
À
GUISA DE COMENTÁRIO – É PRECISO RESPEITAR
– Para ser respeitado. Há pessoas que não respeitam
e reclamam, quando não são respeitadas. Errado. Quem
não é educado não pode querer que os outros
– os interlocutores e escribas – sejam educados. Aí
o mal-educado acha que os outros são trouxas. Que ele está
engambelando os outros, os bem educados. Este filme eu estou vendo
nos últimos tempos. Há pessoas aí que se esmeram
nos bons modos, mas não são correspondidos: levam
bordoada a torto e a direito. Se os meus distintos leitores ainda
não perceberam isso, fiquem de olho escancarado e vejam.
Fico com pena de quem trata bem, de quem faz todas as mesuras possíveis
e leva canelada o tempo todo. Decididamente, com mal-educado o jeito
é ser mal-educado e meio. Na política isso é
feijão-com-arroz de cada dia. Não se respeita o adversário:
é chute na canela direto. E é lá que deveriam
estar as pessoas bem educadas, porque são eles os representantes
do povo e deveriam dar o bom exemplo. Então, por favor, não
estranhem, se vez por outra, vem chute de volta na canela.
NADA – A palavra NADA é que me chamou
atenção. Um vereador queria que não se investisse
NADA na recuperação do ginásio de esportes
Cardeal Pacelli, no chão, desde 1º de novembro de 2007.
É que foi mandado um projeto de lei para apreciação
da Câmara de Vereadores em que o Município propôs
uma contrapartida aos R$ 906,00 mil que o Estado vai investir, sendo
5% em forma de serviços e 5%, em valores monetários.
O vereador entendeu que o prefeito deveria dar este dinheiro aos
pobres. E o prefeito pode dar dinheiro a quem quer que seja? É,
realmente, uma visão míope. Os vereadores que estivessem
contra a destinação de uma contrapartida deveriam
ter votado contra o projeto de lei. Agora, falar contra depois é
arrepender-se de ter dado o sim no altar.
UM BILHÃO PARA OS MUNICÍPIOS –
Mesmo depois da copiosa chuva, na primeira quinzena de maio, municípios
continuam decretando situação de emergência.
Enquanto isso, outros municípios fazem protestos, tardios
embora, e são tomadas medidas de cortes de gastos. Até
algumas medidas antipáticas. O governo federal, mais do que
depressa, começa a liberar R$ 1 bilhão. Dinheiro esse
para ajudar os municípios que estão recebendo menos
recursos do Fundo de Participação dos Municípios/FPM,
por conta da queda de arrecadação em tempo de crise
econômica. Os municípios agradecem: cerca de 90% do
dinheiro vai para municípios do interior, os restantes 10%
vão para as capitais. Vão correr lágrimas de
alegria.
VOLTA O TERCEIRO MANDATO – O Lula jurou que
estava cansado, que queria ir para casa e instalar-se confortavelmente
numa rede, depois de oito anos no comando da ilha da fantasia. Agora,
novo zunzum de um possível terceiro mandato. As 171 assinaturas
necessárias para o encaminhamento de uma Proposta de Emenda
Constitucional já estariam na mão, visando a um referendo
sobre a possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva concorrer
a um terceiro mandato. Dá para entender, sim. A mãe
do PAC, que era e é a candidata do presidente, não
decolou. Foi anunciado um câncer. Esta notícia tem
fundamento. A oposição entende que se lembraram tarde
demais de aplicar o golpe, porque, até setembro, não
daria tempo para mudar a Constituição.
MUDANÇA DA CULTURA – Foi o que escrevi
aqui outro dia. Foi o que disse o ministro da Integração
Nacional, Geddel Vieira Lima, durante um seminário sobre
irrigação, em Brasília. O ministro disse que
o Rio Grande do Sul e Santa Catarina precisam mudar a sua cultura
em relação à seca. E é verdade. Do contrário,
em cada cinco anos, vão sofrer em três, por causa da
estiagem.
DÓLAR CAI/PIB SOBE – O dólar
vem caindo dia a dia. Está próximo dos R$ 2,00. Só
não entendo por que a equipe econômica está
preocupada com a queda, se não se preocupava quando chegou
a R$ 1,60. Para o ministro Mantega, a alta do dólar tem um
lado positivo. Enquanto isso, o problema do ano é acertar
o PIB referente a 2009. Ora se fala que será negativo. Logo
mais, as perspectivas indicam que poderá ser de 1%. Lá
adiante já se chuta em 3% e até 4%. Tomara que seja
4%, 5% ou mais o Produto Interno Bruto do ano. Quem ganha, neste
caso, é a nossa economia.
AGRICULTORES ACHAM POUCO – Os produtores
rurais acharam para lá de pouco a ajuda anunciada pelo governo
federal de R$ 1.500,00 a título de subsídio para os
prejuízos causados pela estiagem. Os R$ 20 milhões
anunciados receberam severas críticas. Na verdade, os R$
1.500,00, mesmo a juros baixos, pouco ou nada resolvem numa situação
de emergência. Em muitos municípios da região,
pinta o terror do desemprego, por causa da falta de circulante.
Começou a chover, mas os danos da seca perduram.
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