
À
GUISA DE COMENTÁRIO – ENGOLIR SAPOS –
Engolir sapos faz parte da política. Parece que foi o presidente
Lula que disse certa feita que fazer política é a
arte de engolir sapos. O que quer dizer isso em linguagem do dia
a dia? Simplesmente, quer dizer que o político precisa aguentar
toda sorte de desaforos. Engolir sapos na política, também,
significa aturar certas incoerências de adversários
e, inclusive, de companheiros. É preciso convir que existem
sapos de todo tamanho, desde o sapo cururu até a perereca.
Quando o sapo é muito grande, é preciso ter estômago
de avestruz. Agora, quando é pequeno, aí qualquer
um engole. Estes sapinhos da aldeia, por exemplo, não ofendem
o estômago de ninguém e são facilmente digeridos.
Seria tão melhor, se não houvesse essa história
de sapos e os políticos se pusessem a trabalhar a valer pelo
engrandecimento do território que lhes cabe administrar e
desenvolver. Afinal de contas, eles são eleitos para isso
e são bem pagos para cumprir essa missão e não
para usar da sua posição e influência para deitar
falação e ofensas, desferindo ataques, como se fossem
metralhadora giratória, contra Deus e todo mundo. Às
vezes, saem bobagens nas quais nem Deus acredita. Política
não pode ser colcha de baixarias.
UM NOVO CICLO: “O Brasil está no limiar
de um novo ciclo de desenvolvimento econômico. Foi um dos
últimos países a entrar na crise e um dos primeiros
a sair dela”. Pelo menos, assim pensa o ministro da Fazenda,
Guido Mantega. Que este novo ciclo seja mais promissor do que o
anterior. Que possamos atingir crescimento do PIB da ordem de 7%,
8% ou mais, como alguns países do bloco asiático.
A estimativa, porém, é de que entre 2009-2012, o País
crescerá em média 4%.
OUTRA IMAGEM – Os trabalhadores sem-terra
poderiam dar uma outra imagem às suas lutas pela posse da
terra. É ruim essa imagem de radicalismo, invasões,
ostentação de foices e a geração de
beligerância. Todo mundo entende que é injusto que
alguns tenham milhares de hectares de terra e outros não
tenham nada.
CIVISMO – O civismo se aprende praticando.
A crise de amor à Pátria vem do berço, da escola,
da sociedade. Quem não enxerga valores na bandeira, no Hino
Nacional, nos heróis nacionais, é porque não
teve práticas no lar, na sala de aula, no convívio
social. Muitos adoram valores exóticos e deixam de lado os
autênticos valores verde-amarelos.
ÍNDICES DE PRODUTIVIDADE – Estão
ensaiando nova legislação, no sentido de que 80% da
área da propriedade tem que ser produtiva. Isso vai favorecer
o Movimento dos Sem-Terra, mas faz tremer os grandes produtores
rurais. Os latifundiários tremem diante dessa possibilidade.
O bom-senso indica que haja o meio termo. Salvo melhor juízo.
A querela está, agora, entre ministros, visando à
assinatura de decreto que estabelece o índice de produtividade.
O ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário,
mais do que depressa assinou e Reinhold Stephanes, da Agricultura,
diz que não vai assinar. Vamos ver em que vai dar mais essa
queda de braço.
NA POLÍTICA A MENTIRA TEM PERNA LONGA. OS POLÍTICOS
SUBVERTERAM O VELHO DITADO.
DO PALÁCIO – No Palácio Municipal se
comemora a volta do povo nas promoções. Na sexta-feira,
dia 28, os Jogos Rurais Sol a Sol, em Santo Antônio, reuniram
mais de 1.000 atletas do interior do município. No domingo,
dia 30, a programação do Dia da Solidariedade e da
Ronda da Cidadania movimentou crianças, jovens, pais e mães
de família e a população. Os Jogos Rurais Sol
a Sol, desde 2000, foram realizados duas vezes. Uma vez, em 2008,
e a deste ano. O povo precisava destas competições,
que vão acontecer todos os anos neste mandato, conforme já
confirmou o prefeito. E o Dia da Solidariedade e da Ronda da Cidadania
é uma inovação que precisa ser preservada.
Três de Maio, agora, tem uma primeira-dama atuante. O Paço
Municipal comemora.
DRÁSTICO – Depois da drasticidade
do prefeito de Agudo, o de Cerro Largo entrou em campo. Decretou
turno único, reduziu os vencimentos dos secretários
municipais pela metade, dispensou servidores que ocupavam cargos
de confianças/CCs e todas as funções gratificadas/FGs
foram suspensas – ao todo, 38 – e também suspendeu
todas as horas extras e todas as diárias. Em princípio,
este drama vai durar até 31 de dezembro. Em tempos de vacas
magras, é preciso apertar o cinto.
RETRATO – A classe econômica C é
o retrato do Brasil, segundo uma pesquisa recente. São aqueles
cuja renda familiar está na faixa de R$ 1.240,48 e a renda
pessoal em média é de R$ 815,14. A pesquisa aponta
que, enquanto as classes C, D e E desejam adquirir bens que ainda
não possuem, as classes A e B querem trocar aquilo que têm
por algo melhor. Tire as dúvidas: se você está
procurando algo melhor do que já tem, pertence à classe
A ou B. Seria bom que só houvesse as duas últimas
classes.
|
|