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À GUISA
DE COMENTÁRIO – QUAL O RUMO? – Temos que admitir
que o Rio Grande do Sul não é mais aquele. Não
temos mais fronteiras agrícolas para avançar. Uma
vez éramos o celeiro do Brasil, mas isso foi lá atrás,
quando não se plantava no Centro Oeste e nem no cerrado
do sertão. As fronteiras agrárias no Estado esgotaram-se
na metade do século passado. Desde então, não
temos mais como competir com outras regiões que têm áreas
mais avantajadas e clima mais propício. Com isso, a nossa
economia passou e ainda passa por tremendas dificuldades, seja
a nível estadual, seja a nível de município,
exceto onde existe um encorpado parque industrial. Em face dessa
situação, precisamos tomar outros rumos, como promover
uma agricultura de alto valor agregado; pecuária intensiva;
pecuária de produção genética; agroindústria;
transformação da matéria-prima através
da industrialização, para agregar valores. São
algumas das providências mais urgentes. E mais do que isso:
educação, educação, educação.
E preparação de mão de obra qualificada.
Do contrário, vamos para o empobrecimento sistemático.
UMA FRASE DE RUA – “Prefiro ver os lindos olhos das
belas mulheres do que os caros óculos escuros”. É sinal
de bom gosto.
ACUSAR – De uma coisa ninguém pode acusar o presidente
Lula: de não ter viajado bastante pelo mundo e poder conhecer
a realidade de outras nações para aplicar conhecimentos
pelo desenvolvimento do Brasil.
DÍVIDA INTERNA – A dívida interna do País,
que era de R$ 892,84 bilhões, ao final do governo FHC, vai
ultrapassar, em 2010, ao final do governo Lula, a pequena fortuna
de R$ 1,73 trilhão. Quase dobrou, e quase ninguém
fala nisso no Brasil. Lula, na oportunidade, qualificou a dívida
deixada por FHC de herança maldita. Como vamos chamar a
que ele vai deixar?
O BOLO CRESCE – O bolo da dívida cresce em proporções
assustadoras. Em 2009, a nossa dívida interna aumentou 7,16%
e neste ano deverá aumentar entre 6,9% e 16%. Ela corresponde
a 63% do PIB brasileiro, ou seja, mais da metade de tudo que o
País produz. Essa dívida é colossal. Ela compromete
e sacrifica o crescimento da economia. Na prática, não é isso
que se divulga. A ideia que se tem é que a nossa economia
está de vento em popa.
JUROS – Só neste ano, o pagamento de juros da nossa
dívida vai alcançar a casa dos R$ 160 bilhões.
Valor superior a 14 vezes o que é destinado ao Bolsa-Família.
São heranças que vão ficar para o próximo
governante, seja quem for.
TEM MAIS – Ao invés de promover o enxugamento, no
governo Lula foram contratados mais de 153 mil novos servidores.
Não teria como lhes mostrar o impacto financeiro dessa generosa
abertura para novos servidores públicos.
GENEROSIDADE – O governo Lula tem sido extremamente generoso
com várias nações ao redor do mundo, perdoando
dívidas, não se sabe a título de quê.
Querem ver? Moçambique: R$ 315 milhões; Nigéria:
R$ 83 milhões; Bolívia: R$ 100 milhões; Paraguai:
R$ 20 milhões; Cabo Verde: R$ 8 milhões; Nicarágua:
R$ 141 milhões; Gabão: R$ 36 milhões e Cuba:
R$ 300 milhões. Somaram? A soma: R$ 1,03 bilhão.
Dando barretadas com chapéu alheio, porque tudo é nosso
dinheiro. E ninguém de nós foi consultado.
AGORA VAI – É ano de eleições. Talvez,
por isso o governador de Brasília tenha sido preso e, agora,
foi cassado. Aí o povo fica com aquela última imagem:
agora sim, está tudo caminhando para os seus devidos eixos.
Finalmente, terminou a era da corrupção. Assim vai
pensar boa parcela da população, mas não se
exige ficha limpa dos candidatos.
DESEMPENHO – O presidente Lula teve melhor desempenho no
Oriente Médio do que recentemente em Cuba, onde simplesmente
silenciou diante das barbaridades cometidas contra os presos pelo
regime castrista.
FALÁCIA – A Confederação Nacional da
Indústria/CNI rotulou de falácia a ideia de reduzir
a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A falácia
consiste em que isso traria mais empregos nas indústrias
brasileiras, quando mal saímos de uma crise. Na verdade,
o que gera empregos é o crescimento econômico e o
investimento. Diminuindo a jornada de trabalho, não se tem
nem um e nem outro caso. O resultado disso vai ser o aumento dos
produtos, porque não é a indústria que vai
absorver a despesa extra, mas o consumidor vai pagar o estrago
mais uma vez.
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