
À
GUISA DE COMENTÁRIO – UM RECADO PARA O DIA DO MEIO
AMBIENTE – O Dia do Meio Ambiente transcorreu, no
dia 5 de junho, e aí vale o seguinte recado: A Terra tem
70% de sua superfície coberta por água. Desse volume
total, porém, 97,5% é salgada e está nos mares
e oceanos. Restam, portanto, apenas 2,5% de água doce. Deste
percentual, 68,9% formam as calotas polares, as geleiras e a neve
que se acumula no cume das montanhas, 0,9% corresponde à
umidade do solo e dos pântanos, apenas 0,3% está em
rios e lagos, e os 29,9% restantes são as águas subterrâneas.
A recente estiagem – prestem bem atenção a isso
– que atingiu o Rio Grande do Sul serve mais uma vez de alerta
para a necessidade de preservação dos poucos locais
que possuem água doce. Temos os nossos rios, os lajeados,
córregos e as nascentes de água limpa e gostosa, que
precisam ser preservados. É preciso cuidar dessas águas
como se cuida de um filho, porque elas são cada vez mais
raras. Lembro de novo: temos apenas 2,5% de água doce no
planeta Terra, por isso ela é uma joia rara. É quase
só na Semana do Meio Ambiente e especificamente no Dia do
Meio Ambiente que as pessoas se lembram de fazer este tipo de apelo.
É uma pena, porque Dia do Meio Ambiente é todo dia.
Se não houver mais água doce potável, o que
vamos beber? Digam, por favor.
PRODUTOR QUER MAIS – Recursos. Em face da
seca e suas nefastas consequências, os produtores rurais querem
mais ajuda governamental. Através de manifestações
– algumas exageradas – prefeituras e agricultores pedem
mais recursos contra a estiagem. O presidente da Famurs, ex-prefeito
de Igrejinha, que está deixando a presidência, opinou
uma coisa correta: “estiagem no Estado não pode mais
ser tratada como eventual”. É com esta ótica
que a seca daqui para a frente terá que ser vista. Mas o
produtor não pode ficar sentado, esperando de chapéu
na mão ajuda do governo todos os anos. Algumas providências
pontuais precisam ser tomadas.
MINISTRO NÃO SAI – Ele, o ministro
do Meio Ambiente, mesmo desgastado por causa de desavenças
com outros ministros e com a bancada ruralista, disse com todas
as letras que ficará no cargo. No entanto, ele admite que
se excedeu, quando chamou os produtores rurais de “vigaristas”.
O PIOR JÁ PASSOU? – A Confederação
Nacional da Indústria/CNI mostra que o pior da crise global
já passou. No entanto, a atividade industrial não
está solidificada, o que deve acontecer somente a partir
do segundo semestre. Não há mais pânico no mercado
internacional. O processo recessivo deve prolongar-se um pouco mais
e deve ser o mais longo desde a grande depressão de 1930.
Com isso, sofre o emprego e a massa salarial, cuja recuperação,
infelizmente, deverá ser lenta.
DO PALÁCIO – Graças a Deus
no Palácio Municipal há sossego. Lá as reivindicações
mais fortes estão prosperando. As obras da Perdigão
S.A. já foram iniciadas. O anel rodoviário, que vai
ligar a BR-472 à futura universidade da Setrem, está
andando. O Programa Emancipar também deverá funcionar
e outros programas vêm aí. E o prefeito não
para. Três de Maio precisa estar no mapa da liderança
regional. É pensamento positivo de toda gente três-maiense.
“O BRASIL PRECISA DE ENTENDIMENTO ENTRE A AGRICULTURA
E A ECOLOGIA”. Frase de quem? Do ministro Carlos
Minc. E é verdade. Todos precisam da agricultura e da ecologia.
REFORMA TRIBUTÁRIA NÃO SAI –
Os políticos – ao menos, alguns – têm interesse
em que a reforma política seja votada o quanto antes. Principalmente,
o financiamento de campanha pelos cofres públicos. Mas o
ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, asseverou que não
deve ser votada a reforma tributária no governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. O assunto se arrastou durante
os oito anos de mandato. Aquele ministro também admitiu o
que todos sabem:” É preciso desburocratizar a máquina
pública e são necessárias medidas para melhorar
a gestão”. Uma das coisas a serem desburocratizadas
fez questão de citar: obtenção de licença
ambiental.
VINHO BOM é o que se tomava em décadas
idas, buscado na colônia de Três de Maio. Bom e barato,
aliás. Depois esta prática caiu em desuso, com a destruição
maciça dos parreirais, por causa da sede em produzir soja
e trigo. Mas, passados os anos, voltou a produzir-se vinho colonial.
Bem, até aqui tudo bem. Caiu-me nos ouvidos que, na semana
passada, nos dias 2 e 4 de junho, foram notificados cerca de 20
pequenos produtores artesanais de vinho por fiscais do SEAPA/DPV
– Secretaria de Agricultura/Departamento de Produção
Vegetal – vindos de Bento. Foi um alvoroço. Houve deduração
na certa. Quem foi o dedo-duro é outra questão. Mas,
sem dúvida, é um desserviço que está
se prestando para o setor primário, que passa por imensas
dificuldades. Com essa, azedou o vinho.
NÃO ADIANTAM VAGÕES CARREGADOS, QUANDO A LOCOMOTIVA
NÃO PUXA, AÍ O COMBOIO NÃO ANDA. Uma
metáfora aplicável aos gestores públicos e
de empresas privadas. Alguém tem que puxar a frente.
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