Ano XX - EDIÇÃO 1070

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – VATICÍNIO – Vai ser muito pior... Interrompo meu raciocínio para explicar melhor o que pretendo dizer. Acompanho milimetricamente a evolução dos tempos e dos fatos. O que constato? Que está piorando. O modus vivendi está piorando, sem ser pessimista. A violência aumenta dia a dia. A drogadição avança a olhos vistos. A corrupção nos altos escalões se avoluma. Os assaltos proliferam. A prostituição está em franca evolução. A permissividade cresce e cresce muito. A pobreza a cada dia que passa mostra mais pujança. Vaticínio lógico: vai ser pior... O futuro, infelizmente, vai ser pior, porque tudo que sobe um dia chega ao topo, para depois fazer a curva descendente. E não se vê sinal algum de que a evolução dos tempos tenha chegado ao clímax, para dar a volta, para tudo começar de novo. A curva da história é essa. Se alguém tem percebido sinais de ter chegado ao fim esse triste ciclo, me prenda um alô.
RASTEIRA – O tão comentado índice de produtividade “é uma rasteira no agronegócio”. É um paulada no setor primário. O agronegócio é responsável por 30% dos empregos no País e tem cinco mil propriedades rurais.
SAFRA DE VERÃO – A safra de verão, no Rio Grande do Sul, em relação à anterior, deverá crescer, na razão de 4,58%, conforme projeção dos analistas. A previsão da área a ser plantada deverá ser de 6,415 milhões de hectares. A cultura do milho, no entanto, deverá sofrer uma redução de 8,17% na área de plantio. Por razões óbvias: medo do clima adverso, preços baixos no mercado e há milho sobrando da safra anterior. Isso, contudo, desde já não significa que a colheita será menor, porque as condições climáticas sendo favoráveis, a produtividade poderá ser alta. Já o pequeno produtor rural planta milho para consumo próprio. Isso está certo.
DO PALÁCIO – O Paço Municipal está eufórico. Lá do alto do segundo andar vertem boas notícias. Em oito meses de mandato, as bandeiras da administração foram colimadas: reconstrução do ginásio de esportes Cardeal Pacelli (estava no chão, desde 1º de novembro de 2007), a aprovação do Fundopem no montante de R$ 65 milhões, beneficiando a indústria de laticínios Perdigão S.A. e o mais recente motivo de beliscar-se para ver se é verdade foi a aprovação de R$ 1.865.000,00 para as obras do anel rodoviário, ligando a BR-474 ao campus Setrem. Oito meses e não oito anos. Se o primeiro mandatário não vibrar com essa, então, não há mais sentimentos. Aliás, com essa toda Três de Maio vibra, porque é daquelas coisas inacreditáveis.
CONTENÇÃO DE GASTOS – Cerca de 98% dos prefeitos gaúchos admitiram em assembleia da Famurs, na semana passada, que tomaram medidas para conter gastos. Alguns tomaram medidas drásticas. Também pudera! Os municípios do Rio Grande do Sul perderam R$ 98 milhões de ICMS e a perda com o Fundo de Participação dos Municípios/FPM chegou a R$ 71 milhões, entre julho e agosto, para todas as 496 prefeituras do Estado. Muitos municípios com essa queda não conseguem sequer arcar com a folha de pagamento.
MELANCIA – Se vocês me perguntarem se dá melancia em Três de Maio, lhes diria: - Logicamente que dá. Basta adubar bem e dá melancia boa barbaridade. Estou escrevendo isso, porque há produtor rural fazendo da melancia e do melão uma opção alternativa. Esperem para ver. Quando se fala que é preciso descobrir alternativas, é disso que está se falando. Em Goiás, se perguntarem: aqui dá soja, aqui dá arroz, aqui dá milho, aqui dá batata-doce, dizem sistematicamente que não. Então, se perguntarem por que não dá, eles te respondem: é preciso plantar. Em toda parte é assim: é preciso plantar, porque “aqui em se plantando tudo dá”, informava o escrivão de Pedro Alvarez Cabral, aos patrícios portugueses em missiva, depois do descobrimento do Brasil.
7 DE SETEMBRO DIFERENTE – Promover o Encontro Regional de Bandas e Fanfarras/3° EBAMARC, para comemorar o Dia da Independência, para meu gosto, foi uma sacada inteligente, além de ser diferente. O povo gostou, compareceu em massa na av. Uruguai e aplaudiu. Experiências desse tipo precisam repetir-se, para que nossa gente sinta o gosto da cultura diversificada.
ACORDO BILIONÁRIO – Sem tir-te nem guar-te, o presidente Lula negociou com o presidente Sarkozy, da França, que veio prestigiar o 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Nos bastidores, um negócio bilionário: valor global R$ 37,5 bilhões.Compra de helicópteros, submarinos e caças, para guarnecer as nossas fronteiras e garantir as nossas riquezas. O estranho foi a rapidez, sem discussão, tudo ligeirinho. Se falta dinheiro para saúde, educação, segurança e infraestrutura deve sobrar dinheiro para aquisição de armas.
SÓ VENDO – É o que diz muita gente. Refiro-me à Casa de Cultura anunciada pelo prefeito na sua alocução cívica de 7 de Setembro. Paulo Ricardo Raimondi, conselheiro do BNDES, garantiu recursos de até R$ 2 milhões para um Centro Cívico e Cultural para a gente três-maiense, que ele mesmo, em breve, virá confirmar de viva voz em Três de Maio. Inacreditável. Simplesmente, inacreditável, disse alguém.

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