em cidades desenvolvidas que devido à falta de planejamento enfrentaram problemas urbanos e hoje arcam com um custo elevado para corrigi-los”.
Matheus Reinheimer Schopf, arquiteto e urbanista

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