Calor
provoca redução
na produção leiteira
Em Três de Maio, Emater
calcula perdas que variam de 5% a 30%,
conforme a disponibilidade das pastagens para o gado leiteiro
Em todo o estado, produtores de leite contabilizam perdas
na produção devido à estiagem. Nos
dias de calor forte, a produção leiteira foi
20% menor do que o normal para a época, quando já
há a redução sazonal do período.
Porém, segundo especialistas do setor, em temperaturas
de 38°C e sensação térmica ainda
mais alta, o rendimento dos animais pode cair até
30%.
Segundo o presidente da Comissão de Leite da Federação
da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul),
Jorge Rodrigues, com as altas temperaturas o rebanho se
alimenta menos o que prejudica a formação
do leite.
Uma dica ao produtor é adequar a propriedade, criando
estruturas que ofereçam bem-estar aos animais, como
áreas com água e sombra. Movimentar os animais
em momentos de menos calor também é indicado,
já que o estresse calórico é um dos
mais fortes agentes contra o bom desempenho dos ventres.
Os animais de maior potencial produtivo são os que
mais apresentam perdas.
Na região da Grande Santa Rosa, onde está
localizada a maior bacia leiteira gaúcha, cerca de
80% do rebanho é formado por ventres da raça
Holandesa. Segundo o agrônomo Flávio Fagundes,
supervisor regional da Emater, a média de rendimento
nos dias mais quentes cai 10%. Como a região produz
cerca de 1,8 milhão de litros ao dia, o impacto não
é pequeno.
Em Três de Maio, segundo a Emater local, as perdas
variam de 5% a 30%. Segundo o técnico agrícola
Nelci Recalcatti, a chuva de segunda-feira, 8, foi fraca
e insuficiente para que as pastagens se recuperassem.
Conforme Recalcatti, muitos produtores já estão
utilizando silagem, o que não deveria ocorrer, pois
a silagem é importante no período do inverno.