
À GUISA
DE COMENTÁRIO – RÉPLICA – Pelo cálculo
dos meus botões está havendo uma réplica
nesta insurreição. Isso não deixa de ser
uma verdadeira armação. Talvez, até uma
orquestração. Se deu certo na Capital, como é que
não daria certo no Interior? Só que a réplica
não vai encontrar moleza. Haverá contraponto, porque
todos têm cauda. Nem sempre leva a melhor quem faz mais
barulho. Então, esta cascata que está acontecendo
poderá ter o destino do escorpião, que se mata
com o próprio veneno. As pessoas esclarecidas e de bom
senso sabem muito bem que os cascateiros querem o fígado
dos que trabalham pelo bem do povo. E se afogam no veneno da
dor de cotovelo, quando os bons resultados aparecem. Aí usam
de expedientes rasteiros para envenenar a opinião pública.
E é aí que o escorpião se mata com o próprio
veneno. Estes cascateiros irresponsáveis querem o seu
próprio benefício e não o da coletividade.
Isto todos estão vendo por muitos e muitos anos. A experiência
ensinou que mais vale um fuxico do que uma ação
comunitária. Para os cascateiros, que querem estragar
a água para quem quer nadar para frente. Mas não
pensem que vão ter vida mansa.
“
Um governo não se mede pelos ataques da oposição
e sim pelos resultados que chegam às famílias”.
Otomar Vivian, chefe da Casa Civil, na convenção
do PSDB, no domingo passado.
DO PALÁCIO – A migração dos telefones
celulares da prefeitura para uma instituição bancária
gerou um princípio de insatisfação por parte
de um reduzido número de usuários. No entanto, a
medida mostra a responsabilidade do gestor público transparente,
que é responsável pelas ações palacianas,
tanto nos acertos como nos erros. A inadimplência dos beneficiários é um
erro – um número razoável de munícipes
usava o telefone celular sem pagar os serviços. Cabe ao
prefeito coibir o erro, para evitar futuras complicações
para a administração municipal e para si. A Lei de
Responsabilidade Fiscal está aí para isso. Certo
o prefeito, errados os inadimplentes, que prejudicaram os bons
pagadores. Até um vereador de oposição concorda
com a medida.
RETORNO PÍFIO – A maioria da população
não sabe que apenas 6% do que é produzido no Município
retorna ao Município, em forma de devolução
da União. De cada R$ 100,00 apenas R$ 6,00 voltam para serem
usados em serviços públicos, como saúde, educação,
assistência social e investimentos. É um retorno pífio. É por
isso que muitos prefeitos estão demitindo ocupantes de cargos
de confiança, estão cortando funções
gratificadas e atrasam os vencimentos do funcionalismo e não
podem honrar o 13° salário do funcionalismo e dos fornecedores.
E em fazer investimentos nem falar.
NO ENTANTO – Especialistas apontam que o Brasil será o
maior país agrícola nos próximos 15 anos.
A taxa de produtividade média nacional é a melhor
do mundo e o crescimento anual da safra vem do incremento do rendimento.
Verdade ou não, temos que esperar 15 anos. Na verdade, o
setor primário não está sendo privilegiado:
há muitas exigências, quer dizer, cobranças
e poucos impulsos oficiais. Além disso, os preços
dos produtos primários estão baixos, enquanto o real
está supervalorizado, prejudicando a exportação
de produtos primários, quase sempre, in natura.
POIS ANTOINE DE SAINT EXUPÉRY ESCREVEU NO PEQUENO PRÍNCIPE: “A
GENTE É RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVOU”.
OS ESCRIBAS DE TODAS AS ALDEIAS TAMBÉM SÃO RESPONSÁVEIS
POR AQUILO QUE ESCREVEM.
FISCALIZAÇÃO – O presidente Lula se queixou
da fiscalização no País: “País
está travado por excesso de fiscalização”.
Quem diria! E o que os governantes e gestores públicos vão
dizer da burocracia no País? Obras ficam travadas meses
e anos, por causa da maldita burocracia. Pelo visto é preciso
mexer na fiscalização e na burocracia. Claro, que
ninguém quer que as obras sejam executadas a toque de caixa,
mas com agilidade.
CIDADE JARDIM, CIDADE CANÇÃO, BERÇO DA CANÇÃO
ESTUDANTIL E OUTROS CODINOMES JÁ FORAM ADOTADOS POR TRÊS
DE MAIO, MAS NÃO VINGARAM. Por que insistir com Cidade Jardim?
Precisamos buscar uma identidade menos poética e mais pragmática.
PLANO DIRETOR – Para os que não sabem e atiram às
cegas, o Plano Diretor de Três de Maio está baixado
na Câmara de Vereadores. O Projeto de Lei n° 73/2006 – proposta
inicial – tendo sido aprimorada, em março de 2008,
continua baixado. O Poder Legislativo entendeu de não aprová-lo,
porque são esperadas mudanças. O que cumpre aclarar é que
a renovação do contrato com a Corsan não tem
nada a ver com o Plano Diretor. Todos os esforços estão
sendo canalizados para que o Plano Diretor seja aprovado e para
que a renovação de contrato com a Corsan aconteça
o quanto antes.
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