Ano XX - EDIÇÃO 1054

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – EXAGERO NA DOSE – O que acontece, quando há exagero na dose? O resultado pode ser tontura. É o caso do álcool. Nem vamos falar em overdose. Há exageros e exageros. Um deles foi a superdose das bancadas PMDB-PT, que de uma vez enviaram nove (9) pedidos de informação. Com certeza, um exagero. Mas é preciso entender: é a ânsia de mostrar serviço ou a de ofuscar. Pode ser, sim, uma tentativa de denegrir as primeiras grandes conquistas da administração municipal. Uma espécie de contraveneno. Então, neste caso, seria uma orquestração. Os vereadores, claro, não estão subestimando a inteligência do povo. Ou será que eles querem fazer o mesmo que faz a oposição da governadora do Estado? Ela, em 30 anos de déficit orçamentário, conseguiu o déficit zero e aí partiram para cima dela com uma voracidade nunca vista, inclusive, com CPI e ameaça de cassação. Aquilo, também, a distância, parece um exagero na dose. Só que os exageros podem, mais dia menos dia, ser um tiro no pé. Como acontece com o álcool. Aquele que se passa na ingestão de bebida alcoólica pode tropeçar, cair e se estrepar. Tudo com doses homeopáticas, do contrário, as consequências podem ser letais. Não é legal ir com muita sede ao pote. Os que forem inteligentes vão entender isso.
SIMPLESMENTE ADMIRÁVEL – Os bons políticos fazem admirar-se por suas atitudes qualificadas. Não poderia dizer outra coisa do deputado federal e secretário estadual de Saúde, Osmar Terra, que, no dia 15 de maio, visitou Três de Maio. Foi recepcionado no gabinete do prefeito no Palácio Municipal, com todas as honras. Os peemedebistas – presidente da Câmara de Vereadores, vereadores da bancada, lideranças do partido – prestigiaram a visita do grande líder ao Município. O parlamentar-secretário anunciou conquistas para Três de Maio. Terra é, atualmente, o maior líder político da região e quase exclusivo. Tudo por Três de Maio – é assim que devem pensar as nossas lideranças políticas, não importando as cores partidárias.
FAZ SENTIDO – No caso de mais denúncias de caixa-dois nas eleições da governadora Yeda Crusius, o pré-candidato ao Palácio Piratini Tarso Genro produziu uma frase que faz sentido: “Que a volta do PT ao governo do Estado não se dê por denúncias”. Se acontecer, que seja por méritos, por bons serviços prestados à coletividade gaúcha.
GENTILEZAS – Lá no Parlamento da ilha da fantasia, suas excelências trocam finas gentilezas, como estas: “Ser desqualificada por José Aníbal é um elogio. Ele é que é um desqualificado”. Também foi muito gentil a saída do ex-prefeito de Santa Cruz do Sul e deputado Sérgio Moraes: “Estou me lixando para a opinião pública”. E a outra é de um vereador da Capital: “É muita lambança na imprensa e a Assembléia está paralisada. Temos um vice-governador que não faz nada, só ataca o próprio governo”.
CADASTRO POSITIVO – Sempre se fala do mau pagador. Infelizmente, este quase sempre é beneficiado. Querem ver? Quem pede anistia, vantagens, perdão de multas e juros não é o mau pagador? E quase sempre consegue levar a melhor. E, agora, fala-se em cadastro positivo. Ele fará justiça aos bons pagadores. O bom pagador faz sacrifícios: não viaja, não faz festa, não faz compras sem ter condições para assumir as despesas, não participa de diversões. Enfim, é um contido, um sacrificado. Por isso, é importante e justo dar vantagens a quem paga em dia, através dos anos. O bom pagador precisa ter crédito e vantagens, principalmente, na hora do acesso ao financiamento.
NÃO SE FALA MAIS – Bastou que chovesse e não se fala mais em seca. De fato, a chuva foi copiosa, como se dizia no tempo do bom Português. No entanto, não é bem assim, porque as consequências da estiagem perduram. E os danos são irremediáveis. Talvez, por isso tenham razão a recém-criada Secretaria Estadual de Irrigação e a Emater, que querem implantar 2.000 cisternas e 3.860 microaçudes no Estado. É preciso criar condições para cuidar da água. O jeito é buscar soluções para brigar contra as estiagens.
MENOS TRIGO – Choveu na hora certa para que os triticultores pudessem semear o trigo. Estamos dentro do período indicado para plantar o cereal. Só que há informações de que os produtores gaúchos – talvez, não da região – podem diminuir em até 30% a área cultivada. E os fatores que podem desestimular o cultivo do cereal são o clima, descapitalização e dificuldades de escoamento da produção. Talvez, o que mais preocupa os plantadores é o preço. O governo anunciou R$ 33,30 o preço mínimo da saca. Só que isso não cobre os custos. E o pior: na safra, o preço não será esse, como aconteceu, na última colheita, quando o preço mínimo estava em R$ 28,80, mas os produtores tiveram que comercializar a produção abaixo de R$ 25,00.
Vejam só: IMPORTAMOS ALHO E CEBOLAS DA ARGENTINA. O que está acontecendo?
DO PALÁCIO
– O prefeito é fiel ao que disse na posse: “a nossa sigla, a partir de agora é TM, ou seja, Três de Maio”. Dizer é uma coisa, mas pôr em pratica, é outra. No caso do prefeito três-maiense isso está valendo. Depois de 01 de janeiro, isso já se viu diversas vezes, na prática. Na visita do secretário de Saúde, novamente, a promessa foi posta em prática. Não se trata de A, B, ou C, mas do povo de Três de Maio. Então, PTM.

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