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Qual
a sua opinião sobre
a proposta do novo Plano
Diretor
de Três de Maio?
““O
novo plano altera regras que as novas construções
devem seguir, fornece diretrizes para o crescimento da malha
urbana e estabelece critérios que visando reduzir conflitos
de vizinhança. Basicamente o plano visa dirigir o crescimento
do município, de forma dinâmica, ou seja, precisa
ser continuamente aperfeiçoado em função
do crescimento e mudanças de hábitos da população.
Até mesmo antes da aquisição de um terreno
para uma determinada construção, sempre foi de
suma importância que o investidor conheça as regras
a que está submetido o local deste terreno, e para tanto
deve buscar informações na prefeitura, além
de assessorar-se desde logo de um profissional que irá projetar
e encaminhar o projeto de construção. Desta maneira
estará prevenindo possíveis prejuízos, além
de reduzir custos com uma eventual escolha inadequada”.
Wilson Edgar Wachter, engenheiro civil e secretário
executivo da ACI
““Um
Plano Diretor nunca é estático. Nota-se, nas reformas
propostas, a preocupação natural em preservar a
luminosidade entre os prédios, a visão do horizonte,
e assim por diante. Diria que são formas de humanizar
o crescimento urbano. Entretanto, o que realmente falta para
Três de Maio é a rede de esgoto, necessidade esta
que é básica, faz parte do saneamento e que não
pode ser resolvida pelas medidas pessoais dos proprietários
de imóveis. Falta adequada iniciativa do Poder Público”.
Iracildo Binicheski, advogado
““O
novo plano é imprescindível para o futuro da cidade.
Um município sem planejamento e padrões bem definidos
para as futuras obras, corre o risco de tornar inviável
a atração de investimentos no futuro. Porém
só aprová-lo não é o suficiente,
ele deve ser debatido com a comunidade e com profissionais das áreas
de engenharia e arquitetura. As lideranças da comunidade,
investidores e demais interessados também devem participar.
Um bom plano deve ser completo para atrair investimentos. Caso
contrário não haverá desenvolvimento da
cidade”.
Ildo Corso, empresário
““Vejo
no novo Plano Diretor um maior respeito ao conjunto urbano e ao
lote vizinho, bem como aos recursos naturais, à infraestrutura
urbana e ao cidadão. Na busca de um crescimento positivo,
ordenado e sustentável para a cidade, sem esquecer de seu
valor histórico, cabe a nós, urbanistas e profissionais
da construção civil, utilizar este instrumento regulador
e projetar para a cidade, garantindo que as novas edificações
sejam parte de um conjunto urbano harmonioso.
A partir da adição de novos limitadores do potencial
construtivo, como recuos e índices mais rígidos,
a cidade tende a ganhar em qualidade de vida, espelhando-se em
cidades desenvolvidas que devido à falta de planejamento
enfrentaram problemas urbanos e hoje arcam com um custo elevado
para corrigi-los”.
Matheus Reinheimer Schopf, arquiteto e
urbanista
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