Ano XX - EDIÇÃO 1092

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QUALIFICAÇÃO

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Programa para
capacitar a mulher agricultora

Mulheres da Comunidade de Santo Antônio - Consolata são contempladas pelo Programa ‘Com
licença vou à luta’ do CNA, Senar e Sindicato Rural

Dez agricultoras da comunidade interiorana de Santo Antônio, Consolata, em Três de Maio, fazem parte de um grupo de mulheres que estão marcando a história de agricultoras gestoras da propriedade no campo. Isto porque são a segunda turma do Rio Grande do Sul a fazer parte do programa ‘Com licença vou à luta’ , idealizado pela presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu, vinculado ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e organizado pelo Sindicato Rural de Três de Maio.
A aula inaugural ocorreu na sexta-feira passada, dia 19, no salão da comunidade de Santo Antônio, com a presença da coordenadora nacional do Senar e do programa, Lurdes Henemann, a analista de promoção social do Senar/RS Daniela Wegner, o supervisor regional do Senar/RS Diego Coimbra, o presidente do Sindicato Rural de Três de Maio, Gilberto Marasca, e o instrutor do programa Marcelino Colla.
De acordo com Lurdes Henemann, o programa é voltado exclusivamente para as mulheres agricultoras, com o foco na área de gestão rural. “O objetivo é capacitar as mulheres para que possam participar mais das decisões que envolvem a atividade na agricultura e maior capacidade de argumentação com os maridos. Com isso, todos ganham, e é justamente a ideia central do projeto.”
O programa ainda está sendo desenvolvido em uma forma piloto, explica o supervisor geral do Senar/RS Diego Coimbra. “Aqui no estado a primeira turma contemplada com o curso é do município de Tupanciretã. Esta turma aqui de Santo Antônio é a segunda que está tendo a oportunidade.”
No restante do Brasil, há outros cinco estados que estão com os cursos em andamento.
A participação do Senar no programa, segundo a analista de promoção social Daniela Wegner, se dá como a ponte entre o instrutor e a coordenação da entidade em Brasília. “Dispomos da instrutoria, que oferecerá o apoio técnico às participantes no andamento dos módulos”.


‘O sucesso das propriedades é
resultado do trabalho em conjunto’

Conforme o intrutor do curso Marcelino Colla, o curso é dividido em cinco módulos, com duração de um dia cada um, no intervalo de uma semana. Os assuntos abordados, segundo o instrutor, envolvem conteúdos técnicos e de desenvolvimento humano, habilitando as mulheres rurais a empreenderem na atividade de gestão.
Os temas dos módulos são: empreendedorismo, desenvolvendo competências para aplicação no próprio negócio; financeira; liderança; noções gerais de legislação ambiental e trabalhista, e no último módulo será elaborado um plano de negócio, para ser implementado na propriedade de cada uma das participantes. “Proporcionaremos várias atividades vivenciais e dinâmicas que possibilitem independência financeira, contribuindo para o aumento da renda familiar com melhorias na eficiência de gestão. Acredito no somatório das forças; o sucesso das propriedades acontece quando se trabalha junto”, ressalta Colla.

‘Comunidade tem histórico de
participação em cursos’

A escolha da comunidade de Santo Antônio para ser uma das pioneiras no programa se deu, entre outros motivos, pela grande participação das agricultoras em cursos oferecidos pelo Senar, em diversas áreas, segundo Coimbra. “As agricultoras desta comunidade são muito organizadas e procuram participar de vários cursos durante o ano”, justifica.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Três de Maio, Gilberto Marasca, a escolha de Três de Maio para sediar a segunda turma do curso no estado se deu, além do citado acima por Coimbra, pelo estreito relacionamento que a entidade local mantém com o Senar estadual e o sério trabalho que desenvolve. “Somos um dos sindicatos que prestam contas de todos os cursos que realizam, e todos são aprovados. Isso é um fato que nos favorece. Outro ponto foi de termos um instrutor do programa aqui da nossa cidade. Aí coube ao sindicato escolher em qual comunidade oferecer o curso.”


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