
À
GUISA DE COMENTÁRIO – ALARME FALSO –
A Gripe Influenza A, que mudou de nome e que já ceifou quase
60 vidas (03/08/2009), no País, não é a primeira
epidemia gripal. Teve a gripe espanhola, antes do nosso tempo. A
asiática nos surpreendeu, nos idos de 1955 ou 1956. Depois
veio a aviária. Todas gripes matadeiras e que causaram pânico
e prejuízos ingentes. Mas todas juntas não tiveram
a repercussão da Gripe A, ou Nova Gripe, inicialmente batizada
erroneamente de Gripe Suína. O vírus veio do Hemisfério
Norte e, hoje, está disseminado em mais de 150 países.
Virou pandemia. Além do prejuízo à saúde,
causou sérios danos à economia. A divulgação
– um verdadeiro alarde – de Gripe Suína foi um
desastre. A imprensa se espaldou divulgando a Gripe Suína,
sem se dar conta de que quem pagaria a conta seriam os suinocultores.
O consumo da carne suína caiu verticalmente. A exportação
despencou. E o prejuízo castiga os criadores de porcos. Tudo
fruto de alarde. Do irresponsável alarde do batismo errado
da gripe.
DISCREPÂNCIA – A Constituição
Federal manda a União gastar 25% em Educação;
o Estado, 35%. Os municípios, também, têm que
gastar 25% em Educação. São as discrepâncias.
Pergunta-se: por que o Estado 35% e a União 25%?
ESTADO EXPORTADOR – O Rio Grande do Sul,
por ser estado exportador, paga caro. As vendas ao exterior não
pagam tributos. Assim sendo, devido a essa exoneração,
o Rio Grande do Sul tem quase R$ 2 bilhões a receber da Lei
Kandir. O crédito é dos cofres da União.
FAZER MAIS COM MENOS SIGNIFICA ECONOMIZAR NOS CUSTOS E NAS
DESPESAS. É SINÔNIMO DE EFICIÊNCA, NEM SEMPRE
PRESENTE NA GESTÃO PÚBLICA.
DO PALÁCIO – Uma das queixas oriundas do Palácio
Municipal é a demasiada burocracia para desenvolvimento e
implantação de projetos. Não se estranhe, pois,
que a atual administração tenha que inaugurar obras
que tiveram início no período anterior. No andar da
carruagem, a próxima administração vai ter
que se preparar para inaugurar inúmeras obras conquistadas
nesta administração. Se a filosofia burocratizante
não mudar. Uma exceção serão as obras
de iniciativa privada. Não há por que chorar e cobrar
méritos daqui e dali.
O QUE PENSAM – “A governadora Yeda
Crusius é um ser humano normal, privilegiada por ser inteligente
e ter sido escolhida pela maioria dos rio-grandenses para ser a
governadora do Estado. Portanto, deve ser respeitada...” É
o que pensam muitos gaúchos. Mas nunca na história
do último meio século alguém foi tão
desrespeitado e massacrado por pessoas sedentas do poder.
PRESENTES – É o que Lula está
dando aos países vizinhos. Por que será? O mais recente
foi ao Paraguai, concordando com o bispo-presidente em majorar substancialmente
o valor da energia a ser paga ao Paraguai da binacional Itaipu.
Lula já tem uma extensa série de presentes para países
da América Latina, como Venezuela, Bolívia e Cuba,
bem como para a África. Agorinha mesmo, o BNDES vai emprestar
R$ 3 bilhões à Argentina, para auxiliar no reescalonamento
da dívida externa. Com certeza, Lula está pensando
que “quem dá aos pobres empresta a Deus”. Ou
existiria alguma razão da qual nem sequer suspeitamos? Ou
seria: não é bom o Brasil nadar em dinheiro, vendo
os vizinhos se afogando na miséria?
CUSTO DA CRISE MUNDIAL – Custou cara a crise
financeira mundial. Nada menos do que 10 trilhões de dólares.
Quase 20 trilhões de reais. Algumas economias vão
enfrentar a pior dívida pública, desde a Segunda Guerra
Mundial. Os países ricos, segundo o FMI, oferecem juntos
9,2 trilhões de dólares como ajuda ao setor financeiro,
enquanto as economias emergentes, tipo Brasil, China, gastaram um
total de 1,7 trilhões. Estes valores equivalem a quase oito
vezes o Produto Interno Bruto/PIB do Brasil, que é de cerca
de 1,5 trilhão. É dinheiro para mais de metro.
MOLECADA – O ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, qualificou de “molecada”, referindo-se às
análises de algumas consultorias que afirmam que o quadro
de incertezas aumentou com o resultado ruim das contas públicas,
em junho. E já relaciona isso às eleições
presidenciais do ano que vem. O ministro deve estar exagerando.
Enquanto isso, o governo aposta na retomada do crescimento econômico,
a partir do segundo semestre. O ministro, sempre dentro do clima
de otimismo exagerado, projeta 4,5%, a partir de 2010. Em se tratando
de economia, não se pode garantir nada. Projetar até
que pode.
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