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À
GUISA DE COMENTÁRIO – CRÍTICA –
As pessoas têm, de modo geral, espírito crítico.
E isso não é nada mau. Mas há crítica
e crítica. Existe a crítica construtiva e existe a
crítica maldosa. A crítica maldosa é destrutiva.
E existe a crítica pela crítica. Aquela que se faz
para tirar vantagens. Uma mulher não deu bola, então
ela passa a ser tida como sem-vergonha, traiçoeira e mais
isso e mais aquilo. Criticar sistematicamente é, sobretudo,
defeito político. Os políticos da oposição
criticam sistematicamente os atos dos governantes da situação.
No Rio Grande do Sul, temos o exemplo da governadora, que está
sendo massacrada pelos seus opositores críticos. Tem tido
erros, mas também teve e tem muitos acertos. Isso se pode
transferir para os municípios, onde o sistema da crítica
sistemática também é usado. O objetivo desse
mau vezo é desgastar os mandatários, que, via de regra,
se esmeram para fazer o bem, executar obras e ações
positivas para a comunidade e, quando acontece algum senão,
os adversários caem de pau e massacram. Aí deve entrar
a capacidade do povo em saber julgar quem está certo e quem
está errado, quem tem razão e quem não tem.
Tomara que esse vírus não grasse por essas bandas
e fique bem para lá, porque a crítica negativa e a
crítica pela crítica são nefastas para qualquer
comunidade.
ISENÇÃO PARA IDOSO – Essa é
inacreditável. Será coisa de ano de eleições?
Isenção do Imposto de Renda pode beneficiar idoso.
A notícia diz que “Idosos, a partir de 60 anos, que
recebem rendimentos da Previdência Social, poderão
ficar isentos do Imposto de Renda, pelo menos sobre parte dos valores”.
O assunto deverá entrar em votação na Câmara
dos Deputados. Aliás, os idosos deveriam ser isentos do Imposto
de Renda, porque quem pagou a vida inteira deveria ter uma anistia
na reta final dos dias.
DEIXEM O CARA TRABALHAR – Uma bela frase
que poderia ser dita por qualquer cidadão que quer ver serviço.
Por que criticar, azucrinar e infernizar, se o cara está
trabalhando?
LITERALMENTE – “Uma das bandeiras da
ACI, do Sindilojas, da Fcdl, da Federasul e da Fecomércio,
é do fortalecimento do livre comércio, com a visão
de que os órgãos públicos reduzam continuamente
a interferência nas atividades comerciais, mas acompanhem
a adaptação das leis aos hábitos de consumo
dos consumidores”. É bom refletir sobre isso, quando
está em pauta a discussão se o comércio deve
ou não abrir aos domingos.
LEITE – A Nova Zelândia – de
268 mil km2, menor que o Rio Grande do Sul – produz 4,5 mil
litros diários de leite por propriedade, contra 120 litros
do Rio Grande do Sul. Lá são 12 mil produtores de
leite; aqui são 70 mil. Lá os rebanhos possuem em
média 370 animais em ordenha; aqui muitos mantêm em
média menos de 20. Lá a suplementação
alimentar é só na base de pasto.
RETROESCAVADEIRAS – Ainda no mês de
março, o governo do Estado vai entregar 270 retroescavadeiras
para os municípios gaúchos que foram atingidos pelos
últimos eventos climáticos. Três de Maio deverá
estar entre os municípios beneficiados.
ESTRADAS – O Ministério da Agricultura
anuncia que vai liberar R$ 44 milhões para contemplar 139
municípios gaúchos. Os recursos serão destinados
para a recuperação de estradas vicinais, danificadas
pelas chuvas torrenciais do segundo semestre do ano passado. Bem
que Três de Maio poderia figurar entre os municípios
beneficiados.
MODELO DE DIVERSIFICAÇÃO –
Na sexta-feira da semana passada, dia 5 de março, o colunista
teve uma bela oportunidade de conhecer a cidade serrana de Carlos
Barbosa. Lá a Cooperativa Santa Clara Ltda. é modelo
– data de fundação: 1912. A indústria
da Tramontina é modelo e o futsal da ACBF também pode
ser tido como modelo no Estado. Mas modelo mesmo é a produção
de leite em pequenas propriedades no meio dos morros. Dos 4.300
associados da Cooperativa Santa Clara cerca de 3.000 se dedicam
à produção de leite.
CAPITAL DA BATATA – Há 25 anos, Carlos
Barbosa era a Capital da Batata. Mas, devido à instabilidade
do mercado da batata, os produtores agarrados aos morros mudaram
de atividade: passaram a dedicar-se à produção
de leite, usando tecnologia e atividade séria em pequenas
propriedades, em torno de cinco hectares. Na maioria dos casos,
as vacas estão confinadas em estábulos e o tratamento
é feito com silagem, pasto e complementação
com sal mineral e ração. O milho para silagem é
colhido na propriedade, bem como o pasto. A implantação
da atividade leiteira foi feita aos poucos, sem gastos exorbitantes.
ATIVIDADE ROTINEIRA – Durante os 30 dias
do mês e os 12 meses do ano, a atividade rotineira nas propriedades
que produzem leite é a mesma, desde as 5 horas da manhã
até as 20 horas da noite. Os trabalhos são executados
exclusivamente pela família. Na maioria dos casos pelo casal.
É um exemplo de como se pode sobreviver e bem numa pequena
propriedade, mesmo sendo muito difícil a geografia das terras.
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