
À
GUISA DE COMENTÁRIO – VALORES – Precisam
ser cultivados. No transcurso do dia 25 de julho, antes de mais
nada o Dia do Imigrante, porque nesta data desembarcaram os primeiros
39 alemães do bergantim Martim Pescador, no rio dos Sinos,
em São Leopoldo, vindos do outro lado do oceano, do Hunsrück.
(Reivindico que a data do imigrante seja comemorada). De forma quase
subliminar vem à tona a necessidade de cultivar valores.
Os valores herdados, que vêm do berço. A mais preciosa
herança que um ser humano pode ter, os de família.
Tempos houve em que se quis esquecer a origem. Muitos quiseram se
fazer passar por autóctones. Esta realidade está mudando
e novamente a maioria assume os seus antepassados, a sua raça,
a sua origem, embora muitas vezes humilde. Na raiz da descendência
existem valores insofismáveis. Valores que orgulham, que
podem ser exteriorizados e ostentados. É o que fazem os de
etnia alemã, quando criam o Grupo de Etnia Alemã,
os italianos com seu grupo de etnia italiana. Há cultura,
há costumes, há valores que precisam ser cultivados.
Não se pode perder as raízes. Até que enfim
houve este entendimento dos de origem germânica, dos teuto-brasileiros
que estão se organizando em Três de Maio. Para quê?
Para exaltar valores da raça, da origem, através do
cultivo das coisas do passado.
TAXA BÁSICA – A taxa básica
Selic será congelada em 8,75%. Um recorde histórico,
na verdade. Só que os reflexos na economia são pequenos,
porque os juros bancários não acompanharam a descida
da Selic. E o objetivo do corte dos juros era proporcionar juros
mais módicos aos consumidores. Em comparação
do que acontece nos Estados Unidos e países da União
Européia a nossa taxa básica continua elevada.
BOM MOMENTO – Se no futebol existe o bom
momento, na política e na gestão pública, também
há o bom momento. O chefe do Executivo três-maiense
vive este bom momento. Achou, sem demora, a tática certa,
pôs o time certo em campo, e o jogo da administração
caminha no rumo de bons resultados. Tem estrela o condutor da locomotiva.
Por isso, a senda, diria a estrada dos novos rumos, está
largamente aberta. E a máquina segue a todo vapor.
MAIS SOJA – Com a queda do dólar quase
diariamente, o preço da soja também está caindo,
porque cotado na moeda norte-americana. Mas o indicativo para a
safra 2009/2010 é de que, no Rio Grande do Sul, haverá
incremento na área de plantio e de produção,
em relação à safra passada. A tendência
do crescimento no plantio da oleaginosa são, sobretudo, os
baixos preços pagos pelo milho. Também, não
está descartado o receio da estiagem, que nos últimos
anos tem prejudicado o milho em terras gaúchas. Outra notícia
alvissareira é a redução do preço dos
fertilizantes em torno de 30%, com relação ao ano
passado. O que os produtores querem é a complacência
de São Pedro, depois de tantas arruaças no tempo inclemente.
FEIRA LIVRE – Um acontecimento bonito e mais
do que isso, importante, para os feirantes de Três de Maio,
a inauguração da Feira Livre Municipal. Um estímulo
para a classe dos feirantes, que, a partir de agora, terão
um local mais amplo para vender os seus produtos. São 14
bancadas disponíveis. Os produtores de produtos hortifrutigranjeiros,
no futuro, poderão ter mais seis boxes, porquanto existe
um projeto de ampliação do local. Os feirantes precisam
de estímulo, por que cada vez menos produtores primários
se dedicam à produção de alimentos, sobretudo,
orgânicos.
DEIXE OS EDUCADORES FAZER A SUA LIÇÃO. ELES
SABEM A SUA MISSÃO.
BONDADES – É o que convencionaram chamar os
benefícios concedidos pela presidência da República
aos prefeitos. Fala-se em abrir o saco de bondades. Uma bela metáfora.
Na Marcha dos Prefeitos em Defesa dos Municípios, há
duas semanas, o presidente Lula bancou o pai generoso. E os prefeitos
consideram isso como conquistas. O presidente liberou R$ 1 bilhão
para construção de casas populares nos municípios
com menos de 50 mil habitantes. Doou 8.443 ônibus escolares
para 1.800 municípios. Também reduziu 40% as contrapartidas
dos municípios nas obras do Programa de Aceleração
do Desenvolvimento/PAC. Sorte para quem se abrir o saco de bondades.
PIOR INVERNO – Fala-se no pior inverno dos
últimos 13 anos. Desde 1996, não fez tanto frio. Reclamava-se
que não havia mais inverno. E aí está ele de
volta. Vão reclamar do que agora? Há, também,
a versão de que não fez tanto frio na Fronteira Oeste,
desde 1961. Temperaturas abaixo de zero, aqui na região.
Isso é bom ou ruim? Uns tiram proveito – lojas de confecções,
áreas de turismo e afins. Quem perde mais uma vez são
os produtores primários, que já foram duramente castigados
pelo verão inclemente e seco.
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