Ano XX - EDIÇÃO 1096

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – QUAL O RUMO? – Temos que admitir que o Rio Grande do Sul não é mais aquele. Não temos mais fronteiras agrícolas para avançar. Uma vez éramos o celeiro do Brasil, mas isso foi lá atrás, quando não se plantava no Centro Oeste e nem no cerrado do sertão. As fronteiras agrárias no Estado esgotaram-se na metade do século passado. Desde então, não temos mais como competir com outras regiões que têm áreas mais avantajadas e clima mais propício. Com isso, a nossa economia passou e ainda passa por tremendas dificuldades, seja a nível estadual, seja a nível de município, exceto onde existe um encorpado parque industrial. Em face dessa situação, precisamos tomar outros rumos, como promover uma agricultura de alto valor agregado; pecuária intensiva; pecuária de produção genética; agroindústria; transformação da matéria-prima através da industrialização, para agregar valores. São algumas das providências mais urgentes. E mais do que isso: educação, educação, educação. E preparação de mão de obra qualificada. Do contrário, vamos para o empobrecimento sistemático.
UMA FRASE DE RUA – “Prefiro ver os lindos olhos das belas mulheres do que os caros óculos escuros”. É sinal de bom gosto.
ACUSAR – De uma coisa ninguém pode acusar o presidente Lula: de não ter viajado bastante pelo mundo e poder conhecer a realidade de outras nações para aplicar conhecimentos pelo desenvolvimento do Brasil.
DÍVIDA INTERNA – A dívida interna do País, que era de R$ 892,84 bilhões, ao final do governo FHC, vai ultrapassar, em 2010, ao final do governo Lula, a pequena fortuna de R$ 1,73 trilhão. Quase dobrou, e quase ninguém fala nisso no Brasil. Lula, na oportunidade, qualificou a dívida deixada por FHC de herança maldita. Como vamos chamar a que ele vai deixar?
O BOLO CRESCE – O bolo da dívida cresce em proporções assustadoras. Em 2009, a nossa dívida interna aumentou 7,16% e neste ano deverá aumentar entre 6,9% e 16%. Ela corresponde a 63% do PIB brasileiro, ou seja, mais da metade de tudo que o País produz. Essa dívida é colossal. Ela compromete e sacrifica o crescimento da economia. Na prática, não é isso que se divulga. A ideia que se tem é que a nossa economia está de vento em popa.
JUROS – Só neste ano, o pagamento de juros da nossa dívida vai alcançar a casa dos R$ 160 bilhões. Valor superior a 14 vezes o que é destinado ao Bolsa-Família. São heranças que vão ficar para o próximo governante, seja quem for.
TEM MAIS – Ao invés de promover o enxugamento, no governo Lula foram contratados mais de 153 mil novos servidores. Não teria como lhes mostrar o impacto financeiro dessa generosa abertura para novos servidores públicos.
GENEROSIDADE – O governo Lula tem sido extremamente generoso com várias nações ao redor do mundo, perdoando dívidas, não se sabe a título de quê. Querem ver? Moçambique: R$ 315 milhões; Nigéria: R$ 83 milhões; Bolívia: R$ 100 milhões; Paraguai: R$ 20 milhões; Cabo Verde: R$ 8 milhões; Nicarágua: R$ 141 milhões; Gabão: R$ 36 milhões e Cuba: R$ 300 milhões. Somaram? A soma: R$ 1,03 bilhão. Dando barretadas com chapéu alheio, porque tudo é nosso dinheiro. E ninguém de nós foi consultado.
AGORA VAI – É ano de eleições. Talvez, por isso o governador de Brasília tenha sido preso e, agora, foi cassado. Aí o povo fica com aquela última imagem: agora sim, está tudo caminhando para os seus devidos eixos. Finalmente, terminou a era da corrupção. Assim vai pensar boa parcela da população, mas não se exige ficha limpa dos candidatos.
DESEMPENHO – O presidente Lula teve melhor desempenho no Oriente Médio do que recentemente em Cuba, onde simplesmente silenciou diante das barbaridades cometidas contra os presos pelo regime castrista.
FALÁCIA – A Confederação Nacional da Indústria/CNI rotulou de falácia a ideia de reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A falácia consiste em que isso traria mais empregos nas indústrias brasileiras, quando mal saímos de uma crise. Na verdade, o que gera empregos é o crescimento econômico e o investimento. Diminuindo a jornada de trabalho, não se tem nem um e nem outro caso. O resultado disso vai ser o aumento dos produtos, porque não é a indústria que vai absorver a despesa extra, mas o consumidor vai pagar o estrago mais uma vez.

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