Ano XX - EDIÇÃO 1093

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HISTÓRIA DA VIDA

Mãe e filha se reencontram
depois de 15 anos


A mãe Isoldi, a filha Márcia e o marido
Everaldo com o pequeno Djordan


Alan, Nina e Tuca, organizadores do encontro, com Isoldi e Márcia

A mãe mora em São Nicolau. A filha, em Independência. Isoldi Wich, 51, e Márcia Luíza Corandini, 29, se reencontraram depois de 15 anos, na última segunda-feira, dia 1º de março. O encontro foi na casa da prima de Márcia, Eliane (a Nina) e Marcos Calixtro (Tuca), em Consolata, distrito de Três de Maio.
Como Isoldi estava visitando familiares em Consolata, Nina viu uma oportunidade em unir mãe e filha novamente. Mas como encontrar a prima Márcia, se a família havia perdindo contato há mais de 15 anos? Então Nina colocou um anúncio na Rádio Cidade Canção FM de Três de Maio, na esperança que Márcia o ouvisse, caso morasse na região.
Para surpresa de Nina, apenas duas horas depois de o anúncio ir ao ar, Márcia ligava para a prima para marcar um encontro. Surpresa maior ainda foi quando Márcia disse que morava em Independência, a menos de 10 km de Três de Maio.
O encontro no final da tarde foi de muita emoção para mãe e filha, como também para toda a família. “Eles prepararam tudo muito bem. Foi uma surpresa muito emocionante rever minha filha e ainda conhecer meus dois netos”, desabafou, emocionada, Isoldi, que foi afastada da filha quando ela tinha apenas oito meses de idade. As duas se viram uma única um vez, quando Márcia tinha 15 anos. “Estou revivendo a emoção de 15 anos atrás, só que hoje ganhei um presente a mais: meus dois netos”, disse a vó.
Mãe e filha prometeram que de agora em diante não irão mais se afastar. “Quero recuperar o tempo que perdi da minha vida sem minha mãe. Nestes quase 30 anos, nunca convivi com ela. Agora quero que meus filhos convivam com a minha mãe, uma oportunidade que eu não tive”, diz Márcia, que é casada com Everaldo e mãe de Gabriel, de seis anos, e Djordan, de quatro meses.

ENTENDA O CASO

Quando Márcia tinha oito meses, os pais de separaram e a menina ficou com o pai. Com a separação, Isoldi foi proibida pelo marido de ver a filha, que passou a morar na casa dos avós paternos em Três de Maio. Isoldi continuou residindo em Santa Rosa, e teve mais dois filhos: Ângela, de 31 anos, e Elpídio, 21.
Ao completar 15 anos, Márcia decidiu, contra a vontade do pai, procurar pela mãe. “Naquela época coloquei um anúncio em uma rádio de Santa Rosa, mas não obtive êxito. Depois de muita insistência, uma das minhas tias me levou a Santa Rosa, para conhecer minha mãe”.
Porém, pouco tempo depois, Márcia passou a residir em Porto Alegre, e acabou perdendo novamente o contato com mãe.


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