Ano XX - EDIÇÃO 1065

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – ALARME FALSO – A Gripe Influenza A, que mudou de nome e que já ceifou quase 60 vidas (03/08/2009), no País, não é a primeira epidemia gripal. Teve a gripe espanhola, antes do nosso tempo. A asiática nos surpreendeu, nos idos de 1955 ou 1956. Depois veio a aviária. Todas gripes matadeiras e que causaram pânico e prejuízos ingentes. Mas todas juntas não tiveram a repercussão da Gripe A, ou Nova Gripe, inicialmente batizada erroneamente de Gripe Suína. O vírus veio do Hemisfério Norte e, hoje, está disseminado em mais de 150 países. Virou pandemia. Além do prejuízo à saúde, causou sérios danos à economia. A divulgação – um verdadeiro alarde – de Gripe Suína foi um desastre. A imprensa se espaldou divulgando a Gripe Suína, sem se dar conta de que quem pagaria a conta seriam os suinocultores. O consumo da carne suína caiu verticalmente. A exportação despencou. E o prejuízo castiga os criadores de porcos. Tudo fruto de alarde. Do irresponsável alarde do batismo errado da gripe.
DISCREPÂNCIA – A Constituição Federal manda a União gastar 25% em Educação; o Estado, 35%. Os municípios, também, têm que gastar 25% em Educação. São as discrepâncias. Pergunta-se: por que o Estado 35% e a União 25%?
ESTADO EXPORTADOR – O Rio Grande do Sul, por ser estado exportador, paga caro. As vendas ao exterior não pagam tributos. Assim sendo, devido a essa exoneração, o Rio Grande do Sul tem quase R$ 2 bilhões a receber da Lei Kandir. O crédito é dos cofres da União.
FAZER MAIS COM MENOS SIGNIFICA ECONOMIZAR NOS CUSTOS E NAS DESPESAS. É SINÔNIMO DE EFICIÊNCA, NEM SEMPRE PRESENTE NA GESTÃO PÚBLICA.
DO PALÁCIO
– Uma das queixas oriundas do Palácio Municipal é a demasiada burocracia para desenvolvimento e implantação de projetos. Não se estranhe, pois, que a atual administração tenha que inaugurar obras que tiveram início no período anterior. No andar da carruagem, a próxima administração vai ter que se preparar para inaugurar inúmeras obras conquistadas nesta administração. Se a filosofia burocratizante não mudar. Uma exceção serão as obras de iniciativa privada. Não há por que chorar e cobrar méritos daqui e dali.
O QUE PENSAM – “A governadora Yeda Crusius é um ser humano normal, privilegiada por ser inteligente e ter sido escolhida pela maioria dos rio-grandenses para ser a governadora do Estado. Portanto, deve ser respeitada...” É o que pensam muitos gaúchos. Mas nunca na história do último meio século alguém foi tão desrespeitado e massacrado por pessoas sedentas do poder.
PRESENTES – É o que Lula está dando aos países vizinhos. Por que será? O mais recente foi ao Paraguai, concordando com o bispo-presidente em majorar substancialmente o valor da energia a ser paga ao Paraguai da binacional Itaipu. Lula já tem uma extensa série de presentes para países da América Latina, como Venezuela, Bolívia e Cuba, bem como para a África. Agorinha mesmo, o BNDES vai emprestar R$ 3 bilhões à Argentina, para auxiliar no reescalonamento da dívida externa. Com certeza, Lula está pensando que “quem dá aos pobres empresta a Deus”. Ou existiria alguma razão da qual nem sequer suspeitamos? Ou seria: não é bom o Brasil nadar em dinheiro, vendo os vizinhos se afogando na miséria?
CUSTO DA CRISE MUNDIAL – Custou cara a crise financeira mundial. Nada menos do que 10 trilhões de dólares. Quase 20 trilhões de reais. Algumas economias vão enfrentar a pior dívida pública, desde a Segunda Guerra Mundial. Os países ricos, segundo o FMI, oferecem juntos 9,2 trilhões de dólares como ajuda ao setor financeiro, enquanto as economias emergentes, tipo Brasil, China, gastaram um total de 1,7 trilhões. Estes valores equivalem a quase oito vezes o Produto Interno Bruto/PIB do Brasil, que é de cerca de 1,5 trilhão. É dinheiro para mais de metro.
MOLECADA – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, qualificou de “molecada”, referindo-se às análises de algumas consultorias que afirmam que o quadro de incertezas aumentou com o resultado ruim das contas públicas, em junho. E já relaciona isso às eleições presidenciais do ano que vem. O ministro deve estar exagerando. Enquanto isso, o governo aposta na retomada do crescimento econômico, a partir do segundo semestre. O ministro, sempre dentro do clima de otimismo exagerado, projeta 4,5%, a partir de 2010. Em se tratando de economia, não se pode garantir nada. Projetar até que pode.

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