Atividade
física
na terceira idade
A par das evidências de que o baixo nível de atividade
física é fator decisivo no desenvolvimento de doenças
degenerativas, sustenta-se a hipótese da necessidade de se
promoverem mudanças no estilo de vida, levando o homem a
incorporar a prática de atividades físicas ao seu
cotidiano.
Em especial venho comentar sobre a atividade física na terceira
idade, pois todos nós sabemos que um dia chegaremos lá,
sendo que a expectativa de vida e o número de pessoas que
atingem a terceira idade tende a aumentar.
O envelhecimento vem acompanhado de uma série de efeitos
nos diferentes sistemas do organismo, e é marcado por um
decréscimo das capacidades motoras, redução
da força, flexibilidade, velocidade e dos níveis de
VO2 máximo, dificultando a realização das atividades
diárias e da qualidade de vida. No entanto, muitos destes
efeitos nocivos à saúde são oriundos da falta
de atividade física. Por esta razão, a prática
do exercício físico regular torna-se fundamental nesta
época da vida.
Conforme Okuma (2007, p.2), “não há nenhuma
fórmula predeterminada que deve ser feita na terceira idade”.
Mas deve haver a preocupação da prescrição
do exercício, que deve ser individualizada, já que
as alterações morfológicas e funcionais que
acontecem nesta época requerem atenção especial
e devem proporcionar benefícios em relação
às capacidades motoras que apoiam a realização
das atividades da vida diária, melhorando a capacidade de
trabalho e lazer e alterando a taxa de declínio do estado
funcional.
O programa de exercícios deve levar em consideração
o bem-estar, regularidade e a satisfação de quem o
pratica. A escolha deve ser adequada e bem dosada. As repetições,
a intensidade do peso utilizado (quando for o caso) devem estar
de acordo com a capacidade individual. São mais indicados
os exercícios aeróbios: andar, nadar, pedalar, dançar,
com frequência mínima de três vezes na semana.
A atividade física deve estar acompanhada de exercícios
de relaxamento e alongamento dos grupos musculares antes e após
a atividade física, para evitar lesões e para contribuir
na manutenção da mobilidade articular, sempre realizados
em ritmo lento e cadenciados.
A duração da prática deve ser de 20 a 40 minutos,
observando-se os períodos de repouso necessários.
Após a atividade, o período de resfriamento do corpo
e a hidratação para recompor as perdas hídricas
são fundamentais, assim como uma alimentação
leve para reposição de energias. O uso de calçados
e vestimentas adequados, adoção de alimentação
equilibrada, respeito às limitações de equilíbrio
e força, uso de atividades de pouco impacto articular, observação
severa do uso correto da medicação (quando for o caso)
são ações preventivas que levam ao sucesso
do programa planejado.
A atividade física regular na terceira idade proporciona
múltiplos efeitos benéficos em nível antropométrico,
neuromuscular, metabólico e psicológico, o que, além
de servir na prevenção e tratamento das doenças
próprias desta idade (hipertensão arterial, enfermidade
coronariana, osteoporose, etc.), melhora significativamente a qualidade
de vida do indivíduo, dando-lhe mais independência.
A atividade física, quando bem orientada e monitorada por
um profissional de Educação Física, é
um meio que promove a saúde funcional do idoso. Portanto,
é necessária uma mudança no paradigma atual
e fazer do exercício físico uma rotina que proporcione
prazer, promova saúde e funcionalidade também ao idoso.
Mireille
Wegmann
Acadêmica do curso de Educação Física
da Unijuí -
Campus Santa Rosa
Componente curricular Atividade Física e Promoção
da Saúde II, professor Ms. Luiz S. de Mello Lói
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