Ano XX - EDIÇÃO 1073

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ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de brasileiros idosos cresce mais rapidamente que a população mundial como um todo, e o Brasil, em 2020, terá alcançado a sexta posição no que diz respeito à população idosa no planeta.
Durante nosso ciclo vital ocorrem várias mudanças, sendo estas influências tanto por fatores genéticos como também pelo estilo de vida, (sedentarismo ou não). Neste, a autonomia funcional mostra-se como um conceito mais relevante em relação à saúde, aptidão física e qualidade de vida (QV).
Observando isto, notamos que a preservação dessa autonomia funcional dos idosos está ligada com o padrão de atividade física exercida ao longo da vida. Atualmente, cada vez mais recomenda-se a prática da atividade física para a manutenção da saúde, o que certamente possibilita um envelhecimento saudável. No entanto, apesar de se saber das vantagens da atividade física, uma grande parte da população é inativa ou se exercita em níveis insuficientes para alcançar um resultado satisfatório para a saúde.
Atualmente, órgãos públicos e privados estão investindo mais para aumentar os padrões de QV, verificando que estes “alvos” do sedentarismo estão contribuindo para o aparecimento de doenças crônicas degenerativas como: osteoporose, hipertensão, diabetes e até mesmo câncer. Essas doenças são resultado de um estilo de vida inadequado, que muitas vezes começa quando jovem, ou até mesmo na infância, e a “colheita” desse estilo de vida se dá, na maioria das vezes, na velhice, o que pode ser tarde para amenizar essa triste escolha.
Alguns dados podem ser verificados pela falta do exercício físico nas pessoas, principalmente nos idosos.
– 90% dos adultos brasileiros não atingem a recomendação de 30 minutos de atividade física moderada de 3 a 5 vezes por semana.
– 25% são totalmente sedentários.
– R$ 1,2 bilhão é gasto anualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil com pessoas obesas, hipertensas e diabéticas, em decorrência da falta de atividade física.
– 250 mil mortes são registradas anualmente no Brasil pela falta de atividade física regular, sendo 2 milhões no mundo.
– 11% da população não pratica nenhum tipo de atividade física.
Então, vendo a necessidade da prática de atividade física, devemos começar agora a ter uma vida mais saudável e com melhor qualidade, e não bastam apenas exercícios quantitativos, mas, sim, qualitativos. Para isso, busque auxílio e orientação de alguns profissionais importantes nessa busca pela saúde. O primeiro passo é consultar o seu médico, para que ele ateste que está apto a realizar atividade física controlada. Depois procure um profissional de Educação Física para orientá-lo na prescrição da atividade física adequada ao seu objetivo. Dessa forma você estará no caminho certo nessa busca de mais vida aos seus dias. E lembre-se: “quem tem saúde tem vários desejos; quem não tem só tem um”.

Fagner Elicher
fagnerpitt@yahoo.com.br
Acadêmico de Educação Física da Unijuí, campus Santa Rosa.
Componente curricular: Atividade
física e qualidade de vida, professor
Ms. Luiz S. de Mello Lói.

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