Ano XX - EDIÇÃO 1068

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OPINIÃO

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Na sua opinião, qual é o maior preconceito com o portador de necessidades especiais, principalmente com o deficiente mental?

“O primeiro preconceito é com a aparência, já que a maioria tem alguma diferença física. A sociedade está habituada à convencionalidade; as empresas, ao lucro; e as pessoas, à agilidade e ao atendimento rápido e eficaz.
Depois vem o preconceito sobre a inteligência, sobre a real capacidade, a confiança. Os grupos sociais estão à mercê de uma sociedade que a cada dia busca uma perfeição que não existe. O comportamento menorizado do portador é a outra condição. O próprio portador precisa acreditar em seu potencial, ter atitude e portar-se na mesma condição, fazendo imperceptível a sua deficiência. Sabemos que a deficiência física não se trata de nenhum entrave para o desenvolvimento intelectual.
Cecília Smaneoto, consultora de Gestão de Pessoas da Cotrimaio

 


“Observo que, na maioria das vezes, as pessoas portadoras de alguma deficiência são tratadas diferentemente das outras. Apesar de um discurso que defende a inclusão, estas pessoas ainda sofrem preconceitos que são manifestados no ambiente escolar, no trabalho e também nas relações afetivas. Percebo que as maiores dificuldades encontradas por elas estão relacionadas a oportunidades de trabalho, acessos a estabelecimentos públicos e também enfrentam dificuldades em relação à inclusão em salas de aula regulares. O preconceito ainda é uma das grandes questões que estão presentes em nossa sociedade e, assim, impede que haja uma inclusão tanto social como profissional do portador de deficiência.
Joice T. Sipp, psicóloga

 

 

“Sem dúvida é uma alegria imensurável quando um aluno nosso entra para o mercado de trabalho. Porém, existem algumas barreiras que ainda emperram na sociedade. Quando um portador de necessidades especiais entra para o mercado de trabalho, tem que ser melhor que os outros para mostrar que também sabe fazer, para provar que é capaz. Outro caso é quando há concurso para pessoas com deficiência, onde se limita apenas para o deficiente físico, o que torna uma barreira para o portador de deficiência mental. Deveria haver uma inclusão total, e não fragmentada, para pessoas que têm alguma deficiência.
Liane Willers, 49 anos, professora da Apae

 

 



“O maior preconceito é ver o portador de alguma deficiência como uma pessoa incapaz, incapaz de trabalhar, de se relacionar com amigos, namorar e constituir família. Com relação às dificuldades, podemos citar a dificuldade de arrumar trabalho, a barreira que há entre as pessoas, criando desta forma um distanciamento das outras pessoas, a falta de acesso adequado para os mesmos se deslocarem, seja com cadeira de rodas ou outro meio de transporte. Na empresa onde trabalho, tenho a satisfação de ter em nosso meio há mais de vinte anos um portador de deficiência. Ele é uma pessoa dócil e alegre e desempenha muito bem suas atividades.
Roberto Antônio Hermes, 42 anos, gerente de Recursos Humanos

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