Ano XX - EDIÇÃO 1078

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – QUEREM SILENCIAR-ME – Na verdade, o ser humano é sádico: quer ver o mal do próximo. Os psicólogos expliquem. Então, gostam daqueles que batem e estraçalham a vida de pessoas, de preferência, tidas como honestas. Porque então a retumbância é maior. É o que fizeram com os jornalistas Boris Casoy, Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi. Todos silenciados e cassados a pedido. Bela demonstração, é claro, de liberdade de imprensa! Então, penso que querem silenciar-me também, porque, sem mais nem menos, o meu nome foi parar na tribuna e nas páginas de um jornal. Por nada. Só porque tenho um modesto comentário no rádio e uma coluna modesta em jornal. Não machuco ninguém, não molesto ninguém. E faço isso por alta recreação, porque gosto, e não recebo um vintém por isso e nem aceito pagamento. Não vivo disso. Deixem-me, por favor, em paz, já escrevi publicamente que ensarilhei as armas. Mereço a paz, depois de quase cinco décadas de serviços prestados a Três de Maio, como professor, como agente político e como comunicador. ESQUEÇAM-ME, POR FAVOR, como um dia pediu o ex-presidente João Batista Figueiredo. Ou querem fazer nome em cima das minhas costas? Ou querem me intimidar?
REAL VALORIZADO – O dólar cai quase todo dia e com isso o real se valoriza. Quem sofre as consequências é a exportação. O déficit da balança comercial, na última semana de outubro, foi de R$ 74 milhões. Foi o sexto saldo negativo semanal do ano. A causa disso é a enxurrada de dólares que entra no País, para obter rendimentos especulativos, já que os nossos juros são altos em relação a outro países. Quem sofre as consequências nefastas desta política cambial são as indústrias exportadoras e os exportadores de grãos e carnes.
RECESSÃO – Teria terminado a crise nos Estados Unidos. Pela primeira vez, em outubro, depois de muitos e muitos meses, o PIB norte-americano foi positivo. Seria um sinal claro de que a recessão terminou e a crise, que assuntou os quatro quadrantes do planeta, terminou e a economia volta à normalidade.
ALTA EM 2010 – O crescimento econômico brasileiro deve atingir algo em torno de 5% no ano que vem. O ano de 2009 foi difícil, com crescimento próximo de zero. Evidentemente, esta perspectiva é otimista. E não parte da equipe econômica do governo que é muito espetaculosa. Tomara que a economia tome novos rumos, para que haja mais oportunidade de trabalho e mais receita e mais capacidade de investimento.
EXPORTAÇÕES – Caíram 10,5% em setembro as exportações gaúchas, ficando o Rio Grande do Sul em terceiro lugar no ranking nacional, atrás de São Paulo e Minas Gerais. O câmbio é o principal entrave para a exportação gaúcha, entre outros. São penalizadas, principalmente, as empresas exportadoras de móveis, calçados, produtos metal-mecânicos, grãos e carnes. Assim sendo, a política cambial precisa ser priorizada pelo governo como uma forma de apoio à exportação. A cotação do dólar deveria estar na faixa de R$ 1,90 a R$ 2,10. E isso é possível, desde que os fatores econômicos sejam manipulados corretamente.
APOSENTADOS QUEREM JUSTIÇA – Volta e meia volta ao noticiário a pressão dos aposentados e pensionistas que querem paridade, que querem justiça. Há anos, os aposentados têm seus vencimentos reduzidos de ano para ano. Existe no Congresso Nacional uma proposta que pretende que os aumentos do salário mínimo sejam também atribuídos aos vencimentos dos aposentados e pensionistas. Se a matéria não for votada, agora, só lá em 2011, depois das eleições, no outro mandato. Que falta de sensibilidade com aqueles que contribuíram a vida inteira com os cofres da Previdência Social! O pior é que o governo quer barrar o projeto de reajuste das aposentadorias.
CADA UM REAL DADO AOS APOSENTADOS SIGNIFICA UM GASTO DE R$ 1 BILHÃO A MAIS PARA OS COFRES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL.
O FUTEBOL GAÚCHO É UM MAU EXEMPLO. OS SALÁRIOS SÃO BONS, PARA NÃO DIZER ÓTIMOS, MAS NÃO SE ADOTA A POLÍTICA DE RESULTADOS.
QUAL A OPÇÃO?
– Começa o período ótimo para plantio de soja. Os produtores estão otimistas, porque os insumos estão bem mais em conta do que na safra passada. Isso faz concluir que a área de plantio de soja vai aumentar, mesmo porque a cotação do milho está baixa e praticamente não existem outras opções. A decepção, de novo, foi o trigo, cuja cotação de mercado está bem abaixo do preço mínimo.
DO PALÁCIO – Todas as semanas vêm boas notícias do Palácio Municipal. Lá a locomotiva não para. Por esses tempos pinta a assinatura de convênios para reconstrução do ginásio de esportes Cardeal Pacelli, a construção do anel rodoviário e a exoneração fiscal do Fundopem. Estes objetivos vêm sendo perseguidos tenazmente, desde 25 de abril passado, quando foram assinados os protocolos, na abertura oficial da XI Expofeira do Agronegócio. Agora, o Palácio Municipal busca implementar o Programa de Produtividade e Qualidade do Setor Lácteo 2010-2020. Uma administração pública precisa ter projetos e ousadia.

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