Ano XX - EDIÇÃO 1055

J. Semanal
Capa
J.Morais
Economia
Do Leitor
Notas
Click Social
Opinião
Registro Jurídico
Plantão Policial
Classificados
Esportes
Equipe
Serviços
Busca
Tempo
Bancos
Tradutor
Gov. Estadual
Receita Federal
Busca por CEP
Dicionário
Diversos
Chat Terra
Mensagens Virtuais
Horóscopo Diário
Infantil
Downloads
Empresa
Expediente
Histórico
Ed. Anteriores
Fale Conosco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DO LEITOR

Publicidade

Insistindo no realismo

Dados referentes a melhoras na economia estadunidense têm sido noticiados largamente, de forma que os índices alarmantes do mês de fevereiro e março parecem agora ter ficado no passado. Os pedidos de seguro-desemprego diminuíram, o gasto das famílias aumentou juntamente com a venda de imóveis e gastos empresariais, o índice Dow Jones subiu. Acredita-se, de forma otimista, que isso seja um demonstrativo da recuperação da economia, de que o pior tenha ficado para trás. Ou, há necessidade de uma análise crítica em relação aos números publicados.
A diminuição na retração da economia americana vem ocorrendo de forma artificial, como fruto da injeção de trilhões de dólares por parte do governo. O Federal Reserve aumentou em 1,2 trilhão de dólares sua linha de crédito em relação ao mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo que a Fannie Mae e a Freddie Mac transformaram-se, após a estatização, nas maiores fontes de financiamento imobiliário.1 Sabe-se que essa atitude não difere da mesma tomada em 2001, quando os EUA passavam por um período de retração da atividade econômica, e o governo Bush implementou medidas para ampliação da atividade econômica. Com a ampliação do crédito e retração real da renda dos trabalhadores, houve endividamento progressivo, culminando na crise. Na verdade, está-se usando medidas para combater a crise semelhantes àquelas que a causaram.
Esses dados, que, numa análise mais superficial, mostram-se animadores, se comparados aos de outros países, indicam que, no mercado financeiro mundial, os norte-americanos apresentam crescimento inferior aos demais países. O índice Dow Jones cresceu 30%, ao passo que o índice Hang Seng de Hong Kong e o DAX alemão, e mesmo a Ibovespa, elevaram-se em mais de 50%, em termos de dólares americanos. Ainda, o índice do dólar americano teve queda de 7% em relação a uma cesta de seis importantes moedas, enquanto o real valorizou-se 14,3% no mesmo período.2
Apesar da euforia mundial com os dados recentemente divulgados, após breve análise, percebe-se que a situação está longe de chegar à situação ideal, ainda mais considerando-se que as reformas necessárias ao sistema não estão sendo implementadas, e que simplesmente está-se utilizando os mesmos mecanismos que num passado próximo mostraram-se ineficazes na missão de prover um crescimento sustentável ao longo prazo na economia mundial.

Bruno Colletto, Débora Cristina Petry, Karine
Daiane Zingler, Keli Daiane Berres.*

* Acadêmicos do Curso de Economia da Unijuí, Campus Santa Rosa, e bolsistas do grupo PET Economia.

1 Com base em Paul Krugman, Zero Hora de 10 de maio de 2009.
2 Com base em Peter Schiff, em
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=279

Jornal Semanal | Todos os direitos reservados - 2009®
www.jsemanal.com.br | jsemanal@abinet.com.br

design
vaghetti - Atualizado pela Diagramação Jornal Semanal
:: Capa :: :: Capa :: :: Capa ::