Ano XX - EDIÇÃO 1069

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OPINIÃO

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“Você é a favor ou contra a unificação
da Polícia Civil e Militar, e o que essa
mudança poderia representar?”

“O tema em questão vem à tona periodicamente e representa, na verdade, um desejo da sociedade em ter polícias mais eficientes. No entanto, a maior eficiência das instituições policiais, a meu juízo, não se daria através da unificação, mas sim através do aprimoramento das mesmas, com investimento em recursos humanos e materiais, especialmente a valorização salarial dos servidores. Acredito também que a medida será difícil de ser implementada, por razões históricas e culturais, além de inevitáveis interesses corporativos e classistas. Porém, a integração é possível e louvável.
João Vittorio Barbato, delegado da Polícia Civil de Três de Maio

 


“Concordo com a unificação, pois, com o aperfeiçoamento do quadro de pessoal, juntamente com uma maior versatilidade nas funções empreendidas pelos agentes, consubstanciada na reestruturação em um órgão adequadamente aparelhado e voltado à gerência atinente às peculiaridades dessa nova corporação, com integrantes de formação totalmente diversa, de atribuições e de funções diferenciadas por força da vigente Constituição Federal de 1988, se poderá maximizar o sentimento de segurança social e institucional, eis que a união faz a força, e somente uma polícia forte e integrada poderá fazer frente à crescente violência que atinge a sociedade em todos os níveis.
Alexandre Del Gaudio Fonseca – juiz de direito

 

 

“Sou desfavorável, pois cada polícia já tem sua missão bem clara na Constituição Federal. O investimento poderia ser mais na área da integração, ou seja, o trabalho em conjunto, um maior estreitamento nas relações, principalmente no que diz respeito às informações. Se houvesse a unificação, o trabalho seria o mesmo, a Polícia Militar com a missão preventiva ostensiva, fardada, e a Polícia Civil com a missão de polícia judiciária. Somente o gerenciamento seria unificado. Pessoalmente, acredito que não traria nenhum prejuízo, pela boa relação que existe entre as duas polícias em nível local.
Paulo Roberto Nascimento, comandante da
3ª Companhia da Brigada Militar de Três de Maio

 

 



“Acredito que ao lado do surgimento dos comandos unificados, que permitiriam a realização de uma política conjunta de segurança pública, seria necessário o reaparelhamento dos órgãos policiais com investimentos na qualificação do pessoal e em treinamento dos agentes policiais, tudo na busca do princípio da eficiência na área de ordem pública, em seus aspectos de segurança pública, tranquilidade e paz social, tendo em vista que as polícias Civil e Militar têm finalidades diferentes,
as quais proclamam uma profícua adequação.
Rafael Lucca Lotke – assessor jurídico
da 1ª Vara Judicial de Três de Maio

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