Ano XX - EDIÇÃO 1081

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Sedentarismo

O sedentarismo já é considerado a doença do próximo milênio, definido como a falta ou a diminuição da atividade física, uma forma de vida em que o indivíduo não faz nenhum esforço físico. É o termo usado para designar o estilo de vida moderno, em que o ser humano, devido ao grande avanço da tecnologia, precisa pouco ou quase nada de esforço físico para conseguir meios necessários para a manutenção da vida.
A vida sedentária provoca literalmente o desuso dos sistemas funcionais. O aparelho locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividades físicas entram em um processo de regressão funcional, caracterizando, no caso dos músculos esqueléticos, um fenômeno associado à atrofia das fibras musculares, à perda da flexibilidade articular, além do comprometimento funcional de vários órgãos.
O sedentarismo é a principal causa do aumento da incidência de várias doenças, tais como a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol, infarto do miocárdio e é considerado o principal fator de risco para a morte súbita.
A prática regular de atividade física apresenta uma relação inversa com risco de doenças crônico-degenerativas e tem um efeito positivo na qualidade de vida e no bem-estar físico e mental de um indivíduo. Países desenvolvidos, por meio de instituições e organizações, têm concentrado seus esforços na área da saúde pública e na prevenção de várias doenças, como as coronarianas e a hipertensão. Para tanto, tem sido dada ênfase à redução do sedentarismo, mediante planos de adoção de atividade física regular para melhoria da saúde individual e coletiva.
Para atingir o mínimo de atividade física semanal, existem várias propostas que podem ser adotadas de acordo com as possibilidades ou conveniências de cada uma. Praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola é uma proposta válida para evitar o sedentarismo e importante para melhorar a qualidade de vida. Recomenda-se a realização de exercícios físicos de intensidade moderada durante 40 a 60 minutos de 3 a 5 vezes por semana, lembrando que a prática regular de atividades físicas ajuda a melhorar a autoestima. Por isso deve ser de maneira agradável e consciente, mantendo sempre uma frequência respeitando seus limites.

Talita Barros
Acadêmica do curso de Educação
Física, cadeira de Atividades Físicas e Promoção da Saúde II.

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