ATIVIDADE
FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA
Segundo
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de brasileiros
idosos cresce mais rapidamente que a população mundial
como um todo, e o Brasil, em 2020, terá alcançado
a sexta posição no que diz respeito à população
idosa no planeta.
Durante nosso ciclo vital ocorrem várias mudanças,
sendo estas influências tanto por fatores genéticos
como também pelo estilo de vida, (sedentarismo ou não).
Neste, a autonomia funcional mostra-se como um conceito mais relevante
em relação à saúde, aptidão
física e qualidade de vida (QV).
Observando isto, notamos que a preservação dessa
autonomia funcional dos idosos está ligada com o padrão
de atividade física exercida ao longo da vida. Atualmente,
cada vez mais recomenda-se a prática da atividade física
para a manutenção da saúde, o que certamente
possibilita um envelhecimento saudável. No entanto, apesar
de se saber das vantagens da atividade física, uma grande
parte da população é inativa ou se exercita
em níveis insuficientes para alcançar um resultado
satisfatório para a saúde.
Atualmente, órgãos públicos e privados estão
investindo mais para aumentar os padrões de QV, verificando
que estes “alvos” do sedentarismo estão contribuindo
para o aparecimento de doenças crônicas degenerativas
como: osteoporose, hipertensão, diabetes e até mesmo
câncer. Essas doenças são resultado de um estilo
de vida inadequado, que muitas vezes começa quando jovem,
ou até mesmo na infância, e a “colheita” desse
estilo de vida se dá, na maioria das vezes, na velhice,
o que pode ser tarde para amenizar essa triste escolha.
Alguns dados podem ser verificados pela falta do exercício
físico nas pessoas, principalmente nos idosos.
–
90% dos adultos brasileiros não atingem a recomendação
de 30 minutos de atividade física moderada de 3 a 5 vezes
por semana.
–
25% são totalmente sedentários.
–
R$ 1,2 bilhão é gasto anualmente pelo Sistema Único
de Saúde (SUS) no Brasil com pessoas obesas, hipertensas
e diabéticas, em decorrência da falta de atividade
física.
–
250 mil mortes são registradas anualmente no Brasil pela
falta de atividade física regular, sendo 2 milhões
no mundo.
–
11% da população não pratica nenhum tipo de
atividade física.
Então, vendo a necessidade da prática de atividade
física, devemos começar agora a ter uma vida mais
saudável e com melhor qualidade, e não bastam apenas
exercícios quantitativos, mas, sim, qualitativos. Para isso,
busque auxílio e orientação de alguns profissionais
importantes nessa busca pela saúde. O primeiro passo é consultar
o seu médico, para que ele ateste que está apto a
realizar atividade física controlada. Depois procure um
profissional de Educação Física para orientá-lo
na prescrição da atividade física adequada
ao seu objetivo. Dessa forma você estará no caminho
certo nessa busca de mais vida aos seus dias. E lembre-se: “quem
tem saúde tem vários desejos; quem não tem
só tem um”.
Fagner
Elicher
fagnerpitt@yahoo.com.br
Acadêmico
de Educação Física da Unijuí, campus
Santa Rosa.
Componente curricular: Atividade
física e qualidade de vida, professor
Ms. Luiz S. de Mello Lói.
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