Ano XX - EDIÇÃO 1064

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – VALORES – Precisam ser cultivados. No transcurso do dia 25 de julho, antes de mais nada o Dia do Imigrante, porque nesta data desembarcaram os primeiros 39 alemães do bergantim Martim Pescador, no rio dos Sinos, em São Leopoldo, vindos do outro lado do oceano, do Hunsrück. (Reivindico que a data do imigrante seja comemorada). De forma quase subliminar vem à tona a necessidade de cultivar valores. Os valores herdados, que vêm do berço. A mais preciosa herança que um ser humano pode ter, os de família. Tempos houve em que se quis esquecer a origem. Muitos quiseram se fazer passar por autóctones. Esta realidade está mudando e novamente a maioria assume os seus antepassados, a sua raça, a sua origem, embora muitas vezes humilde. Na raiz da descendência existem valores insofismáveis. Valores que orgulham, que podem ser exteriorizados e ostentados. É o que fazem os de etnia alemã, quando criam o Grupo de Etnia Alemã, os italianos com seu grupo de etnia italiana. Há cultura, há costumes, há valores que precisam ser cultivados. Não se pode perder as raízes. Até que enfim houve este entendimento dos de origem germânica, dos teuto-brasileiros que estão se organizando em Três de Maio. Para quê? Para exaltar valores da raça, da origem, através do cultivo das coisas do passado.
TAXA BÁSICA – A taxa básica Selic será congelada em 8,75%. Um recorde histórico, na verdade. Só que os reflexos na economia são pequenos, porque os juros bancários não acompanharam a descida da Selic. E o objetivo do corte dos juros era proporcionar juros mais módicos aos consumidores. Em comparação do que acontece nos Estados Unidos e países da União Européia a nossa taxa básica continua elevada.
BOM MOMENTO – Se no futebol existe o bom momento, na política e na gestão pública, também há o bom momento. O chefe do Executivo três-maiense vive este bom momento. Achou, sem demora, a tática certa, pôs o time certo em campo, e o jogo da administração caminha no rumo de bons resultados. Tem estrela o condutor da locomotiva. Por isso, a senda, diria a estrada dos novos rumos, está largamente aberta. E a máquina segue a todo vapor.
MAIS SOJA – Com a queda do dólar quase diariamente, o preço da soja também está caindo, porque cotado na moeda norte-americana. Mas o indicativo para a safra 2009/2010 é de que, no Rio Grande do Sul, haverá incremento na área de plantio e de produção, em relação à safra passada. A tendência do crescimento no plantio da oleaginosa são, sobretudo, os baixos preços pagos pelo milho. Também, não está descartado o receio da estiagem, que nos últimos anos tem prejudicado o milho em terras gaúchas. Outra notícia alvissareira é a redução do preço dos fertilizantes em torno de 30%, com relação ao ano passado. O que os produtores querem é a complacência de São Pedro, depois de tantas arruaças no tempo inclemente.
FEIRA LIVRE – Um acontecimento bonito e mais do que isso, importante, para os feirantes de Três de Maio, a inauguração da Feira Livre Municipal. Um estímulo para a classe dos feirantes, que, a partir de agora, terão um local mais amplo para vender os seus produtos. São 14 bancadas disponíveis. Os produtores de produtos hortifrutigranjeiros, no futuro, poderão ter mais seis boxes, porquanto existe um projeto de ampliação do local. Os feirantes precisam de estímulo, por que cada vez menos produtores primários se dedicam à produção de alimentos, sobretudo, orgânicos.
DEIXE OS EDUCADORES FAZER A SUA LIÇÃO. ELES SABEM A SUA MISSÃO.
BONDADES
– É o que convencionaram chamar os benefícios concedidos pela presidência da República aos prefeitos. Fala-se em abrir o saco de bondades. Uma bela metáfora. Na Marcha dos Prefeitos em Defesa dos Municípios, há duas semanas, o presidente Lula bancou o pai generoso. E os prefeitos consideram isso como conquistas. O presidente liberou R$ 1 bilhão para construção de casas populares nos municípios com menos de 50 mil habitantes. Doou 8.443 ônibus escolares para 1.800 municípios. Também reduziu 40% as contrapartidas dos municípios nas obras do Programa de Aceleração do Desenvolvimento/PAC. Sorte para quem se abrir o saco de bondades.
PIOR INVERNO – Fala-se no pior inverno dos últimos 13 anos. Desde 1996, não fez tanto frio. Reclamava-se que não havia mais inverno. E aí está ele de volta. Vão reclamar do que agora? Há, também, a versão de que não fez tanto frio na Fronteira Oeste, desde 1961. Temperaturas abaixo de zero, aqui na região. Isso é bom ou ruim? Uns tiram proveito – lojas de confecções, áreas de turismo e afins. Quem perde mais uma vez são os produtores primários, que já foram duramente castigados pelo verão inclemente e seco.

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