Ano XX - EDIÇÃO 1076

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – A POLÍTICA FRATRICIDA – A política da maioria das comunidades é fratricida. O que se entende com isso? Irmão luta contra irmão. Irmão odeia irmão. Tudo por causa de uma miserável sigla. Tudo por causa de interesses ideológicos e partidários. São poucos os políticos que conseguem pensar comunitariamente. Isso a nível municipal, estadual e nacional. Nos municípios, as facções se digladiam – o que uns fazem os outros desfazem. No Estado, uns constroem e outros destroem, nem que todos percam com isso. A nível nacional, as coisas boas são delapidadas. A sigla precisa pairar acima de tudo. A ideologia partidária precisa sobrepairar. Muitas vezes, é puro sinal de falta de inteligência, ou sobra de ignorância. A vida hoje está tão difícil que seria quase necessário olvidar siglas e lutar pelos interesses comunitários. Assim, ao invés de delapidar, ao invés de semear veneno, todos tratariam de semear a boa semente da união e da busca de benesses para a população, que se lixa para as siglas.
É ISSO MESMO – “Temos que sair do discurso político e ideológico para um discurso com demonstração técnica, informando efetivamente números e valores”. Tem toda razão o presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul/Federasul, José Paulo Cairoli. O que se precisa são números verdadeiros da nossa economia e não números maquiados, que têm caráter político e, muitas vezes ideológico e até demagógico, para aparentar uma situação que não existe. O governo precisa retirar-se da economia, para não atrapalhar. Os empresários sabem conduzi-la.
SENADORA OUSADA – A senadora do Tocantins Kátia de Abreu foi ousada e comparou o MST às Farc do Brasil. Ela se estriba nesta afirmação com o argumento de que o MST em suas atuações no Brasil é semelhante às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Verdade ou não, não importa. O que importa é que as invasões do MST são injustificáveis, como foi a da fazenda de citricultura, em Bauru, no interior de São Paulo, quando foram destruídas milhares de frutíferas e máquinas agrícolas. Quem vai responder por protestos desproporcionais desta natureza? E quem vai arcar com os estragos? Experimenta alguém invadir a roça de alguém e fazer estragos, vai pagar tudo direitinho na Justiça.
TIRAR A LIMPO – A oposição quer tirar a limpo as denúncias contra o MST, no sentido de que estariam acontecendo irregularidades em repasses de verbas do governo. Há muito tempo existe este zum-zum. Agora, se fala em Comissão Parlamentar Mista de Inquérito/CPMI, a qual o governo, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário, quer evitar de todo jeito. Daí se conclui: onde há fumaça, tem fogo.
IBOPE E REFORMA AGRÁRIA – Dados levantados pelo Ibope sobre os assentamentos brasileiros mostram que os domicílios situados nos espaços destinados à reforma agrária estão em estado de extrema pobreza: o rendimento é de um quarto de salário mínimo, em média, por morador de assentamento. Mas também, apenas, segundo dados do Ibope, 43% dos ocupantes de terras trabalham por conta própria nelas e 8% possuem outras fontes de rendimento regular. Digamos, um fracasso rotundo esta nossa reforma agrária.
DEUS CRIOU AS BORBOLETAS E ABELHAS PARA VISITAR AS FLORES E COLETAR NÉCTAR E MEL E OS MAUS JORNALISTAS PARA DESTILAR VENENO.
PLANO DIRETOR
– Aos marinheiros desavisados de primeira viagem, o PLANO DIRETOR de Três de Maio, está estacionado na Câmara de Vereadores, para ser apreciado. O resto é lorota falsa.
ALGUM RESPEITO SEMPRE É BOM. SOBRETUDO, PARA COM AS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS. MAIS MEDICAMENTOS, MENOS VENENO.
DIVULGAR A VERDADE – NADA DE MAL. NO ENTANTO, A INVERDADE, O SOFISMA, O FALSO...
PESQUISA DIRECIONADA
– Para o presidente do Incra, o gaúcho Rolf Hackbart, a pesquisa do Ibope teria sido direcionada. Então, a pesquisa do Ibope só vale quando interessa?
FALAR MAL DO ASFALTO URBANO DE TRÊS DE MAIO É PARA QUEM NÃO VAI PARA AS BRs do PAÍS.
APRESSADINHOS
– Há os que querem que em 10 meses aconteça o que não aconteceu em oito anos. São os apressadinhos de plantão.
PERGUNTINHA INDISCRETA: um hebdomadário para refocilar a gestão da nova era? Explicação: Não se atira pedra em laranjeira que não dá frutas.

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