Ano XX - EDIÇÃO 1077

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – RÉPLICA – Pelo cálculo dos meus botões está havendo uma réplica nesta insurreição. Isso não deixa de ser uma verdadeira armação. Talvez, até uma orquestração. Se deu certo na Capital, como é que não daria certo no Interior? Só que a réplica não vai encontrar moleza. Haverá contraponto, porque todos têm cauda. Nem sempre leva a melhor quem faz mais barulho. Então, esta cascata que está acontecendo poderá ter o destino do escorpião, que se mata com o próprio veneno. As pessoas esclarecidas e de bom senso sabem muito bem que os cascateiros querem o fígado dos que trabalham pelo bem do povo. E se afogam no veneno da dor de cotovelo, quando os bons resultados aparecem. Aí usam de expedientes rasteiros para envenenar a opinião pública. E é aí que o escorpião se mata com o próprio veneno. Estes cascateiros irresponsáveis querem o seu próprio benefício e não o da coletividade. Isto todos estão vendo por muitos e muitos anos. A experiência ensinou que mais vale um fuxico do que uma ação comunitária. Para os cascateiros, que querem estragar a água para quem quer nadar para frente. Mas não pensem que vão ter vida mansa.
“ Um governo não se mede pelos ataques da oposição e sim pelos resultados que chegam às famílias”. Otomar Vivian, chefe da Casa Civil, na convenção do PSDB, no domingo passado.
DO PALÁCIO – A migração dos telefones celulares da prefeitura para uma instituição bancária gerou um princípio de insatisfação por parte de um reduzido número de usuários. No entanto, a medida mostra a responsabilidade do gestor público transparente, que é responsável pelas ações palacianas, tanto nos acertos como nos erros. A inadimplência dos beneficiários é um erro – um número razoável de munícipes usava o telefone celular sem pagar os serviços. Cabe ao prefeito coibir o erro, para evitar futuras complicações para a administração municipal e para si. A Lei de Responsabilidade Fiscal está aí para isso. Certo o prefeito, errados os inadimplentes, que prejudicaram os bons pagadores. Até um vereador de oposição concorda com a medida.
RETORNO PÍFIO – A maioria da população não sabe que apenas 6% do que é produzido no Município retorna ao Município, em forma de devolução da União. De cada R$ 100,00 apenas R$ 6,00 voltam para serem usados em serviços públicos, como saúde, educação, assistência social e investimentos. É um retorno pífio. É por isso que muitos prefeitos estão demitindo ocupantes de cargos de confiança, estão cortando funções gratificadas e atrasam os vencimentos do funcionalismo e não podem honrar o 13° salário do funcionalismo e dos fornecedores. E em fazer investimentos nem falar.
NO ENTANTO – Especialistas apontam que o Brasil será o maior país agrícola nos próximos 15 anos. A taxa de produtividade média nacional é a melhor do mundo e o crescimento anual da safra vem do incremento do rendimento. Verdade ou não, temos que esperar 15 anos. Na verdade, o setor primário não está sendo privilegiado: há muitas exigências, quer dizer, cobranças e poucos impulsos oficiais. Além disso, os preços dos produtos primários estão baixos, enquanto o real está supervalorizado, prejudicando a exportação de produtos primários, quase sempre, in natura.
POIS ANTOINE DE SAINT EXUPÉRY ESCREVEU NO PEQUENO PRÍNCIPE: “A GENTE É RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVOU”. OS ESCRIBAS DE TODAS AS ALDEIAS TAMBÉM SÃO RESPONSÁVEIS POR AQUILO QUE ESCREVEM.
FISCALIZAÇÃO
– O presidente Lula se queixou da fiscalização no País: “País está travado por excesso de fiscalização”. Quem diria! E o que os governantes e gestores públicos vão dizer da burocracia no País? Obras ficam travadas meses e anos, por causa da maldita burocracia. Pelo visto é preciso mexer na fiscalização e na burocracia. Claro, que ninguém quer que as obras sejam executadas a toque de caixa, mas com agilidade.
CIDADE JARDIM, CIDADE CANÇÃO, BERÇO DA CANÇÃO ESTUDANTIL E OUTROS CODINOMES JÁ FORAM ADOTADOS POR TRÊS DE MAIO, MAS NÃO VINGARAM. Por que insistir com Cidade Jardim? Precisamos buscar uma identidade menos poética e mais pragmática.
PLANO DIRETOR – Para os que não sabem e atiram às cegas, o Plano Diretor de Três de Maio está baixado na Câmara de Vereadores. O Projeto de Lei n° 73/2006 – proposta inicial – tendo sido aprimorada, em março de 2008, continua baixado. O Poder Legislativo entendeu de não aprová-lo, porque são esperadas mudanças. O que cumpre aclarar é que a renovação do contrato com a Corsan não tem nada a ver com o Plano Diretor. Todos os esforços estão sendo canalizados para que o Plano Diretor seja aprovado e para que a renovação de contrato com a Corsan aconteça o quanto antes.

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