Ano XX - EDIÇÃO 1085

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – CUIDAR DA NATUREZA – É preciso. A nossa geração é daquelas que não se preocupava com a natureza. O que já não aconteceu com a geração de nossos filhos. Ninguém tinha dó de derrubar árvores, de desmatar irracionalmente, as águas não eram respeitadas. Jogavam-se químicos dentro e toda fauna aquática se perdia. Não havia poluição por emissão de gases. Foi um descalabro ecológico. Até que, de repente, nas décadas de 80 e 90 abriram-se os olhos de um Lutzenberger e vozes isoladas começaram a se levantar em defesa do meio ambiente. É que a poluição crescia a olhos vistos, com a emissão de gases, em consequência do crescimento do volume de veículos e de máquinas poluidoras. Vieram os descalabros climáticos ao redor do mundo. Veio o Protocolo de Quioto, em 1997, para o qual muito poucos deram bola. E tudo continuou como dantes no Quartel de Abrantes. Agora, para tentar dar um basta nessa derrocada ecológica, ou ao menos limitar a emissão do dióxido de carbono, tido como o culpado pelo efeito estufa, culpado pelo aquecimento global, culpado pelas intempéries, a Conferência do Clima de Copenhague, entre 08 e 18 de dezembro, na capital da Dinamarca. Hoje, os governantes de todo mundo precisam tentar segurar essa avalancha de desrespeito que destrói o universo, gastando muito dinheiro.
HOJE, OS POLÍTICOS E HOMENS PÚBLICOS NÃO SÓ PRECISAM SER HONESTOS, MAS TAMBÉM PRECISAM PARECER HONESTOS.
ANO DIFÍCIL
– No rescaldo de 2009, convém admitir que foi um ano difícil, sob todos os aspectos. Veio rotulado com a crise mundial, a estiagem prejudicou a agricultura gaúcha e o resultado foram muitos milhões de prejuízos, preços aviltantes das commodities. E, se tudo isso não bastasse, os vendavais, chuvas em excesso, um inverso rigoroso, enchentes, tornados, estragos, danos bilionários. Mas a vida continua. A vida é feita desses contrastes. Talvez, no ano que vem seja melhor. Ao menos, essa é a esperança, que não pode morrer.
DO PALÁCIO – É quase humanamente impossível suportar o ritmo da locomotiva que traciona o Palácio Municipal. Se a máquina puxa, os vagões têm que acompanhar. O ano de 2009 foi, deveras, trepidante. E, devagarinho, os resultados vêm vindo. A Área Industrial II já é realidade. Na semana passada, foi paga a primeira parcela, no valor de R$ 152.307,50, aos ex-proprietários dos 13,2 hectares adquiridos. O próximo passo deverá ser a compra de uma área de 12,5 hectares para implantação de um núcleo habitacional de moradia popular. Ainda neste ano. Todos trabalharam, neste ano, e muito, no Executivo e no Legislativo. Para o bem de Três de Maio, apesar das intempéries.
A FRASE PARECE CORRETA: O ESCORPIÃO SE MATA COM O PRÓPRIO VENENO.
EXAGEROS
– Em face de radicalismos dos ecologistas e ambientalistas, cometem-se exageros. Praticamente tudo está proibido. Não se pode derrubar uma árvore sem permissão. Construir, então, nem se fala. A locação de indústrias é uma verdadeira maratona. O pior de tudo, é grande a preocupação dos pequenos empresários, dos microempresários industriais, há décadas instalados, de repente, são banidos pela Fepam. As empresas são lacradas. Nesse caso, deveria haver bom senso, porque a maioria não tem recursos, porque são empresas artesanais, muitas delas familiares, e não tem como buscar um novo endereço. Precisaria haver mais compreensão, porque a economia dos municípios também perde em arrecadação, se perdem empregos e perde-se receita. Devagar com o andor.
ESTÁ PROVADO QUE O CATASTROFISMO EXISTE: BASTA VER O QUE ACONTECEU NO ENCERRAMENTO DO CAMPEONATO BRASILEIRO NO ESTÁDIO COUTO PEREIRA, EM CURITIBA. Quantas vezes foram repetidas aquelas cenas lamentáveis, que ninguém deveria ver?
ADVERTÊNCIA: “Se vocês da América Latina se desejam aproximar do Irã devem observar com cuidado quais poderão ser as consequências”. A advertência é da ministra Hillary Clinton. É o que pressentia, quando Lula recebeu com pompa o presidente do Irã. Realmente, houve alguns lances diplomáticos equivocados no Palácio do Planalto, ultimamente. Também errou o presidente ao usar palavrões em discurso, tanto é verdade que dona Marisa Letícia ficou contrariada.
NATAL DE PAZ E HARMONIA – Em alemão existe um ditado que, traduzido, diz mais ou menos assim: quem cava uma fossa para os outros cair, ele mesmo cai nela. A prática nos ensina que essa é a pura verdade. Isso deve servir de advertência para aqueles que gostam de ver a caveira do próximo. Vamos esquecer tudo isso, quando o Natal e o Ano Novo nos convidam para a confraternização, para a paz e a harmonia.

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