“Você
é a favor ou contra a unificação
da Polícia Civil e Militar, e o que essa
mudança poderia representar?”
“O
tema em questão vem à tona periodicamente e representa,
na verdade, um desejo da sociedade em ter polícias mais eficientes.
No entanto, a maior eficiência das instituições
policiais, a meu juízo, não se daria através
da unificação, mas sim através do aprimoramento
das mesmas, com investimento em recursos humanos e materiais, especialmente
a valorização salarial dos servidores. Acredito também
que a medida será difícil de ser implementada, por
razões históricas e culturais, além de inevitáveis
interesses corporativos e classistas. Porém, a integração
é possível e louvável.
João Vittorio Barbato, delegado da Polícia
Civil de Três de Maio
“Concordo
com a unificação, pois, com o aperfeiçoamento
do quadro de pessoal, juntamente com uma maior versatilidade nas
funções empreendidas pelos agentes, consubstanciada
na reestruturação em um órgão adequadamente
aparelhado e voltado à gerência atinente às
peculiaridades dessa nova corporação, com integrantes
de formação totalmente diversa, de atribuições
e de funções diferenciadas por força da vigente
Constituição Federal de 1988, se poderá maximizar
o sentimento de segurança social e institucional, eis que
a união faz a força, e somente uma polícia
forte e integrada poderá fazer frente à crescente
violência que atinge a sociedade em todos os níveis.
Alexandre Del Gaudio Fonseca – juiz de direito
“Sou
desfavorável, pois cada polícia já tem sua
missão bem clara na Constituição Federal. O
investimento poderia ser mais na área da integração,
ou seja, o trabalho em conjunto, um maior estreitamento nas relações,
principalmente no que diz respeito às informações.
Se houvesse a unificação, o trabalho seria o mesmo,
a Polícia Militar com a missão preventiva ostensiva,
fardada, e a Polícia Civil com a missão de polícia
judiciária. Somente o gerenciamento seria unificado. Pessoalmente,
acredito que não traria nenhum prejuízo, pela boa
relação que existe entre as duas polícias em
nível local.
Paulo Roberto Nascimento, comandante da
3ª Companhia da Brigada Militar de Três de Maio
“Acredito
que ao lado do surgimento dos comandos unificados, que permitiriam
a realização de uma política conjunta de segurança
pública, seria necessário o reaparelhamento dos órgãos
policiais com investimentos na qualificação do pessoal
e em treinamento dos agentes policiais, tudo na busca do princípio
da eficiência na área de ordem pública, em seus
aspectos de segurança pública, tranquilidade e paz
social, tendo em vista que as polícias Civil e Militar têm
finalidades diferentes,
as quais proclamam uma profícua adequação.
Rafael Lucca Lotke – assessor jurídico
da 1ª Vara Judicial de Três de Maio
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