Ano XX - EDIÇÃO 1079

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – SAUDOSISTAS – Passados vinte anos, uma pesquisa revela que vinte por cento dos alemães orientais são saudosistas. Saudosistas do regime comunista, que vigorou na parte oriental da Alemanha, durante 28 anos – desde 1961 até 1989, quando aconteceu a derrubada do Muro de Berlim – porque não se adaptaram ao trabalho do mundo capitalista. No sistema comunista a economia é estatizada e centralizada. Tudo pertence ao Estado, que dá o emprego. E os saudosistas são aqueles que não evoluíram em seus empregos, que minaram o regime e levaram o comunismo à ruína. Estes vinte por cento de saudosistas ainda não se adaptaram ao mundo competitivo do capitalismo. Mas os 80% dos alemães que querem o seu território livre, sem o Muro da Vergonha, festejaram a derrubada da muralha, no dia 9 de novembro: uma data histórica para o mundo. Afinal de contas, um regime que precisa construir muros, para evitar que seus cidadãos fujam, não pode ser bom. Talvez, os 20% que gostariam de permanecer no regime comunista são aqueles paternalistas conformados, que preferem que o governo tome conta de tudo e faça por eles. Este espírito deve ser universal, talvez, em escala maior ou menor, dependendo da porção do mundo e da cultura do povo. A verdade é que o Muro de Berlim foi uma mancha negra na história mundial.
PAÍS MACHISTA – Comparado com a Argentina, o Brasil é um país machista, politicamente falando. No vizinho país, 40% do Parlamento é constituído de mulheres. A representatividade das mulheres na Câmara dos Deputados, no Brasil, é de apenas 8,6% e no Senado de 11,1%. Na América do Sul, o Brasil é o penúltimo colocado no ranking. E no Congresso Nacional as mulheres não ocupam cargos importantes. Seria sinal de machismo, ou faltaria empenho das mulheres?
MUNICÍPIO MACHISTA? Pelo fato de não haver nenhuma representante feminina na Câmara de Vereadores de Três de Maio, estamos na presença de um município machista? Na verdade, no último pleito as mulheres tentaram, mas não obtiveram êxito. Será culpa delas ou dos eleitores, já que se diz que mulher não vota em mulher?
NÃO FOI DESSA VEZ – Ainda não foi dessa vez que os aposentados e pensionistas do INSS conseguiram a paridade. O Senado aprovou a matéria do senador Paulo Paim, mas não foi apreciada a proposta do senador gaúcho pela Câmara dos Deputados. Assim sendo, a proposta só voltará à votação, em 2011. E os aposentados vão continuar perdendo poder aquisitivo. Uma injustiça que brada aos céus.
MÁXIMA – Esta máxima está consagrada: Quando a economia vai bem, o governo segue em alta. Por isso, que se diz que o povo vota pelo bolso. Nem todos, porém. Há aqueles que votam na sigla, votam na mídia, votam na simpatia, votam na expectativa. Como veem, há várias formas de votar. Votar na expectativa é uma boa iniciativa, mesmo desprezando siglas, porque é preciso haver esperança numa coisa melhor.
DO PALÁCIO – O Palácio Municipal está mostrando dinamicidade. Com essa força motriz as coisas estão acontecendo. Aos poucos, a conta-gotas. Na sexta-feira passada, a assinatura da ordem de serviço para início das obras de reconstrução do ginásio de esportes Cardeal Pacelli. A comunidade esperou dois anos, para que isso acontecesse. Veio o secretário de Obras Públicas, para, de forma transparente, proceder em solenidade a autorização para o início da recuperação. Não demora vêm novas movimentações, porque a máquina não para. A locomotiva continua a sua trajetória de conquistas. É que estamos em nova era.
OS RADICAIS NÃO RESPEITAM NADA, NEM NINGUÉM. PARA ELES VALE O RESULTADO.
AÍ É QUE MORA O PERIGO
– “Amanhã, acadêmicos desavisados e políticos gananciosos poderão passar a defender a adoção do modelo chinês nas democracias ocidentais, hoje tão pouco operantes”. Aí é que mora o perigo, porque lá na China os capitalistas de todo mundo se uniram e transformaram os centros produtivos em novas senzalas. É que lá o povo trabalha pela subsistência. Lá os custos de produção se tornaram mínimos e a falta de direitos sociais não comove e nem a supressão da liberdade.
NOVO PREJUÍZO – Os produtores rurais tiveram novo prejuízo na presente safra do trigo, por causa das condições climáticas desfavoráveis, durante a colheita, sobretudo, no Estado do Paraná, onde cerca de dois milhões de toneladas do cereal são de baixa qualidade, que serão destinados a ração animal. No Rio Grande do Sul, por paus e por pedras, os prejuízos foram menores, porque o tempo foi menos inclemente na safra. Mesmo assim, os preços não ajudam. Há explicação para tudo isso? Dá para produzir trigo por R$ 21,00 a saca de 60 quilos? Perguntem aos triticultores.
CUIDADO COM AQUELES QUE TRANSFORMAM MENTIRAS EM VERDADES. AS MEIAS-VERDADES TAMBÉM SÃO QUASE MENTIRAS. HÁ MUITOS QUE GOSTAM DE TRANSITAR NESTE TERRITÓRIO SOMBRIO.

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