
À GUISA
DE COMENTÁRIO – A QUALQUER PREÇO – Os
rompantes do presidente da República dão a impressão
de que ele está buscando a todo custo buscar a liderança
na América Latina. Foi de todo infeliz na questão
de Honduras, comprando a parada e abrindo as portas da embaixada
do Brasil para o destronado presidente daquele país caribenho.
O presidente comprou uma briga desnecessária, batendo
boca, ofendendo, se mostrando intransigente, como se fora um
Hugo Chávez, um Evo Morales. O gesto do presidente brasileiro
foi ousado e poderia gerar derramamento de sangue. Deixe a OEA
resolver estes impasses. Não cheguei a atinar por que
justamente o Brasil ofereceu a sua embaixada para Honduras. Quais
são os laços que ligam o Brasil a Honduras? Poderia
outro país fazê-lo, como, por exemplo, Cuba, Venezuela,
ou a Bolívia. Evidentemente, lá eles são
brancos, que se entendam. O que adianta deblaterar e dizer que
houve golpe, que os ocupantes do poder são golpistas e
que não aceita ordens de golpistas. Não se sabe
quais as intenções do ex-presidente. Talvez, tenha
sido a de eternizar-se no poder, como vem acontecendo em várias
republiquetas sul-americanas. Afinal de contas, por que ele quis
impor um referendo? Acontece que os adversários políticos
não foram na dele.
INTENÇÕES – Os críticos do governo Zelaya
acreditam que o presidente deposto queria transformar Honduras
em uma Venezuela de Hugo Chávez. Os brasileiros que moram
em Honduras são hostilizados. O presidente deposto quis
violar a Constituição do país. Adversários
do presidente deposto dizem que Zelaya é manipulado por
Hugo Chávez. Os gaúchos que moram em Honduras acham
que Lula errou ao dar guarida a Zelaya na embaixada brasileira.
O presidente brasileiro achou que faria um beija-flor e acabou
fazendo um morcego.
OLIMPÍADAS 2016 – Logo após a escolha do Rio
de Janeiro, em Copenhage, para sediar as Olimpíadas de 2016,
Lula proclamou: “O Rio de Janeiro terá a mais extraordinária
Olimpíada que o mundo já viu”. Menos. Menos.
Por que tanta grandiloquência? Neste País, onde há tanta
pobreza, tanta carestia de infraestrutura, tanta falta de emprego,
tanta violência, tanta falta de saúde, temos que ser
mais modestos. É muito rompante para meu gosto. E acho,
também, que é muito sediar a Copa do Mundo, em 2014
e as Olimpíadas, em 2016. Isto que já realizamos,
aqui, o Pan-Americano, que custou os olhos da cara. Nem há dinheiro
a fundo perdido para obras, com vistas à Copa do Mundo.
O BNDES quer fazer empréstimos a juros escorchantes, para
dar andamento às obras necessárias para a realização
da Copa. Pode?
MENOS MAL QUE LULA GARANTE QUE NÃO HAVERÁ CORRUPÇÃO
EM OBRAS PARA 2016. Isso quer dizer que nas outras obras houve?
SIM, NÓS PODEMOS. Lula adotou o slogan do presidente Obama.
Que tal! Parece haver muito oba-oba. A nossa realidade está aquém
desse tipo de bravata.
SUCATEAMENTO – A falta de receita nas prefeituras e a dispensa
de servidores ocupantes de cargos de confiança, dispensa
de FGs, turno único, corte disso e daquilo cheira a sucateamento.
Na maioria das prefeituras gaúchas, atualmente, ninguém
diria “Yes, we can!”
O LADO POSITIVO – Como toda medalha tem dois lados, as conquistas
da Copa do Mundo e das Olimpíadas não poderiam deixar
de ter uma dupla efígie. O lado negativo já foi exposto às
escancaras, mas existe o lado bom da coisa: o Brasil ganha visibilidade
mundial; o Brasil com essas conquistas consolidou a liderança
na América Latina. Se houver inteligência para tirar
proveito, esta ascensão no conceito universal pode servir
para nos projetar como país emergente por excelência.
UM CENTRO CÍVICO – Parece mentira. Um sonho que se
torna realidade. Essa foi uma conquista na raça e no peito
do Palácio Municipal. Três de Maio agradece. O Centro
Cívico Cultural servirá toda população
três-maiense: gregos e troianos. Essa a locomotiva trouxe
do fundo do vale. A locomotiva três-maiense sobe rampa, desce
rampa, mas sempre traz carga, quando para na estação
Três de Maio. Assim vale a pena dar o título de Cidadão
Três-Maiense para um benemérito que saiu do anonimato
para ajudar uma terra com a qual não tem nenhuma ligação
e nenhum compromisso. Os vereadores foram inteligentes e sensíveis
nesta outorga do diploma.
FUNDOPEM – Escutei da boca do grande benemérito de
Três de Maio, João Eduardo Quevedo Reymunde, esta
frase: “Se não fosse o prefeito Casali, o Fundopem
da Perdigão não seria aprovado, porque o projeto
tinha problemas”. Por aí pode observar-se como é importante
a arte de aproximação de um prefeito. Chegou na hora
certa para debelar o incêndio o chefe do Poder Executivo.
Se não estivesse esperto e célere, talvez, teria
desandado a maionese.
INDIGNADO – Evidentemente, que estou irritado, porque fui
ofendido, como foram ofendidos todos os servidores da administração
municipal. Ser chamado de sem-vergonha em público dói,
quando se tem cara de honesto. Um deputado federal, gaúcho
por sinal, natural de Santa Cruz do Sul, onde foi prefeito, por
muito menos, foi nacionalmente escorraçado, só porque
disse “que se lixava para a opinião pública”.
Tem que haver mais respeito mútuo e modos no tratamento
e no bom uso do linguajar. Quem usa o microfone público
precisa ter essa condição. Ainda existe, sim, gente
honesta. Se me calasse, estaria consentindo. Quero e exijo reparação.
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