Ano XX - EDIÇÃO 1069

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – ENGOLIR SAPOS – Engolir sapos faz parte da política. Parece que foi o presidente Lula que disse certa feita que fazer política é a arte de engolir sapos. O que quer dizer isso em linguagem do dia a dia? Simplesmente, quer dizer que o político precisa aguentar toda sorte de desaforos. Engolir sapos na política, também, significa aturar certas incoerências de adversários e, inclusive, de companheiros. É preciso convir que existem sapos de todo tamanho, desde o sapo cururu até a perereca. Quando o sapo é muito grande, é preciso ter estômago de avestruz. Agora, quando é pequeno, aí qualquer um engole. Estes sapinhos da aldeia, por exemplo, não ofendem o estômago de ninguém e são facilmente digeridos. Seria tão melhor, se não houvesse essa história de sapos e os políticos se pusessem a trabalhar a valer pelo engrandecimento do território que lhes cabe administrar e desenvolver. Afinal de contas, eles são eleitos para isso e são bem pagos para cumprir essa missão e não para usar da sua posição e influência para deitar falação e ofensas, desferindo ataques, como se fossem metralhadora giratória, contra Deus e todo mundo. Às vezes, saem bobagens nas quais nem Deus acredita. Política não pode ser colcha de baixarias.
UM NOVO CICLO: “O Brasil está no limiar de um novo ciclo de desenvolvimento econômico. Foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair dela”. Pelo menos, assim pensa o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Que este novo ciclo seja mais promissor do que o anterior. Que possamos atingir crescimento do PIB da ordem de 7%, 8% ou mais, como alguns países do bloco asiático. A estimativa, porém, é de que entre 2009-2012, o País crescerá em média 4%.
OUTRA IMAGEM – Os trabalhadores sem-terra poderiam dar uma outra imagem às suas lutas pela posse da terra. É ruim essa imagem de radicalismo, invasões, ostentação de foices e a geração de beligerância. Todo mundo entende que é injusto que alguns tenham milhares de hectares de terra e outros não tenham nada.
CIVISMO – O civismo se aprende praticando. A crise de amor à Pátria vem do berço, da escola, da sociedade. Quem não enxerga valores na bandeira, no Hino Nacional, nos heróis nacionais, é porque não teve práticas no lar, na sala de aula, no convívio social. Muitos adoram valores exóticos e deixam de lado os autênticos valores verde-amarelos.
ÍNDICES DE PRODUTIVIDADE – Estão ensaiando nova legislação, no sentido de que 80% da área da propriedade tem que ser produtiva. Isso vai favorecer o Movimento dos Sem-Terra, mas faz tremer os grandes produtores rurais. Os latifundiários tremem diante dessa possibilidade. O bom-senso indica que haja o meio termo. Salvo melhor juízo. A querela está, agora, entre ministros, visando à assinatura de decreto que estabelece o índice de produtividade. O ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, mais do que depressa assinou e Reinhold Stephanes, da Agricultura, diz que não vai assinar. Vamos ver em que vai dar mais essa queda de braço.
NA POLÍTICA A MENTIRA TEM PERNA LONGA. OS POLÍTICOS SUBVERTERAM O VELHO DITADO.
DO PALÁCIO
– No Palácio Municipal se comemora a volta do povo nas promoções. Na sexta-feira, dia 28, os Jogos Rurais Sol a Sol, em Santo Antônio, reuniram mais de 1.000 atletas do interior do município. No domingo, dia 30, a programação do Dia da Solidariedade e da Ronda da Cidadania movimentou crianças, jovens, pais e mães de família e a população. Os Jogos Rurais Sol a Sol, desde 2000, foram realizados duas vezes. Uma vez, em 2008, e a deste ano. O povo precisava destas competições, que vão acontecer todos os anos neste mandato, conforme já confirmou o prefeito. E o Dia da Solidariedade e da Ronda da Cidadania é uma inovação que precisa ser preservada. Três de Maio, agora, tem uma primeira-dama atuante. O Paço Municipal comemora.
DRÁSTICO – Depois da drasticidade do prefeito de Agudo, o de Cerro Largo entrou em campo. Decretou turno único, reduziu os vencimentos dos secretários municipais pela metade, dispensou servidores que ocupavam cargos de confianças/CCs e todas as funções gratificadas/FGs foram suspensas – ao todo, 38 – e também suspendeu todas as horas extras e todas as diárias. Em princípio, este drama vai durar até 31 de dezembro. Em tempos de vacas magras, é preciso apertar o cinto.
RETRATO – A classe econômica C é o retrato do Brasil, segundo uma pesquisa recente. São aqueles cuja renda familiar está na faixa de R$ 1.240,48 e a renda pessoal em média é de R$ 815,14. A pesquisa aponta que, enquanto as classes C, D e E desejam adquirir bens que ainda não possuem, as classes A e B querem trocar aquilo que têm por algo melhor. Tire as dúvidas: se você está procurando algo melhor do que já tem, pertence à classe A ou B. Seria bom que só houvesse as duas últimas classes.

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