R$
107,5 bilhões para o
Plano Safra 2009/2010
Na segunda-feira, dia 22, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes,
anunciaram R$ 107,5 bilhões para financiar e custear
o plano agrícola e pecuário 2009/2010. De
acordo com o ministtro, o foco central será o incentivo
ao médio produtor rural, ao cooperativismo e à
produção agropecuária sustentável.
O total previsto acrescenta mais 37% de recursos para o
crédito rural em relação ao Plano Agrícola
e Pecuário do período anterior. Para a nova
safra, a agricultura comercial contará com R$ 92,5
bilhões e a familiar terá R$ 15 bilhões.
Os programas de investimento para a safra 2009/2010 vão
contar com R$ 14 bilhões, um avanço de 37%
em relação ao plano anterior. Entre as novidades,
está a criação do Programa de Capitalização
de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), que
contará com R$ 2 bilhões. Além disso,
serão ampliados o Programa de Geração
de Emprego e Renda (Proger Rural), cuja verba subirá
de R$ 2,9 bilhões para R$ 5 bilhões, e o Programa
de Incentivo à Produção Sustentável
do Agronegócio (Produsa), com alta de R$ 1 bilhão
para R$ 1,5 bilhão.
Os recursos para custeio e comercialização
a juros controlados serão acrescidos em 20,8%, para
R$ 54,2 bilhões. Os preços mínimos
fixados para 33 culturas foram reajustados em até
65%, informou o ministério. Entre as culturas cujos
valores serão aumentados estão o arroz (20%),
o leite (15%), a raiz de mandioca (12%), a soja (10%) e
o milho (6%).
Para a safra 2009/2010, o governo aumentará de 25
para 39 o número de culturas contempladas pelo zoneamento
agrícola de risco climático, programa que
tem por objetivo reduzir as perdas nas lavouras ocasionadas
pelas intempéries.
Recursos para o médio produtor e cooperativas
O médio produtor agrícola terá na safra
2009/2010 R$ 5 bilhões para financiar a lavoura,
uma alta de 72% nos recursos previstos no ciclo anterior.
Esses recursos serão ofertados por meio do Proger
Rural, programa que foi reformulado pelo ministério
para facilitar o acesso ao crédito com condições
facilitadas. Além da ampliação do volume
financeiro, o programa dobrou o limite de renda do produtor
que pode ter acesso aos recursos. Agora, será necessário
comprovar uma renda superior a R$ 110 mil e inferior a R$
500 mil. Os limites de crédito para custeio, investimento
e comercialização subiram de R$ 150 mil para
R$ 250 mil.
O cooperativismo, responsável por quase 40% da produção
nacional de grãos, foi contemplado no Plano de Safra
com R$ 2 bilhões por meio do Procap Agro, programa
criado para desenvolver a ampliação do capital
de giro e a reestruturação patrimonial das
cooperativas de produção agropecuária,
agroindustrial, aquícola e pesqueira.
Segundo as regras do programa, os recursos poderão
financiar a aquisição ou a integralização
das cotas-parte do capital social das cooperativas e também
será possível aumentar o capital de giro associado
ou não a um projeto de investimento, além
do saneamento financeiro da cooperativa. O limite de financiamento
será de R$ 25 mil por associado e o limite da cooperativa
foi fixado em R$ 50 milhões. A linha de crédito,
com prazo de reembolso de até seis anos, tem taxa
de juro anual de 6,75%.