Sedentarismo
O
sedentarismo já é considerado a doença do
próximo milênio, definido como a falta ou a diminuição
da atividade física, uma forma de vida em que o indivíduo
não faz nenhum esforço físico. É o
termo usado para designar o estilo de vida moderno, em que o
ser humano, devido ao grande avanço da tecnologia, precisa
pouco ou quase nada de esforço físico para conseguir
meios necessários para a manutenção da vida.
A vida sedentária provoca literalmente o desuso dos sistemas
funcionais. O aparelho locomotor e os demais órgãos
e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividades
físicas entram em um processo de regressão funcional,
caracterizando, no caso dos músculos esqueléticos,
um fenômeno associado à atrofia das fibras musculares, à perda
da flexibilidade articular, além do comprometimento funcional
de vários órgãos.
O sedentarismo é a principal causa do aumento da incidência
de várias doenças, tais como a hipertensão
arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol,
infarto do miocárdio e é considerado o principal
fator de risco para a morte súbita.
A prática regular de atividade física apresenta uma relação
inversa com risco de doenças crônico-degenerativas e tem um efeito
positivo na qualidade de vida e no bem-estar físico e mental de um indivíduo.
Países desenvolvidos, por meio de instituições e organizações,
têm concentrado seus esforços na área da saúde pública
e na prevenção de várias doenças, como as coronarianas
e a hipertensão. Para tanto, tem sido dada ênfase à redução
do sedentarismo, mediante planos de adoção de atividade física
regular para melhoria da saúde individual e coletiva.
Para atingir o mínimo de atividade física semanal, existem várias
propostas que podem ser adotadas de acordo com as possibilidades ou conveniências
de cada uma. Praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar,
fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola é uma
proposta válida para evitar o sedentarismo e importante para melhorar
a qualidade de vida. Recomenda-se a realização de exercícios
físicos de intensidade moderada durante 40 a 60 minutos de 3 a 5 vezes
por semana, lembrando que a prática regular de atividades físicas
ajuda a melhorar a autoestima. Por isso deve ser de maneira agradável
e consciente, mantendo sempre uma frequência respeitando seus limites.
Talita
Barros
Acadêmica do curso de Educação
Física, cadeira de Atividades Físicas e Promoção
da Saúde II. |
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