
À
GUISA DE COMENTÁRIO – ARMISTÍCIO –
É um período de tréguas. Usa-se em tempo de
guerra, quando são depostas as armas temporariamente, para
se discutir a paz. É o que se estabeleceu entre o Executivo
e o Legislativo, através de emissários, porque a beligerância
não leva a nada, não leva a lugar algum. Sou o primeiro
a respeitar o armistício. Se alguém romper o trato,
o armistício não dura e volta o tiroteio. Escrevo
de forma alegórica, para ser mais facilmente entendido. Quero
dizer que sou de índole pacífica, via de regra. Não
uso nem canivete, muito menos carneadeira. Nem falar em pontuda
adaga. Não me defendo sequer com bodoque, muito menos com
arma de fogo. Gosto da paz, de tranquilidade, de bandeira branca.
Só não me atirem pedras.
MAIS DINHEIRO – O bochincho dos produtores
rurais foi feio em vários pontos cardeais e rendeu mais dinheiro
para os atingidos pela seca. Dobraram os valores anunciados inicialmente:
R$ 40 milhões. Ainda não é muito para o volume
dos estragos.
SOBREVIVENTES – Assis Brasil, há mais
de 100 anos, dizia que o Rio Grande do Sul não tinha habitantes,
mas sobreviventes do clima. Pura verdade. Agora, finalmente, se
chegou à conclusão e se diz que a chuva por aqui é
a exceção. A regra, a seca.
OPINIÕES – Estão rotulando
casas e apartamentos de R$ 130 mil de populares. Há, no entanto,
sábias opiniões que classificam casa popular aquela
que custa, no máximo, R$ 50 mil, com prestação
de até R$ 300,00. Fora disso, é imóvel para
a classe média alta. Com a palavra, os especialistas.
“DEIXEM A GOVERNADORA TRABALHAR”. Do
deputado Iradir Pietroski, do PTB. Muttatis, muttandis: deixem o
homem trabalhar. O mínimo que se espera de um governante,
em qualquer nível, é trabalho. Aliás, era o
que em tempos idos exigiam para Lula, com o clássico “deixem
o homem trabalhar”.
MENOS JUROS – Com a queda dos juros da taxa
básica Selic, os cofres públicos federais pagaram
18% menos juros, no mês de abril. Isso indica que a taxa básica
deveria ter sido muito menor durante estes últimos anos.
O receio era de que haveria desabastecimento e alta da inflação.
Agora, teme-se o contrário. É bom lembrar que os juros
básicos estão, atualmente, em 10,25%. Podem baixar
mais.
PREJUÍZOS DA ESTIAGEM – Os prejuízos
agropecuários gaúchos causados pela seca no Rio Grande
do Sul estão calculados em R$ 2,14 bilhões. Mas podem
ser multiplicados por três, dado que o agronegócio
tem participação no PIB de 40%. Assim sendo, os danos
atingem R$ 6 bilhões. Isso balança a nossa economia.
CONSCIENTIZAÇÃO – Lenta, mas
inexoravelmente, vem chegando a conscientização de
que é preciso diversificar a nossa atividade primária.
Começa-se a falar em bacia leiteira, fruticultura, como novas
fontes de renda. Tudo em consequência dos fracassos das culturas
tradicionais, por causa das repetidas estiagens, na região.
Não se pode, contudo, pensar que produzir leite no sistema
antigo seja uma solução. É preciso evoluir
com tecnologia: pastagens, irrigação, melhoria genética.
Produzir frutas a nível comercial, também, seria uma
boa empreitada. Existem projetos prontos, mas faltam recursos. Alguma
coisa nova tem que acontecer na região.
MINISTRO CONTRA – O ministro do Meio Ambiente,
Carlos Minc, se manifestou contra os produtores rurais. Chamou-os
de “vigaristas”. O deputado gaúcho Luiz Carlos
Heinze entrou em campo em defesa da classe primária e protocolou
requerimento na Comissão de Agricultura, Pecuária
e Abastecimento Rural da Câmara dos Deputados convocando o
ministro do Meio Ambiente para esclarecer suas declarações
contra a classe produtora. “Se Minc for à Câmara
Federal, ouvirá poucas e boas”, disse Heinze. A balança
comercial brasileira só é superavitária graças
aos “vigaristas” apontados pelo ministro Carlos Minc.
QUIPROQUÓ – Deve haver algum quiproquó
sério nessa questão: não é admissível
que um ministro faça isso, porque somos o primeiro e o segundo
maior exportador mundial de açúcar, soja, suco de
laranja, café, tabaco, carne bovina e de frango.
DO PALÁCIO – Os primeiros resultados
de uma administração positiva e progressista já
pintam do alto do Paço Municipal. Temos um prefeito empreendedor,
pegador, que não mede esforços para que Três
de Maio tenha uma nova era. Os primeiros investimentos já
estão sendo feitos: três micro-ônibus já
adentraram o parque de máquinas e, na semana passada, chegou
a sonhada retroescavadeira hidráulica e mais dois caminhões-caçamba,
através do Programa Provias. Devem enriquecer o parque da
municipalidade. Não pensem, todavia, que o prefeito esteja
esquecendo o lado social. Ele também sabe abrir o coração
para os necessitados.
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