
À
GUISA DE COMENTÁRIO – VATICÍNIO –
Vai ser muito pior... Interrompo meu raciocínio para explicar
melhor o que pretendo dizer. Acompanho milimetricamente a evolução
dos tempos e dos fatos. O que constato? Que está piorando.
O modus vivendi está piorando, sem ser pessimista. A violência
aumenta dia a dia. A drogadição avança a olhos
vistos. A corrupção nos altos escalões se avoluma.
Os assaltos proliferam. A prostituição está
em franca evolução. A permissividade cresce e cresce
muito. A pobreza a cada dia que passa mostra mais pujança.
Vaticínio lógico: vai ser pior... O futuro, infelizmente,
vai ser pior, porque tudo que sobe um dia chega ao topo, para depois
fazer a curva descendente. E não se vê sinal algum
de que a evolução dos tempos tenha chegado ao clímax,
para dar a volta, para tudo começar de novo. A curva da história
é essa. Se alguém tem percebido sinais de ter chegado
ao fim esse triste ciclo, me prenda um alô.
RASTEIRA – O tão comentado índice
de produtividade “é uma rasteira no agronegócio”.
É um paulada no setor primário. O agronegócio
é responsável por 30% dos empregos no País
e tem cinco mil propriedades rurais.
SAFRA DE VERÃO – A safra de verão,
no Rio Grande do Sul, em relação à anterior,
deverá crescer, na razão de 4,58%, conforme projeção
dos analistas. A previsão da área a ser plantada deverá
ser de 6,415 milhões de hectares. A cultura do milho, no
entanto, deverá sofrer uma redução de 8,17%
na área de plantio. Por razões óbvias: medo
do clima adverso, preços baixos no mercado e há milho
sobrando da safra anterior. Isso, contudo, desde já não
significa que a colheita será menor, porque as condições
climáticas sendo favoráveis, a produtividade poderá
ser alta. Já o pequeno produtor rural planta milho para consumo
próprio. Isso está certo.
DO PALÁCIO – O Paço Municipal
está eufórico. Lá do alto do segundo andar
vertem boas notícias. Em oito meses de mandato, as bandeiras
da administração foram colimadas: reconstrução
do ginásio de esportes Cardeal Pacelli (estava no chão,
desde 1º de novembro de 2007), a aprovação do
Fundopem no montante de R$ 65 milhões, beneficiando a indústria
de laticínios Perdigão S.A. e o mais recente motivo
de beliscar-se para ver se é verdade foi a aprovação
de R$ 1.865.000,00 para as obras do anel rodoviário, ligando
a BR-474 ao campus Setrem. Oito meses e não oito anos. Se
o primeiro mandatário não vibrar com essa, então,
não há mais sentimentos. Aliás, com essa toda
Três de Maio vibra, porque é daquelas coisas inacreditáveis.
CONTENÇÃO DE GASTOS – Cerca
de 98% dos prefeitos gaúchos admitiram em assembleia da Famurs,
na semana passada, que tomaram medidas para conter gastos. Alguns
tomaram medidas drásticas. Também pudera! Os municípios
do Rio Grande do Sul perderam R$ 98 milhões de ICMS e a perda
com o Fundo de Participação dos Municípios/FPM
chegou a R$ 71 milhões, entre julho e agosto, para todas
as 496 prefeituras do Estado. Muitos municípios com essa
queda não conseguem sequer arcar com a folha de pagamento.
MELANCIA – Se vocês me perguntarem
se dá melancia em Três de Maio, lhes diria: - Logicamente
que dá. Basta adubar bem e dá melancia boa barbaridade.
Estou escrevendo isso, porque há produtor rural fazendo da
melancia e do melão uma opção alternativa.
Esperem para ver. Quando se fala que é preciso descobrir
alternativas, é disso que está se falando. Em Goiás,
se perguntarem: aqui dá soja, aqui dá arroz, aqui
dá milho, aqui dá batata-doce, dizem sistematicamente
que não. Então, se perguntarem por que não
dá, eles te respondem: é preciso plantar. Em toda
parte é assim: é preciso plantar, porque “aqui
em se plantando tudo dá”, informava o escrivão
de Pedro Alvarez Cabral, aos patrícios portugueses em missiva,
depois do descobrimento do Brasil.
7 DE SETEMBRO DIFERENTE – Promover o Encontro
Regional de Bandas e Fanfarras/3° EBAMARC, para comemorar o
Dia da Independência, para meu gosto, foi uma sacada inteligente,
além de ser diferente. O povo gostou, compareceu em massa
na av. Uruguai e aplaudiu. Experiências desse tipo precisam
repetir-se, para que nossa gente sinta o gosto da cultura diversificada.
ACORDO BILIONÁRIO – Sem tir-te nem
guar-te, o presidente Lula negociou com o presidente Sarkozy, da
França, que veio prestigiar o 7 de Setembro, na Esplanada
dos Ministérios, em Brasília. Nos bastidores, um negócio
bilionário: valor global R$ 37,5 bilhões.Compra de
helicópteros, submarinos e caças, para guarnecer as
nossas fronteiras e garantir as nossas riquezas. O estranho foi
a rapidez, sem discussão, tudo ligeirinho. Se falta dinheiro
para saúde, educação, segurança e infraestrutura
deve sobrar dinheiro para aquisição de armas.
SÓ VENDO – É o que diz muita
gente. Refiro-me à Casa de Cultura anunciada pelo prefeito
na sua alocução cívica de 7 de Setembro. Paulo
Ricardo Raimondi, conselheiro do BNDES, garantiu recursos de até
R$ 2 milhões para um Centro Cívico e Cultural para
a gente três-maiense, que ele mesmo, em breve, virá
confirmar de viva voz em Três de Maio. Inacreditável.
Simplesmente, inacreditável, disse alguém.
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