
À
GUISA DE COMENTÁRIO – EXAGERO NA DOSE –
O que acontece, quando há exagero na dose? O resultado pode
ser tontura. É o caso do álcool. Nem vamos falar em
overdose. Há exageros e exageros. Um deles foi a superdose
das bancadas PMDB-PT, que de uma vez enviaram nove (9) pedidos de
informação. Com certeza, um exagero. Mas é
preciso entender: é a ânsia de mostrar serviço
ou a de ofuscar. Pode ser, sim, uma tentativa de denegrir as primeiras
grandes conquistas da administração municipal. Uma
espécie de contraveneno. Então, neste caso, seria
uma orquestração. Os vereadores, claro, não
estão subestimando a inteligência do povo. Ou será
que eles querem fazer o mesmo que faz a oposição da
governadora do Estado? Ela, em 30 anos de déficit orçamentário,
conseguiu o déficit zero e aí partiram para cima dela
com uma voracidade nunca vista, inclusive, com CPI e ameaça
de cassação. Aquilo, também, a distância,
parece um exagero na dose. Só que os exageros podem, mais
dia menos dia, ser um tiro no pé. Como acontece com o álcool.
Aquele que se passa na ingestão de bebida alcoólica
pode tropeçar, cair e se estrepar. Tudo com doses homeopáticas,
do contrário, as consequências podem ser letais. Não
é legal ir com muita sede ao pote. Os que forem inteligentes
vão entender isso.
SIMPLESMENTE ADMIRÁVEL – Os bons políticos
fazem admirar-se por suas atitudes qualificadas. Não poderia
dizer outra coisa do deputado federal e secretário estadual
de Saúde, Osmar Terra, que, no dia 15 de maio, visitou Três
de Maio. Foi recepcionado no gabinete do prefeito no Palácio
Municipal, com todas as honras. Os peemedebistas – presidente
da Câmara de Vereadores, vereadores da bancada, lideranças
do partido – prestigiaram a visita do grande líder
ao Município. O parlamentar-secretário anunciou conquistas
para Três de Maio. Terra é, atualmente, o maior líder
político da região e quase exclusivo. Tudo por Três
de Maio – é assim que devem pensar as nossas lideranças
políticas, não importando as cores partidárias.
FAZ SENTIDO – No caso de mais denúncias
de caixa-dois nas eleições da governadora Yeda Crusius,
o pré-candidato ao Palácio Piratini Tarso Genro produziu
uma frase que faz sentido: “Que a volta do PT ao governo do
Estado não se dê por denúncias”. Se acontecer,
que seja por méritos, por bons serviços prestados
à coletividade gaúcha.
GENTILEZAS – Lá no Parlamento da ilha
da fantasia, suas excelências trocam finas gentilezas, como
estas: “Ser desqualificada por José Aníbal é
um elogio. Ele é que é um desqualificado”. Também
foi muito gentil a saída do ex-prefeito de Santa Cruz do
Sul e deputado Sérgio Moraes: “Estou me lixando para
a opinião pública”. E a outra é de um
vereador da Capital: “É muita lambança na imprensa
e a Assembléia está paralisada. Temos um vice-governador
que não faz nada, só ataca o próprio governo”.
CADASTRO POSITIVO – Sempre se fala do mau
pagador. Infelizmente, este quase sempre é beneficiado. Querem
ver? Quem pede anistia, vantagens, perdão de multas e juros
não é o mau pagador? E quase sempre consegue levar
a melhor. E, agora, fala-se em cadastro positivo. Ele fará
justiça aos bons pagadores. O bom pagador faz sacrifícios:
não viaja, não faz festa, não faz compras sem
ter condições para assumir as despesas, não
participa de diversões. Enfim, é um contido, um sacrificado.
Por isso, é importante e justo dar vantagens a quem paga
em dia, através dos anos. O bom pagador precisa ter crédito
e vantagens, principalmente, na hora do acesso ao financiamento.
NÃO SE FALA MAIS – Bastou que chovesse
e não se fala mais em seca. De fato, a chuva foi copiosa,
como se dizia no tempo do bom Português. No entanto, não
é bem assim, porque as consequências da estiagem perduram.
E os danos são irremediáveis. Talvez, por isso tenham
razão a recém-criada Secretaria Estadual de Irrigação
e a Emater, que querem implantar 2.000 cisternas e 3.860 microaçudes
no Estado. É preciso criar condições para cuidar
da água. O jeito é buscar soluções para
brigar contra as estiagens.
MENOS TRIGO – Choveu na hora certa para que
os triticultores pudessem semear o trigo. Estamos dentro do período
indicado para plantar o cereal. Só que há informações
de que os produtores gaúchos – talvez, não da
região – podem diminuir em até 30% a área
cultivada. E os fatores que podem desestimular o cultivo do cereal
são o clima, descapitalização e dificuldades
de escoamento da produção. Talvez, o que mais preocupa
os plantadores é o preço. O governo anunciou R$ 33,30
o preço mínimo da saca. Só que isso não
cobre os custos. E o pior: na safra, o preço não será
esse, como aconteceu, na última colheita, quando o preço
mínimo estava em R$ 28,80, mas os produtores tiveram que
comercializar a produção abaixo de R$ 25,00.
Vejam só: IMPORTAMOS ALHO E CEBOLAS DA ARGENTINA.
O que está acontecendo?
DO PALÁCIO – O prefeito é fiel ao que
disse na posse: “a nossa sigla, a partir de agora é
TM, ou seja, Três de Maio”. Dizer é uma coisa,
mas pôr em pratica, é outra. No caso do prefeito três-maiense
isso está valendo. Depois de 01 de janeiro, isso já
se viu diversas vezes, na prática. Na visita do secretário
de Saúde, novamente, a promessa foi posta em prática.
Não se trata de A, B, ou C, mas do povo de Três de
Maio. Então, PTM.
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