Ano XX - EDIÇÃO 1092

J. Semanal
Capa
J.Morais
Economia
Do Leitor
Notas
Click Social
Opinião
Registro Jurídico
Plantão Policial
Classificados
Esportes
TGIF
Equipe
Serviços
Busca
Tempo
Bancos
Tradutor
Gov. Estadual
Receita Federal
Busca por CEP
Dicionário
Diversos
Chat Terra
Mensagens Virtuais
Horóscopo Diário
Infantil
Downloads
Empresa
Expediente
Histórico
Ed. Anteriores
Fale Conosco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JOÃO SENO BACH

Publicidade

À GUISA DE COMENTÁRIO – VIAGEM – Do cão. Por causa da distância: 2.400 quilômetros. 86 ou 87 horas em cima de um ônibus: ida e volta. Mas a vida do mortal, às vezes, exige isso e até mais. A vida impõe esse tipo de sacrifício, ainda mais quando, pela quarta vez, se é guindado à condição de vovô. As alegrias compensam qualquer sacrifício. Foi uma maratona essa durante a minha suspensão temporária de atividades. Mas tinha que ser assim. É preferível que seja assim do que diferente e pior. O pequeno Ryan Marconi merece isso. De tudo se podem tirar lições, sobretudo, de viagens. Do contrário, as pessoas não viajariam. Não haveria turistas. Da minha ida – pela segunda vez – a Sorriso, no Mato Grosso, tirei boas lições e aprendizagens. Posso garantir-lhes que lá como aqui existem problemas, as pessoas se comportam praticamente do mesmo jeito e cobram providências das autoridades, xingam o governo e se queixam, embora o padrão econômico esteja em outro patamar. A falta de conformidade faz parte da essência humana. No dia em que as estradas forem pavimentadas de prata, o povo as quer de ouro. Então, ninguém espere celebrar o dia em que todos estejam felizes e realizados.
ORÇAMENTO DE PESO – Justamente, nos dias em que estive em Sorriso, a Câmara de Vereadores aprovou o orçamento de 2009. A previsão orçamentária era de R$ 96 milhões, mas a receita do ano passado alcançou R$ 112 milhões, cerca de 15% a maior. Motivo para que um vereador perorasse da tribuna: “Isso é crise?” Logo percebem que a nossa realidade é diferente da realidade de lá: a nossa arrecadação – a de Três de Maio – foi a menor em torno de 15%. Mesmo assim, lá também não há dinheiro para tudo, porque as necessidades são outras. A previsão orçamentária de 2010 é de R$ 122 milhões, mas pretendem os cofres sorrisenses arrecadar R$ 130 milhões.
MOVIMENTO DESUSADO – Coincidiu a minha ida àquela região do País com o início da safra de soja. Lá em janeiro já se colhe soja, mas a safra deve se prolongar ao longo dos meses de fevereiro e março. Mas a quantidade da oleaginosa que se colhe naquelas paragens é tanta que o trânsito fica literalmente congestionado. Havia o perigo de perder-se parte da colheita por causa do excesso de chuvas. Chove todo dia, quase. Quando faz um dia de sol, amigo, o movimento redobra.
PREÇOS PRATICADOS – Se a produtividade é alta – até 65 sacas por hectare –, os preços do produto são aviltantes. A cotação da soja estava em R$ 25 a saca, enquanto permanecia em Sorriso. Enquanto isso, o milho da safrinha – que é plantado na resteva da soja – estava sendo vendido a R$ 7,50 e R$ 8,00 a saca. Claro, que com esses preços só comercializa o produto quem está com a corda no pescoço. A sorte dos produtores do Mato Grosso é que não se perde safra.
ESTRADAS – Os produtores rurais de Sorriso criticam o mau estado das estradas. Então, vem aquela história: o município tem um orçamento cavalar, mas a administração municipal não dá conta de arrumar as estradas, porque a quilometragem de estradas de chão é elevada e, nesta época do ano, chove quase todos os dias. Eu pessoalmente, adentrei uma chácara – 60 hectares – onde o acesso por estrada de chão era praticamente intransitável. Nos dias em que me demorei em Sorriso o governo estadual andou distribuindo máquinas para 141 municípios, das quais seis tiveram o destino em Sorriso. Na verdade, muito dinheiro multiplica as exigências.
LEITURAS – Conservo o velho vício – ou seria hábito? – da leitura, quando mais folgado. Nesta STA em Sorriso, pude me refestelar com a leitura de três obras: a Farsa – romance policial de autoria de Christopher Reich; O Monge e o Executivo, de James Hunter e de César Millan li O Amestrador de Cães. Cerca de 800 páginas. Agora, entendo até de cachorros e nem por isso seria o Professor Sabe Tudo. A leitura é um deleite, um lazer, para quem gosta. A par disso, houve as comilanças preparadas por gaúchos radicados lá em cima que gostam de agradar. Ainda não foi dessa vez que comemos jacaré.
SE OS SORRISENSES TORCEM? – Podem acreditar, o saudosismo é uma coisa muito forte: quando você está longe do seu torrão natal, a saudade bate forte – eu já senti isso pessoalmente. Os sorrisenses gaúchos torcem fanaticamente pelas equipes gaúchas: Inter e Grêmio. Há torcedores de todo jeito. Só um exemplo: a minha filha, que nunca demonstrou fanatismo por nenhum time, colocou no quarto do nenê uma plaquinha: Aqui dorme um Colorado. É a necessidade de extravasar a saudade.
PREÇO DA GASOLINA – De volta aos pagos, leio a manchete: Brasil volta a importar gasolina após 40 anos. De onde? Da Venezuela. Não sei se seria para ajudar a melhorar a péssima economia do camarada Hugo Chávez. A Petrobrás alega que é em função de problemas com o etanol. Seja como for, é uma anomalia. O que gostaria de frisar, para finalizar meu relato de viagem, é que em nenhum lugar ao longo dos 2.400 quilômetros vi preço superior da gasolina ao praticado em Três de Maio. Pudera!

Jornal Semanal | Todos os direitos reservados - 2010®
www.jsemanal.com.br | jsemanal@abinet.com.br

design
vaghetti - Atualizado pela Diagramação Jornal Semanal
:: Capa :: :: Capa :: :: Capa ::