Ano XX - EDIÇÃO 1090

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REGIÃO NOROESTE

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Calor provoca redução
na produção leiteira
Em Três de Maio, Emater calcula perdas que variam de 5% a 30%,
conforme a disponibilidade das pastagens para o gado leiteiro

Em todo o estado, produtores de leite contabilizam perdas na produção devido à estiagem. Nos dias de calor forte, a produção leiteira foi 20% menor do que o normal para a época, quando já há a redução sazonal do período. Porém, segundo especialistas do setor, em temperaturas de 38°C e sensação térmica ainda mais alta, o rendimento dos animais pode cair até 30%.
Segundo o presidente da Comissão de Leite da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues, com as altas temperaturas o rebanho se alimenta menos o que prejudica a formação do leite.
Uma dica ao produtor é adequar a propriedade, criando estruturas que ofereçam bem-estar aos animais, como áreas com água e sombra. Movimentar os animais em momentos de menos calor também é indicado, já que o estresse calórico é um dos mais fortes agentes contra o bom desempenho dos ventres.
Os animais de maior potencial produtivo são os que mais apresentam perdas.
Na região da Grande Santa Rosa, onde está localizada a maior bacia leiteira gaúcha, cerca de 80% do rebanho é formado por ventres da raça Holandesa. Segundo o agrônomo Flávio Fagundes, supervisor regional da Emater, a média de rendimento nos dias mais quentes cai 10%. Como a região produz cerca de 1,8 milhão de litros ao dia, o impacto não é pequeno.
Em Três de Maio, segundo a Emater local, as perdas variam de 5% a 30%. Segundo o técnico agrícola Nelci Recalcatti, a chuva de segunda-feira, 8, foi fraca e insuficiente para que as pastagens se recuperassem.
Conforme Recalcatti, muitos produtores já estão utilizando silagem, o que não deveria ocorrer, pois a silagem é importante no período do inverno.


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