
À
GUISA DE COMENTÁRIO – AGOSTO, MÊS DO DESGOSTO
– É velho o axioma que chama “agosto o mês
do desgosto”. Todos os anos, quando agosto entra em cena se
pergunta: o que vai acontecer de ruim? Temos, sem dúvida,
alguns acontecimentos históricos ruins no mês de agosto.
Neste agosto, não aconteceu nada assim de aziago. Algumas
coisinhas: ronhas de todos os dias. Exceto, se alguém acha
que foi tão mais ruim a saída da ex-ministra do Meio
Ambiente Marina Silva do PT, para candidatar-se à presidência
da República pelo PV. Demais disso, foi alvissareiro o anúncio
de que a crise mundial chegou ao fim. Agosto termina com otimismo
e está ocorrendo a volta da confiança no mercado.
E confiança em economia é tudo. Desse jeito, a velha
crença de que agosto é o mês do desgosto vai
para o espaço. Se se confirmar isso, tudo volta à
normalidade e vamos ter um segundo semestre mais calmo, com a Gripe
A regredindo. Salvo se outras estrepolias estejam reservadas, nos
próximos meses. E nunca dá para descartar, porque
o clima político tem conturbado a atmosfera cá nos
pagos do Sul e na ilha da fantasia.
DINHEIRO PARA MUNICÍPIOS – A Câmara
dos Deputados aprovou, no dia 18 de agosto, o texto básico
da Medida Provisória 462, que foi editada para permitir socorro
da União às prefeituras, para compensar as perdas
com o Fundo de Participação dos Municípios/FPM,
em consequência da crise financeira internacional, no montante
de R$ 1 bilhão. No entanto, ainda não se conhece as
datas da liberação dos recursos e nem se conhece os
critérios que serão adotados para a distribuição
da ajuda. Há informações no sentido de que
nem todos os municípios serão contemplados.
MAIS ARROCHO – É o que devem esperar
os prefeitos. Na sexta-feira passada, foi creditado nas contas dos
municípios gaúchos o segundo decêndio (período
de dez dias) do Fundo de Participação dos Municípios.
O repasse foi 7,25% menor do que a estimativa da Secretaria do Tesouro
Nacional. O FPM de agosto deve ser 14,1% menor em termos nominais
e brutos. Assim sendo, a recuperação da economia brasileira
ainda não se refletiu no bolo do FPM. Historicamente, devido
à sazonalidade do FPM, os meses de julho e agosto são
os que indicam o menor valor do ano. Aviso aos marinheiros: apertem
os cintos.
NADA CAI DO CÉU: SEMPRE TEM QUE HAVER ALGUÉM
QUE BUSCA O MANÁ.
QUEDA DE ARRECAÇÃO – De acordo com
o balanço divulgado pela Receita Federal, houve uma queda
real de arrecadação, no mês de julho, de 9,38%,
em relação ao mês de julho do ano passado. R$
64,8 bilhões, em 2008; R$ 58,7 bilhões, em 2009. Isso,
explicam, por causa da desoneração fiscal. As maiores
perdas ocorreram no Imposto de Renda, IPI e Cofins.
DESEMPENHO GAÚCHO CAI – Em julho,
o Rio Grande do Sul arrecadou 3,6% menos do que no mesmo mês
do ano passado. O Rio Grande do Sul significa 5% do bolo arrecadatório
da União. Nos pagos foram arrecadados para as burras federais
R$ 2,7 bilhões, em julho. A arrecadação gaúcha
não foi melhor, por causa das desonerações
tributárias.
CHOPIM – É aquele pássaro preto
(comedor de arroz), que põe seus ovos no ninho do tico-tico.
O tico-tico choca os ovos e cuida dos filhotes do chopim e os cria.
Todos aqueles que querem adonar-se do trabalho e do esforço
dos outros – querem somar méritos com o suor alheio
– são chopins.
CSS – NO LUGAR DA CPMF – Quase sempre
o governo dá com uma mão e tira com a outra. Não
é o que está acontecendo com a CPMF? Aliás,
o tributo foi tirado da boca do governo com a mão dos parlamentares.
Agora, para engordar os cofres da federação, está
sendo criada a Contribuição Social para Saúde/CSS.
Tudo isso está sendo acelerado, porque caiu a arrecadação.
E o governo tem sede arrecadatória. Não basta que
os contribuintes já têm que trabalhar mais do que quatro
meses por ano para pagar impostos? O novo imposto prevê a
arrecadação de R$ 12 bilhões em recursos para
a saúde, ou seja, ela prevê uma contribuição
de 0,1% das movimentações financeiras. O contribuinte
mais uma vez tem que pôr a mão no bolso.
NA VERDADE, SE O POVO ESTIVESSE NADANDO EM DINHEIRO, NÃO
HAVERIA NENHUMA RECLAMAÇÃO. O QUE FAZ A CHORADEIRA
É A MÍNGUA.
APOSENTADOS E PENSIONISTAS MERECEM MELHOR ATENÇÃO
– Ninguém quer enriquecer com a aposentadoria ou a
pensão, mas sobreviver honradamente.
ESTIAGEM – Com certeza, essa você não
sabia: o Rio Grande do Sul é o segundo estado do País
que mais sofre com as estiagens. Só a Paraíba nos
ganha nesse item. Qual é que seria a causa de tanta seca
aqui nos pagos? Talvez, a posição geográfica.
Bem, a torcida dos produtores rurais é que, na presente safra,
chova normalmente.
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