
À
GUISA DE COMENTÁRIO - BOBALHÕES - Somos,
pois. Enquanto aqui nos digladiamos por causa de ideologias espúrias
e superadas, lá jogam alto no desenvolvimento. Será
verdade ou será mentira? Pura verdade, por essas bandas sul-americanas
somos bobalhões, babacas, acreditando em Hugo Chávez,
em..., enquanto “os chineses crescem 11%, 12% e até
13% ao ano, desde 1979, e tiram 300 milhões de habitantes
da pobreza, os sul-americanos continuam discutindo sobre ideologias
superadas”. Mais números para assumir que somos bobalhões:
em 1950, o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada do que
a da Coreia do Sul. E, hoje, a Coreia do Sul desponta entre as maiores
potências econômicas da Ásia. Outra estatística:
em 1950, um cidadão norte-americano era quatro vezes mais
rico que um cidadão latino-americano. E, hoje, um cidadão
dos Estados Unidos é 10, 15 e até 20 vezes mais rico.
O que os cidadãos de outros quadrantes do mundo têm
que os sul-americanos não têm? Cabeça. Enquanto
muitos países nadam em dinheiro pelo mundo afora, emprego
e riquezas, por aqui nos contentamos com migalhas. Aqui nós
nos estraçalhamos em radicalismos. Somos ou não somos
bobalhões?
AGRICULTURA VAI TER RECURSOS - O governo federal
assegura que não vão faltar recursos para a safra
2009/2010. Os agricultores terão disponibilizados R$ 107,5
bilhões, através do Plano Safra. A agricultura comercial
– voltada para a exportação – terá
R$ 92,5 bilhões e a familiar, R$ 15 bilhões. O total
previsto e anunciado pelo governo acrescenta 37% mais recursos ao
crédito agrícola em relação ao Plano
Agrícola e Pecuário da safra passada. O interessante
é que os recursos anunciados estejam à disposição
dos agricultores em tempo hábil.
BAIXA DO MILHO - Na próxima safra, a perspectiva
é de que ocorra uma redução de 50% da área
plantada de milho, em função do aviltamento dos preços.
O arroz também poderá ter redução de
área plantada, no Rio Grande do Sul, em função
do baixo volume dos reservatórios para irrigação,
na região arrozeira, sobretudo, da Fronteira Oeste. A cultura
da soja vai estar em alta na próxima safra. Motivo: cotação
boa, baixa dos custos dos insumos. O custo dos insumos caiu cerca
de 30%.
FISCALIZAÇÃO OU PATRULHAMENTO - Fiscalizar
é preciso. Patrulhar é perseguir. Fiscalizar é
nobre. Patrulhar é nojento. Fiscalizar é buscar correção.
Patrulhar é tentar pegar no contrapé. Muitas atitudes
que estão no ar no dia-a-dia cheiram mais a patrulhamento
do que à fiscalização.
MEIO AMBIENTE - São Paulo é o primeiro
estado brasileiro que vai pagar por serviços ambientais.
Quem diria! O governo paulista vai criar a figura dos protetores
de água e do verde, que vão receber recursos para
preservar o sistema ecológico. Finalmente, uma ideia didática:
ao invés do castigo, a recompensa. Assim deveria ser, também,
com os bons pagadores: ao invés de dar anistia aos maus pagadores,
para quem é pontual no pagamento das suas contas e compromissos,
deveria ter recompensa. Por que não?
IRRIGAÇÃO - Para os males, os remédios.
Contra as consecutivas secas, o programa de irrigação.
O Rio Grande do Sul saiu na frente. Já temos aqui uma Secretaria
Estadual de Irrigação. A Câmara dos Deputados,
através da Comissão Externa de Estiagem, sugere a
criação do Fundo Nacional de Apoio à Irrigação/Funairga.
A iniciativa partiu de um parlamentar gaúcho: Marco Maia,
do PT. É impossível que a situação no
Rio Grande do Sul não mude, se forem construídos milhares
de açudes, microaçudes e barragens.
PERDAS - Em consequência das constantes estiagens,
nos últimos 15 anos, na economia gaúcha, só
nas culturas de soja e milho, foram perdidos 56 milhões.
Quase quatro milhões, em média, por ano. Desse jeito,
tem que nascer uma política permanente e preventiva, para
prevenir as futuras estiagens. Está na cara que vai haver
novas estiagens lá adiante.
EXPORTAÇÕES - A participação
brasileira nas exportações mundiais passou de 1,1%
entre 1980/1084 para 1,2%, em 2008. Enquanto isso, a Coreia do Sul
passou de 1,2% para 2,7% e a China de 1,1% para 9,1%. As informações
procedem do ex-ministro da Economia, Delfim Neto. Está aí
a chiadeira dos empresários brasileiros e de outras nações
por causa da concorrência chinesa.
RENDIMENTO - Enquanto os investidores estrangeiros
na Bovespa tiveram ganhos de 5,6%, de janeiro até junho ao
mês, as aplicações no Tesouro norte-americano
rendem 0,8% ao ano. O Brasil é mesmo o paraíso dos
especuladores.
ABSURDO - A legislação quer destinar
20% da área agricultável para preservação,
o que os produtores rurais consideram um absurdo. E há também
a exigência legal da exploração de 80% da área
disponível, para que uma propriedade rural seja considerada
produtiva. Os dois assuntos são polêmicos e estão
sujeitos a mudanças.
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