Mãe
e filha se reencontram
depois de 15 anos

A mãe Isoldi, a filha Márcia
e o marido
Everaldo com o pequeno Djordan

Alan, Nina e Tuca, organizadores do
encontro, com Isoldi e Márcia
A mãe mora em São Nicolau. A filha, em Independência.
Isoldi Wich, 51, e Márcia Luíza Corandini,
29, se reencontraram depois de 15 anos, na última
segunda-feira, dia 1º de março. O encontro
foi na casa da prima de Márcia, Eliane (a Nina)
e Marcos Calixtro (Tuca), em Consolata, distrito de Três
de Maio.
Como Isoldi estava visitando familiares em Consolata,
Nina viu uma oportunidade em unir mãe e filha novamente.
Mas como encontrar a prima Márcia, se a família
havia perdindo contato há mais de 15 anos? Então
Nina colocou um anúncio na Rádio Cidade
Canção FM de Três de Maio, na esperança
que Márcia o ouvisse, caso morasse na região.
Para surpresa de Nina, apenas duas horas depois de o anúncio
ir ao ar, Márcia ligava para a prima para marcar
um encontro. Surpresa maior ainda foi quando Márcia
disse que morava em Independência, a menos de 10
km de Três de Maio.
O encontro no final da tarde foi de muita emoção
para mãe e filha, como também para toda
a família. “Eles prepararam tudo muito bem.
Foi uma surpresa muito emocionante rever minha filha e
ainda conhecer meus dois netos”, desabafou, emocionada,
Isoldi, que foi afastada da filha quando ela tinha apenas
oito meses de idade. As duas se viram uma única
um vez, quando Márcia tinha 15 anos. “Estou
revivendo a emoção de 15 anos atrás,
só que hoje ganhei um presente a mais: meus dois
netos”, disse a vó.
Mãe e filha prometeram que de agora em diante não
irão mais se afastar. “Quero recuperar o
tempo que perdi da minha vida sem minha mãe. Nestes
quase 30 anos, nunca convivi com ela. Agora quero que
meus filhos convivam com a minha mãe, uma oportunidade
que eu não tive”, diz Márcia, que
é casada com Everaldo e mãe de Gabriel,
de seis anos, e Djordan, de quatro meses.
ENTENDA
O CASO
Quando
Márcia tinha oito meses, os pais de separaram e
a menina ficou com o pai. Com a separação,
Isoldi foi proibida pelo marido de ver a filha, que passou
a morar na casa dos avós paternos em Três
de Maio. Isoldi continuou residindo em Santa Rosa, e teve
mais dois filhos: Ângela, de 31 anos, e Elpídio,
21.
Ao completar 15 anos, Márcia decidiu, contra a
vontade do pai, procurar pela mãe. “Naquela
época coloquei um anúncio em uma rádio
de Santa Rosa, mas não obtive êxito. Depois
de muita insistência, uma das minhas tias me levou
a Santa Rosa, para conhecer minha mãe”.
Porém, pouco tempo depois, Márcia passou
a residir em Porto Alegre, e acabou perdendo novamente
o contato com mãe.