Ano XX - EDIÇÃO 1063

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OPINIÃO

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Como agricultor, qual é
a maior dificuldade que
a classe enfrenta?

“Na minha opinião, os preços são o principal entrave na agricultura. Na questão do leite, o preço pago atualmente ao produtor é uma vergonha, enquanto que nas prateleiras dos supermercados, o preço dispara. O tempo também é outro fator que, nos últimos anos, está fazendo com que as colheitas fartas não ocorram.
Abílio Schrammel, 65 anos, agricultor de Caúna Baixa – Três de Maio



 


“O agricultor, hoje, não tem mais segurança em relação ao seu futuro na lavoura devido aos baixos preços pagos por aquilo que se produz. Quando é hora de recebermos por aquilo que produzimos, o que temos é dívidas, já que os custos com a produção são maiores que o valor final.
Já os incentivos do governo, na maioria das vezes, não beneficiam aqueles que realmente precisam, porque existe muita burocracia. Nos últimos anos o clima também não ajudou o homem do campo. É difícil termos uma safra boa, e isso nos frustra.
Jorge Baú, 43 anos, agricultor de Progresso – Três de Maio

 

 

 

“Para mim, o principal fator que está ‘empatando’ a sobrevivência do homem no campo é o tempo. As boas safras, nos últimos anos, são atrapalhadas pelas alterações no clima.
Entendo que o preço não é prioridade, pois se o tempo colaborasse e a safra fosse cheia, o lucro seria satisfatório.
Milton Riffel, 51 anos, agricultor de Cinco
Barulhos – São José do Inhacorá


 

 



“O maior problema que o agricultor enfrenta é a falta de incentivo, por parte do governo, para que permaneça no campo. Em seguida, vem a questão do preço pago pelos produtos.
E, além da soja, trigo e milho, outros produtos, como ovos, derivados da cana-de-açúcar e do leite, não têm venda permitida na cidade, poque existe muita burocracia, o que torna inviável a venda. Por isso não adianta falarem que o agricultor deve plantar abóboras e mandioca, entre outros, porque isso não paga as contas no fim do mês.
E o dinheiro que o governo está destinando para os agricultores, na minha opinião, deveria ser dado, e não emprestado. Somos nós, trabalhadores do setor primário da economia, que giramos grande parte dos lucros deste país.
Ser agricultor hoje está complicado. Se o governo não tomar atitudes que visem à volta por cima dessa classe trabalhadora, a situação irá piorar.
Zegrite Sampaio Drefs, 54 anos, agricultora
de São Roque – Independência

 


“Sem dúvida, a maior dificuldade enfrentada é o preço pago pelos produtos agrícolas. Hoje, por exemplo, o preço da soja está uma vergonha.
Na hora em que o agricultor precisa pagar os financiamentos, o preço baixa. E aí, como é que vai conseguir pagar as dívidas?
Outra questão que ultimamente vem desanimando o homem do campo é o preço pago pelo leite. O lucro não aparece, apenas o trabalho que essa atividade requer.
Célia Mella Telka, 52 anos, agricultora
de Rocinha – Três de Maio

 

 

 

Na minha opinião, o governo deveria ajudar mais os pequenos agricultores, que são os que mais precisam. Hoje, essa classe não tem incentivo para permanecer na lavoura, porque o que produzem não tem valor.
Na hora de plantar, os preços estão elevados, e quando chega a hora de vender aquilo que se produziu, o lucro não aparece, pois os
preços estão baixos.
Marta Maria Aleknovic, 81 anos, agricultora aposentada de Rocinha – Três de Maio

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