
À GUISA
DE COMENTÁRIO – PERDÃO – O bom cristão
perdoa. Quantas vezes? Como diz na Sagrada Escritura, setenta
vezes sete. Em outras palavras, quer dizer sempre. O cristão
não sonega o perdão. Quando é ofendido,
abre o baú da generosidade e do fundo dele tira o perdão.
Logo, quem não perdoa, bom cristão não é.
Sempre perdoei tudo a todos. Quando ofendido, tratei de esquecer
a ofensa e o ofensor. Nem todos são assim, por isso é que
existe o ódio. Para muitos, perdoar quer dizer humilhar-se,
rebaixar-se. Mas ao contrário: do alto da cruz na hora
da agonia, o Salvador do Mundo disse ao bom ladrão, que
estava do seu lado: “Ainda, hoje, estarás comigo
no Paraíso!” O Salvador deu o perdão e nem
por isso se apequenou ou humilhou. No dia a dia, nos ofendem,
nos caluniam, nos rebaixam, nos maculam e nos tacham de sem-vergonhas.
O jeito é dizer: “Eles não sabem o que fazem”.
Com perdão do plágio das últimas palavras
daquele que foi erguido na cruz pela incompreensão dos
homens.
TRIBUTAR A POUPANÇA – Parece que a vontade da equipe
econômica do governo federal em tributar a poupança é pauta
vencida. A tributação dos pequenos poupadores é completamente
inviável politicamente. Por que mexer com os pequenos poupadores?
Mas a sede arrecadatória é tão grande que
ninguém pode escapar.
PRÊMIO NOBEL – Incrível! O Brasil jamais ganhou
um Prêmio Nobel. A Alemanha, só em Literatura, já levantou
10. O presidente norte-americano mal assumiu e já levou
o Nobel da Paz. O que ele tanto fez para merecer a láurea?
O Brasil, ou não tem inspiração, não
tem interesse ou não é visto pela Academia de Estocolmo.
O presidente Lula, que tanto se esforçou na luta pela pobreza,
não poderia ser recompensado? A recompensa é dupla:
o prestígio e o valor monetário altamente significativo.
LULA AVALIZOU – O presidente Lula avalizou o Nobel da Paz
dizendo que “O Nobel da Paz está em boas mãos.
Ele – Obama – e o povo norte-americano fizeram por
merecer, quando foi eleito o primeiro negro para governar os Estados
Unidos.” Já os palestinos do Hamas não avalizaram: “Ele
não fez nada para garantir a justiça nas causas árabes
e muçulmanas”, justificaram.
OBAMA TERIA RECEBIDO O NOBELA DA PAZ NÃO PELO QUE
FEZ, MAS PELO QUE PROMETEU FAZER.
COMPRA DE DÓLARES – O Banco Central, até o
final de 2010, vai incrementar a compra de dólares. Era
tempo. O objetivo é enxugar a eventual enxurrada de dólares
no País e evitar a desvalorização da moeda
norte-americana e com isso beneficiar a exportação,
que sofre com a valorização do real.
TODOS CORRUPTOS? – “Todos os políticos são
corruptos, irresponsáveis e ganham muito para não
fazer nada”. É assim que pensa boa parte da população
brasileira. É pena que se chegue a pensar desse jeito coletivamente. É preciso
ser justo: há muitos políticos honestos – a
maioria dos políticos são honestos. A função
pública nem sempre é uma honra, mas é um trabalho
insano, para quem leva a vida pública a sério.
OPERAÇÃO TATU – Começou em Santa Rosa,
na década de 60, está completando 40 anos. Trata-se
do Projeto de Recuperação da Fertilidade do Solo
do Rio Grande do Sul. Devem lembrar-se os mais antigos daquela época:
as terras estavam esgotadas – pelanca – muitos agricultores
estavam indo embora para o Oeste paranaense e outros para Mato
Grosso do Sul, quando teve início a recuperação
de solos na zona colonial de agricultura familiar. Foi aí que
aconteceu a grande mudança na agricultura local e regional
com o plantio de soja, trigo, a mecanização da lavoura,
o grande boom, no início de 1970. Parece que este ciclo,
contudo, pelo menos na região, está superado.
GOVERNO DESTINA DINHEIRO AO MST – O ministro do Desenvolvimento
Agrário admitiu que o governo federal destinou R$ 115 milhões
ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra/MST. O presidente
Lula entendeu que a invasão de uma fazenda em São
Paulo, onde foram arrancadas milhares de laranjeiras e foram destruídas
máquinas agrícolas, teria sido um exagero. Mas não
exigiu um basta.
TEMPO INCLEMENTE – As condições climáticas,
neste início de primavera, têm sido inclementes. Muita
chuva, com temporais, vento e granizo, enchentes em muitos municípios
gaúchos e também de Santa Catarina e Paraná.
Tudo é colocado na conta do fenômeno El Niño.
Do jeito que está o tempo, é difícil ser produtor
rural: um ano é seca, no outro ano chove demais e quase
nunca o tempo é favorável ao desenvolvimento normal
das culturas. Desse jeito, fica difícil planejar o setor
primário. O Rio Grande do Sul virou terra de risco. Não
de rico. Todos se perguntam: mas o que está acontecendo?
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